AP Photo/Antonio Calanni Além dos efeitos físicos, o calor extremo pode comprometer a saúde mental, provocando irritabilidade, ansiedade e um aumento da agressividade. À medida que as temperaturas extremas se intensificam por toda a Europa, nem todas as pessoas reagem da mesma forma ao calor. A exposição ao sol pode ter vários efeitos na saúde, desde a desidratação até às irritações e queimaduras na pele. Mas há um efeito menos conhecido do calor no organismo, que se prende com a saúde mental. “A investigação mostra que, nos dias mais quentes, tendem a aumentar os níveis de agressividade, violência e agressividade ao volante, bem como as idas às urgências por problemas de saúde mental”, afirmou à Euronews Health Susan Albers, psicóloga clínica na Cleveland Clinic. Mas afinal o que está por detrás destes comportamentos e destas alterações na saúde mental? Lidar com um desconforto constante Ter demasiado calor é desconfortável. “Quando estamos fisicamente desconfortáveis, temos meno...
A capacidade do corpo humano de aguentar o calor depende de uma combinação de dois fatores principais: temperatura e humidade. Não existe um "número mágico" único na meteorologia, mas sim um limite biológico claro determinado pela física do nosso próprio suor. Aqui está a explicação de onde fica esse limite e o que acontece quando o ultrapassamos: O Limite Biológico: A Temperatura de Bolbo Húmido O indicador mais preciso para medir o limite humano é a temperatura de bolbo húmido (que mede o calor considerando a capacidade da água/suor evaporar e arrefecer o ambiente). O limite teórico : Durante muito tempo, estimou-se que o limite máximo de sobrevivência humana seria uma temperatura de bolbo húmido de 35 °C. O limite real (mais recente) : Estudos científicos demonstraram que, na prática, o corpo humano começa a vacilar muito antes. Para um jovem saudável, o limite crítico ronda os 31 °C de bolbo húmido com 100% de humidade. Se traduzirmos isto para o "termómetro comum...