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Por que você não deve encher tanque até a boca nem rodar sempre na reserva



 Abastecer o carro enchendo o tanque até quase transbordar é uma prática não recomendada por especialistas; rodar na reserva também


Além disso, ao encontrar preços atraentes, muitos tratam de encher o tanque. Saiba que abastecê-lo até quase transbordar ou rodar constantemente na reserva são hábitos que não fazem bem à saúde do carro - além disso, também contribuem para aumentar o consumo.


"Encher o tanque até o bocal danifica o cânister, que é o filtro com carvão ativado responsável por reter os gases provenientes da evaporação do combustível. Esse filtro, geralmente localizado próximo ao tanque, é encharcado, perdendo toda sua eficiência", alerta Everton Lopes, da SAE Brasil.


De acordo com o engenheiro, os vapores que emanam do tanque são altamente tóxicos e poluentes - daí a importância de manter o cânister em bom estado.


A orientação do especialista é parar o abastecimento assim que gatilho for desarmado - o que proporciona nível adequado e seguro.


Mais peso, menos eficiência

Abastecimento bocal tanque de combustível - Shutterstock - Shutterstock

Tanque muito cheio pode danificar cânister e deixa o carro mais pesado, elevando gastos

Imagem: Shutterstock

Além disso, rodar com o tanque preenchido na capacidade máxima reduz a eficiência do veículo.


A explicação é simples: quanto mais peso houver a bordo, maior será a quantidade de combustível necessária para percorrer determinada distância.


"A cada 100 kg, o consumo sobe 6%", informa Lopes.


Parece algo inexpressivo, mas é bom não esquecer que esse desperdício vai se acumulando com o passar do tempo. E o prejuízo também.


Portanto, se você dá valor ao seu dinheiro, não vale a pena encher o tanque no circuito urbano - prefira fazê-lo somente em caso de necessidade, como em uma viagem mais longa e com pouca disponibilidade de postos no trajeto.


Não é só pane seca

Ficar totalmente sem combustível é apenas um dos riscos de dirigir com tanque na reserva

Imagem: Getty Images

Outro extremo não recomendado por Everton Lopes é deixar o tanque constantemente na reserva - o manual do proprietário de qualquer automóvel também condena a prática.


Além do risco de pane seca, que pode causar danos mecânicos e, inclusive, rende multa de trânsito, o consumo também sobe nessa situação.


"O tanque quase vazio significa mais espaço para vaporização do combustível. A taxa de perda por evaporação, portanto, sobe".


A influência no consumo dificilmente será perceptível no momento, mas cobrará seu preço a médio e longo prazo.


Conforme mencionado acima, o vapor proveniente do tanque traz sérios riscos à saúde.


Tanto que, a partir de 2023, começa a implementação gradual da válvula ORVR em todos os veículos flex e a gasolina vendidos no País. O equipamento bloqueia o retorno desses gases durante o abastecimento e os aproveita na combustão do motor.


Bomba queimada


Não bastassem o desperdício e a questão ambiental, abusar da reserva pode pesar muito mais no bolso.


"Mesmo filtrado, o combustível fornecido pelo posto traz partículas que vão parar no tanque do veículo e depois ficam depositadas no fundo do reservatório. Com nível muito baixo, essas partículas acabam no filtro de combustível", explica Lopes.


A sujeira acaba entupindo o filtro, causando perda no desempenho e forçando a bomba de combustível, que encontra maior resistência para enviar o líquido ao motor.


"Essa situação crítica sobrecarrega a bomba e causa sua queima. Mesmo se não houver entupimento do filtro, ela é projetada para estar submersa no combustível, integrada ao corpo da boia. Caso fique exposta, acaba superaquecendo e a chance de queima é elevada"


Encher o tanque até a boca e rodar na reserva fazem mal ao seu carro (uol.com.br)


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