Avançar para o conteúdo principal

O próximo inverno vai ser extremamente frio, alertam os especialistas



 E será apenas o primeiro de muitos — os seguintes serão ainda piores. A culpa é da temperatura das águas do Oceano Pacífico.


Vai ser difícil aguentar.


Eduardo Oliveira:


Nos últimos dias as temperaturas baixaram, mas continuam amenas para esta época do ano. Aproveite. O inverno que aí vem será de frio extremo e seco, preveem os meteorologistas.


“Enquanto a temperatura está a subir em todo o mundo, por enquanto, a Ásia Central permanecerá fria. Assim que começarmos a ter as zonas orientais frias, este ar siberiano deslocar-se-á sobre a Europa e fará a temperatura baixar — esse é o risco que enfrentamos, especialmente no início do inverno”, explicou à “Euronews” Carlo Buontempo, diretor do  Serviço de Monitorização das Alterações Climáticas Copernicus.


As alterações climáticas estão a intensificar-se, mas manifestam-se de formas diferentes consoante a região do mundo. A Austrália tem registado alguns dos dias mais húmidos de sempre, enquanto que na América do Norte vive-se uma seca preocupante.


Estes climas opostos devem-se ao La Niña, “um fenómeno natural que ocorre quando as águas do Oceano Pacífico tropical oriental são mais frias do que o normal e as águas do Oceano Pacífico tropical ocidental são mais quentes do que o normal”, explica Andrew Watkins, chefe do departamento de Previsões de Longo Alcance do Bureau of Meteorology da Universidade de Melbourne (Austrália).


Esta oscilação térmica das águas do Pacífico dá origem, por sua vez, a uma série de mudanças nos padrões de precipitação e temperaturas pelo mundo. E também poderá afetar a Europa, com meses muito frios. “Vamos ver estes extremos e vão certamente piorar ao longo das nossas vidas. Vamos ter de nos habituar a que as coisas se tornem consideravelmente mais severas”, avança o meteorologista Dave Throup.


Infelizmente, as baixas temperaturas chegam numa altura em que o gás e eletricidade estão cada vez mais caros, o que significa que custará mais ter um aquecedor ligado ou tomar um bom banho de água quente.


O próximo inverno vai ser extremamente frio, alertam os especialistas – NiT

Comentários

Notícias mais vistas:

Bruxelas considera que é possível acabar com mudança da hora e vai apresentar estudo

 A Comissão Europeia considera que alcançar um consenso para acabar com a mudança da hora "ainda é possível" e vai apresentar um estudo nesse sentido este ano, com os Estados-membros a manifestarem-se disponíveis para analisá-lo assim que for entregue. Na madrugada do dia 29 deste mês, a hora volta a mudar em toda a União Europeia (UE), para dar início ao horário de verão, o que acontece atualmente devido a uma diretiva europeia que prevê que, todos os anos, os relógios sejam, respetivamente, adiantados e atrasados uma hora no último domingo de março e no último domingo de outubro. Em setembro de 2018, a Comissão Europeia propôs o fim do acerto sazonal, mas o processo tem estado bloqueado desde então, por falta de acordo entre os Estados-membros sobre a matéria. Numa resposta por escrito à agência Lusa, a porta-voz da Comissão Europeia Anna-Kaisa Itkonnen referiu que o executivo decidiu propor o fim da mudança horária em 2018 após ter recebido "pedidos de cidadãos e dos ...

Os professores

 As últimas semanas têm sido agitadas nas escolas do ensino público, fruto das diversas greves desencadeadas por uma percentagem bastante elevada da classe de docentes. Várias têm sido as causas da contestação, nomeadamente o congelamento do tempo de serviço, o sistema de quotas para progressão na carreira e a baixa remuneração, mas há uma que é particularmente grave e sintomática da descredibilização do ensino pelo qual o Estado é o primeiro responsável, e que tem a ver com a gradual falta de autoridade dos professores. A minha geração cresceu a ter no professor uma referência, respeitando-o e temendo-o, consciente de que os nossos deslizes, tanto ao nível do estudo como do comportamento, teriam consequências bem gravosas na nossa progressão nos anos escolares. Hoje, os alunos, numa maioria demasiado considerável, não evidenciam qualquer tipo de respeito e deferência pelo seu professor e não acatam a sua autoridade, enfrentando-o sem nenhum receio. Esta realidade é uma das princip...

TAP: quo vadis?

 É um erro estratégico abismal decidir subvencionar uma vez mais a TAP e afirmar que essa é a única solução para garantir a conectividade e o emprego na aviação, hotelaria e turismo no país. É mentira! Nos últimos 20 anos assistiu-se à falência de inúmeras companhias aéreas. 11 de Setembro, SARS, preço do petróleo, crise financeira, guerras e concorrência das companhias de baixo custo, entre tantos outros fatores externos, serviram de pano de fundo para algo que faz parte das vicissitudes de qualquer empresa: má gestão e falta de liquidez para enfrentar a mudança. Concentremo-nos em três casos europeus recentes de companhias ditas “de bandeira” que fecharam as portas e no que, de facto, aconteceu. Poucos meses após a falência da Swissair, em 2001, constatou-se um fenómeno curioso: um número elevado de salões de beleza (manicure, pedicure, cabeleireiros) abriram igualmente falência. A razão é simples, mas só mais tarde seria compreendida: muitos desses salões sustentavam-se das assi...