Avançar para o conteúdo principal

Investigadores criam papel que dura como o plástico, mas que não polui



Equipa da Universidade de Tóquio descobriu como aplicar um revestimento à base de sílica em papel, tornando-a impermeável, antibacteriana e resistente como o plástico, mas sem a parte da poluição


O estudo dos cientistas da Universidade de Tóquio foi publicado no Industrial & Engineering Chemistry Research e descreve como os investigadores usaram um revestimento de sílica para tornar itens de papel mais resistentes, impermeáveis e resistentes a bactérias. Ideia é aplicar este revestimento a utensílios como palhinhas, tornando-as alternativas equiparadas às de plástico, com a grande vantagem de não serem tão poluentes como aquelas.


O revestimento, a que equipa chama Choetsu, pode ser aplicado a outros materiais: “podemos alterar a composição líquida para acomodar a maior parte dos materiais. O revestimento Choetsu vai manter estes materiais saudáveis durante mais tempo”, explica o doutor Zenji Hiroi, co-autor do estudo ao Motherboard.


A cobertura em sílica é feita de nanopartículas de dióxido de titânio que são dispersas sobre uma película de sílica com poucos micrómetros de espessura e que depois é aplicada sobre o papel, conferindo-lhe maior durabilidade e resistência antibacteriana. Os materiais originais usados, uma mistura de vários outros químicos, foram selecionados pela professora Yoko Iwamiya, que já trabalhava independentemente neste projeto antes de começar a cooperar com a Universidade de Tóquio.


O revestimento é poroso e tem propriedades absorventes, fazendo com que estes artigos possam ser usados para combater a poluição também, capturando os agentes poluentes e decompondo-os através do processo fotocatálise.


“Os utensílios de papel são a aplicação mais imediata (…) qualquer produto em papel vai ganhar mais aplicabilidade”, explica Hiroi, revelando ainda outros cenários de utilização: “assim que os ingredientes líquidos do revestimento forem determinados, basta aplicar sobre outros materiais e deixar secar. Porque o processo é tão simples, pode ser aplicado a uma gama alargada de produtos”.


Exame Informática | Investigadores criam papel que dura como o plástico, mas que não polui (sapo.pt)


Comentários

Notícias mais vistas:

Drones russos atingem dois navios civis no mar Negro

Drones russos atingiram dois navios civis com bandeira estrangeira no mar Negro na noite de quinta-feira, segundo as autoridades ucranianas. De acordo com Oleksii Kuleba, vice-primeiro-ministro ucraniano responsável pela Reconstrução, os drones atingiram um navio com bandeira de São Cristóvão e Neves e outro com bandeira panamiana, causando um morto e cinco feridos. Um dos marinheiros feridos está em estado crítico, adiantou Kuleba. "É mais uma prova de que a Rússia trava uma guerra contra a liberdade de navegação, o comércio internacional e a segurança alimentar global", escreveu. O governador da região ucraniana de Odessa, Oleh Kiper, afirmou que os navios já retomaram a marcha. Os ataques ocorreram numa vaga de ofensivas russas durante a noite em várias zonas da Ucrânia. Kiper acrescentou que ataques no sul da região de Odessa provocaram um incêndio num parque de camiões, que matou uma pessoa e feriu outras quatro. Pelo menos quatro pessoas ficaram ainda feridas noutro ata...

Calçada portuguesa mata mais em Lisboa: Carlos Moedas muda de passeios "progressivamente"

 Tese de doutoramento no ISCTE mostra que quedas no passeio estão na origem de muitas mortes por pneumonia Ricardo Antunes, sociólogo e doutorado em Sociologia, investigou as causas remotas de 1935 óbitos hospitalares: 944 em Lisboa e 991 em Beja. “Surpreendentemente, percebi que na capital há mais mortes por pneumonia”, relata à CNN Portugal. Essa constatação deixou-o surpreendido. “Como é que a região mais rica do país, com os hospitais mais diferenciados, os melhores técnicos e a melhor tecnologia de saúde, ainda tem tantos casos fatais de uma infeção respiratória como a pneumonia?”, questionou-se o sociólogo. Ao reconstruir a história clínica dos falecidos, encontrou um padrão. “As informações nos registos de saúde mostram, claramente, que um número significativo dessas vítimas tinha, na sua história recente, um episódio de queda na via pública”, relata o enfermeiro, que se doutorou em Sociologia no ISCTE, Instituto Universitário de Lisboa. Um dos capítulos da sua tese, sobre d...

Sobe para 100 o número de feridos em colisão entre dois comboios em Bedford, Inglaterra. Nove pessoas em estado crítico

Comboios que colidiram ligam a cidade de Bedford ao aeroporto de Luton, em Londres.  Um maquinista morreu.  Subiu para 100 o número de feridos numa colisão entre dois comboios da East Midlands Railways, em Bedford, Inglaterra, esta sexta-feira. Até ao momento, o único morto registado foi o maquinista de um dos comboios. Nove pessoas estão em estado crítico, de acordo com as informações adiantadas pelas autoridades locais.  Recorde-se que o acidente ocorreu pouco depois das 17h00.  Os comboios que colidiram ligam a cidade de Bedford ao aeroporto de Luton, em Londres.  O Departamento de Investigação de Acidentes Ferroviários está em contacto com a Polícia britânica para se apurarem os factos do sucedido.   O rei britânico Carlos III já reagiu e disse estar "profundamente entristecido" com o acidente. "Os seus pensamentos e condolências estão com a família do falecido e com todos os feridos ou afetados por este trágico incidente", acrescentou.  Sobe ...