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Homing Group. Gestora de AL expande negócio à Grande Lisboa e Madeira


João Bolou Vieira, CEO da Homing Group. © D.R.


 Atividade apresenta sinais de recuperação consistente. Níveis pré-pandémicos poderão ser atingidos já neste ano.


Sónia Santos Pereira:


A Homing Group, empresa especializada na gestão de Alojamento Local (AL), decidiu alargar a sua presença na Grande Lisboa e voar até à Madeira. Segundo o CEO, João Bolou Vieira, o ano de 2022 arrancou com a expansão dos serviços de AL a Cascais, Oeiras, Loures e Sintra. Em fase final de lançamento está a entrada na zona Oeste (Ericeira e Lourinhã) e Madeira. A estratégia da Homing, que já contava com lojas físicas em Lisboa, Porto e Algarve, é ter uma "presença bem marcada" nestas localidades para responder às necessidades dos proprietários e hóspedes, num momento em que o negócio dá sinais de crescimento.


Como adianta João Bolou Vieira, "já podemos dizer que o mercado está bom". As reservas "estão a chegar a um ritmo muito elevado e prevemos aproximar-nos dos preços de 2019". Por isso, a Homing quer alargar o seu portfolio de gestão de propriedades em regime de AL, que hoje ronda as 350. "Estamos apostados em explicar aos proprietários que estão sozinhos nesta atividade, que há enormes vantagens em entregarem as casas à Homing", diz.


A empresa garante aos donos otimização dos seus rendimentos através de softwares especializados, limpeza e manutenção, resolução rápida de problemas, disponibilidade 24 horas por dia para os hóspedes e presença em mais de 20 plataformas mundiais, frisa. E, acima de tudo, "o alívio total de todas as preocupações e pequenas coisas que incomodam e fazem os proprietários perderem tempo e muitas vezes dinheiro".


Com esta estratégia, a Homing quer virar a página da crise da covid-19, que provocou "uma quebra brutal nas vendas" no AL. Mas a pandemia também impulsionou o negócio do grupo 100% português. Nessa altura, a empresa apostou na mediação imobiliária, adivinhando que alguns proprietários poderiam querer vender os seus ativos. No entanto, no universo dos seus clientes foram "poucos os casos" de imóveis colocados no mercado, assim como residuais os que trocaram o AL por contratos de arrendamento de longa duração. A maioria das casas na alçada da Homing são de estrangeiros e estes "mantiveram-se calmos e pacientes" face à quebra de rendimentos.


Ainda assim, e tendo em conta a dinâmica do mercado imobiliário, a Homing Real Estate mediou no ano passado transações de 15 milhões de euros, sendo que 35% respeitaram a negócios com investidores internacionais de geografias como o Médio Oriente, China, Turquia e Brasil - estes apostando em aquisições ao abrigo dos vistos gold -, mas também europeus. Com a nova atividade, a empresa registou um milhão de euros em comissões em 2021.


O futuro também se apresenta promissor. João Bolou Vieira admite que os desafios que o setor enfrenta, como a inflação a crescer, a provável subida taxas de juro e a guerra, podem transformar-se em oportunidades. Como diz, "Portugal pode ser beneficiado no foco do capital ou do investimento estrangeiro já que é o país mais distante geograficamente do centro da crise". Já "a inflação e a correção das taxas de juro são menores e variáveis" e a Homing "tem conseguido vários novos clientes com essa justificação".


O foco do negócio mantém-se na gestão de AL. Como frisa, a faturação desta atividade apresentou um forte crescimento de 2020 para 2021, passando de 1,4 milhões para 2,3 milhões, influenciado pelo alívio das medidas de combate à pandemia e o início da vacinação.

Agora, as expectativas estão centradas neste exercício. A Homing Group prevê chegar aos números de 2019, ou seja, contabilizar vendas de quatros milhões no AL. Na mediação imobiliária, as estimativas são de um milhão em comissões


Homing Group. Gestora de AL expande negócio à Grande Lisboa e Madeira (dinheirovivo.pt)


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