Drones navais ucranianos Magura. Foto: Telegram @DIUkraine Nova estrutura da 414ª Brigada de Sistemas Não Tripulados reforça operações marítimas, interceptação de drones Shahed e avanço da estratégia ucraniana com armas não tripuladas A Ucrânia deu mais um passo na expansão de sua guerra não tripulada ao criar uma nova divisão de drones navais dentro da 414ª Brigada Separada de Sistemas Não Tripulados. A unidade será voltada para operações marítimas e também para missões especiais, incluindo ataques contra alvos navais e a interceptação de drones kamikaze russos Shahed. A informação foi divulgada por Robert “Magyar” Brovdi, comandante do Serviço de Segurança das Forças Armadas da Ucrânia. Segundo ele, a nova divisão nasce em um momento de ampliação das capacidades operacionais das Forças de Sistemas Não Tripulados, que vêm assumindo papel cada vez mais importante na estratégia militar de Kiev. A criação da nova formação foi possível após a expansão da unidade do nível de regimento...
A guerra na Ucrânia deixou claro que a tecnologia dos drones evolui mais rapidamente do que os governos conseguem adquiri-la. Será que os sistemas de defesa conseguem acompanhar esse ritmo? Antes da invasão russa, nenhuma força armada europeia possuía mais de 2000 drones operacionais. Atualmente, os dois exércitos consomem até sete milhões de aparelhos por ano. Os drones evoluíram de dispositivos de nicho para se tornarem a espinha dorsal da guerra moderna e a Europa procura recuperar terreno neste domínio. Os números por si só revelam uma transformação extraordinária. A Ucrânia, por exemplo, duplicou a produção de drones, passando de 2,2 milhões em 2024 para 4,5 milhões em 2025. No entanto, o volume é apenas metade da batalha. A verdadeira corrida é tecnológica: o interior destas máquinas torna-se obsoleto quase assim que sai da linha de montagem. "Os drones evoluem tecnologicamente de três em três meses, ou de seis em seis meses", afirma Nikolaus Lang, director-geral e sóc...