Direitos de autor AP Photo/Francisco Seco Apesar de, em 2025, os alunos portugueses apresentarem resultados próximos da média da OCDE, uma análise mais profunda revela um recuo acentuado em diferentes disciplinas, anulando os ganhos obtidos desde 2006. Os alunos portugueses estão piores a nível de competências do que estavam há 20 anos. É o que revela o relatório PISA, relativo a 2025, divulgado esta terça-feira. De acordo com o documento, os alunos de 15 anos em Portugal obtiveram pontuações próximas da média da OCDE em matemática, leitura e ciências, mas é o comparativo com anos anteriores que preocupa. O PISA indica que, em ciências, os resultados do ano passado ficaram "significativamente abaixo dos observados em 2015". O mesmo acontece com leitura e matemática, onde "as recentes perdas vieram agravar as perdas anteriores observadas entre 2015 e 2022". "Consequentemente, os resultados mais recentes voltaram asituar-se perto do nível observado em 2006 nas t...
Nuno Lameiras - Presidente AGEFE A Europa gosta de acreditar que resolve os seus problemas através da legislação. Sempre que surge uma nova realidade económica, responde com um novo regulamento, uma nova diretiva ou um novo pacote legislativo. Fá-lo com competência técnica, detalhe jurídico e uma ambição regulatória sem paralelo. O problema é que legislar deixou de ser suficiente. Hoje, o mercado europeu está repleto de operadores que ignoram sistematicamente as regras que as empresas europeias são obrigadas a cumprir. Não porque a lei seja inexistente. Pelo contrário: a lei existe, é exigente e, em muitos casos, é exemplar. O que não existe é capacidade ou vontade para garantir que todos jogam pelas mesmas regras. E é aqui que começa a verdadeira crise da competitividade europeia. A dimensão do fenómeno é reveladora. Em 2022, circularam na Europa cerca de 1,4 mil milhões de pequenas encomendas enviadas diretamente a consumidores. Em 2025, esse número atingiu aproximadamente ...