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Mudar de operadora: tudo o que deve saber


© Josep LAGO/AFP


Não está satisfeito com o serviço da sua operadora? Se sim, então provavelmente já pensou em mudar. Neste tipo de decisões é importante analisar bem as suas despesas e se o pacote contratado reflete bem as suas preferências pessoais. Descubra, neste artigo, tudo o que precisa de saber antes de decidir se deve mudar de operadora.


Geralmente, os pacotes das operadoras de telecomunicações incluem TV + Internet + Telefone/Telemóvel. Tratando-se de três serviços que utilizamos todos os dias, quanto menos pudermos gastar por uma solução mais completa e apelativa, melhor - mas para mudar é preciso comparar primeiro os diferentes aspetos que abaixo indicamos.


1. Primeiro ponto a pensar: período de fidelização


Uma das principais alterações que se produziu na lei das comunicações eletrónicas nos últimos anos foi a limitação do período de fidelização. Desde julho de 2016 que as operadoras de telecomunicações (que em Portugal são a MEO, a Vodafone, a Nowo e a NOS) passaram a ter novas regras neste âmbito.


Desde então, os contratos de fidelização só podem ir até um máximo de 2 anos (24 meses) e todas as operadoras são obrigadas a ter, no seu portefólio de oferta para os consumidores, pacotes mais acessíveis sem fidelização e com contratos entre 6 e 12 meses, ficando mais fácil mudar de operadora.


O seu contrato era de 24 meses, renovava automaticamente e esqueceu-se de o anular? Não há problema, as operadoras estão proibidas de proceder à renovação automática. Estas são obrigadas a enviar um novo contrato para si.


2. Quais as despesas em que incorre se quiser mudar de operadora?


Para desistir de um determinado serviço e mudar de operadora, é fundamental fazer uma análise de custos/benefícios. Não basta ligar e dizer que pretende cessar o contrato, pois essa anulação vai ter custos para si se estiver a fazer isso antes do fim do mesmo.


Desde logo, vai ter de liquidar os custos que a operadora teve com a instalação dos equipamentos.


Ainda assim, as operadoras agora são obrigadas a ter todos estes gastos previstos e escritos no contrato, para que o consumidor esteja sempre informado sobre o que terá de pagar.


3. TV: vale a pena ter mais de 100 canais?


Esta é uma pergunta recorrente. A maior parte de nós não vê mais do que um conjunto de 10 a 15 canais. Então porquê contratar um pacote que tem 150? Depende. Mesmo que não veja a maior parte, se calhar gosta de programa específicos de desporto, natureza, ou então é viciado em séries e filmes... Neste caso, compensa diversificar, ainda mais se a sua TV permite visualizar em alta definição (HD) 4K (o novo padrão de qualidade de imagem).


Além dos canais, é preciso ponderar os serviços que vêm associados: videoclube para assistir a todas as novidades cinematográficas, uma box que permita gravar, avançar ou parar a emissão, aplicações para assistir TV no smartphone e/ou no computador (MEO Go ou App NOS TV), aquisição de Netflix.


Para os mais adeptos das tecnologias e que gostam de congregar o máximo de serviços num só equipamento, poderá ser interessante a oferta da UMA, que até guarda as fotografias e os vídeos.


4. Internet: quão rápido quer navegar?


Já no que diz respeito à internet, é preciso ponderar tanto as opções fixas (para dispor em casa), como as móveis (para o telemóvel), quando pretende mudar de operadora.


Para a internet em casa, considere se deseja por cabo, ADSL ou fibra. Na comparação entre estes três, note que praticamente já não se usa ADSL e que hoje em dia cresce, a passos largos, a opção de fibra ótica.


Esta última é muito mais rápida, gastando menos energia (logo mais económica), é mais segura na transmissão de dados e sem perda de qualidade a grandes distâncias, com a benesse acrescida de os respetivos cabos não se degradarem ou enferrujarem.


São de ponderar ainda os limites mínimos e máximos de downloads e uploads e ainda o serviço de wi-fi em hotspots da operadora fora de casa (que dão imenso jeito para não gastar dados móveis!).


Já no campo da internet móvel, há que considerar, além da velocidade (quanto mais rápido, melhor), a cobertura da operadora (nem sempre vai apanhar net na Serra da Arrábida ou na Serra da Estrela!), se o seu tráfego for regular (ou seja, se vai utilizar diariamente) ou pontual (só para as férias no Algarve). Averigue ainda se a operadora oferece um pacote apelativo de antivírus para o telemóvel e PC.


5. Telemóvel: qual o tarifário mais atrativo?


Se está a pensar mudar de operadora de telemóvel, fique sabendo que a maior diferença será entre um plano pré-pago ou pós-pago, sendo que tem vindo a ganhar relevância este segundo, especialmente dentro das soluções que permitem chamadas ou SMS ilimitadas.


Todavia, no âmbito dos pré-pagos também existem opções com mais ou menos minutos de chamadas, SMS grátis e roaming, com ou sem carregamentos obrigatórios. Especialmente para os jovens, ainda há que ver, por exemplo, se o tarifário escolhido inclui apps sem gastar dados, tais como o Spotify.


Com a proliferação e o sucesso dos smartphones, tornou-se cada vez mais comum a utilização de internet móvel. Ao comparar as diversas opções de pacotes, é por isso essencial ver até quantos Mbps vai a internet e qual o limite de tráfego permitido sem gastos extra.


Este artigo de Finanças Pessoais resulta de uma parceria da ComparaJá com o Dinheiro Vivo, com publicação semanal


Mudar de operadora: tudo o que deve saber (dinheirovivo.pt)


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