Avançar para o conteúdo principal

Europa: Apagão na Internet e comunicações pode acontecer no Inverno



 A guerra entre a Rússia e a Ucrânia está a mudar o mundo e isso pode afetar inclusive o acesso à Internet e limitar outras comunicações! O conflito tem feito milhares de mortos e tem também tem tido impactos forte na economia europeia.


Com o preço da energia a disparar, as operadoras na Europa temem apagão na telecomunicações, incluindo na internet, durante o inverno, destaca a Reuters.


Racionamento de Energia: Internet pode ficar off


De acordo com a agência Reuters, os próximos desafios poderão surgir ao nível das operadoras de comunicações. A pressão vem do setor da energia que, com o impacto dos valores, poderá obrigar ao racionamento de energia.


A questão da crise energética levantou-se quando a Rússia decidiu suspender o fornecimento de gás à Europa - que tinha uma forte dependência da matéria-prima vinda de Moscovo -, como forma de retaliação às sanções impostas pela União Europeia, na sequência da guerra na Ucrânia, refere o Jornal de Negócios.


É verdade que os equipamentos têm sistemas redundantes de energia, mas obviamente que estes sistemas também necessitam de uma fonte de energia para o carregamento. A Reuters refere que muitos países europeus não têm sistemas suficientes para lidar com um corte generalizado.


França, Suécia e Alemanha estão já a tentar garantir que as comunicações podem continuar em caso de um corte de energia. Em França, um plano apresentado pela distribuidora de eletricidade Enedis, já prevê potenciais cortes de energia de até duas horas, detalha a agência de notícias, apontando que em caso de apagão os serviços essenciais, como hospitalares e governamentais, não seriam afetados.


O Jornal de Negócios questionou a associação dos Operadores de Comunicações Eletrónicas sobre estes receios, mas até à data da publicação desta notícia não recebeu resposta.


Europa: Apagão na Internet e comunicações pode acontecer no Inverno (sapo.pt)

Comentários

Notícias mais vistas:

Bruxelas considera que é possível acabar com mudança da hora e vai apresentar estudo

 A Comissão Europeia considera que alcançar um consenso para acabar com a mudança da hora "ainda é possível" e vai apresentar um estudo nesse sentido este ano, com os Estados-membros a manifestarem-se disponíveis para analisá-lo assim que for entregue. Na madrugada do dia 29 deste mês, a hora volta a mudar em toda a União Europeia (UE), para dar início ao horário de verão, o que acontece atualmente devido a uma diretiva europeia que prevê que, todos os anos, os relógios sejam, respetivamente, adiantados e atrasados uma hora no último domingo de março e no último domingo de outubro. Em setembro de 2018, a Comissão Europeia propôs o fim do acerto sazonal, mas o processo tem estado bloqueado desde então, por falta de acordo entre os Estados-membros sobre a matéria. Numa resposta por escrito à agência Lusa, a porta-voz da Comissão Europeia Anna-Kaisa Itkonnen referiu que o executivo decidiu propor o fim da mudança horária em 2018 após ter recebido "pedidos de cidadãos e dos ...

Os professores

 As últimas semanas têm sido agitadas nas escolas do ensino público, fruto das diversas greves desencadeadas por uma percentagem bastante elevada da classe de docentes. Várias têm sido as causas da contestação, nomeadamente o congelamento do tempo de serviço, o sistema de quotas para progressão na carreira e a baixa remuneração, mas há uma que é particularmente grave e sintomática da descredibilização do ensino pelo qual o Estado é o primeiro responsável, e que tem a ver com a gradual falta de autoridade dos professores. A minha geração cresceu a ter no professor uma referência, respeitando-o e temendo-o, consciente de que os nossos deslizes, tanto ao nível do estudo como do comportamento, teriam consequências bem gravosas na nossa progressão nos anos escolares. Hoje, os alunos, numa maioria demasiado considerável, não evidenciam qualquer tipo de respeito e deferência pelo seu professor e não acatam a sua autoridade, enfrentando-o sem nenhum receio. Esta realidade é uma das princip...

TAP: quo vadis?

 É um erro estratégico abismal decidir subvencionar uma vez mais a TAP e afirmar que essa é a única solução para garantir a conectividade e o emprego na aviação, hotelaria e turismo no país. É mentira! Nos últimos 20 anos assistiu-se à falência de inúmeras companhias aéreas. 11 de Setembro, SARS, preço do petróleo, crise financeira, guerras e concorrência das companhias de baixo custo, entre tantos outros fatores externos, serviram de pano de fundo para algo que faz parte das vicissitudes de qualquer empresa: má gestão e falta de liquidez para enfrentar a mudança. Concentremo-nos em três casos europeus recentes de companhias ditas “de bandeira” que fecharam as portas e no que, de facto, aconteceu. Poucos meses após a falência da Swissair, em 2001, constatou-se um fenómeno curioso: um número elevado de salões de beleza (manicure, pedicure, cabeleireiros) abriram igualmente falência. A razão é simples, mas só mais tarde seria compreendida: muitos desses salões sustentavam-se das assi...