França anunciou um investimento de 8,5 mil milhões de euros para aumentar em 400% os stocks de drones e mísseis até 2030, somando-se aos 10 mil milhões da Alemanha em drones militares e à recente revolução dos drones da Polónia. As guerras modernas consomem drones a um ritmo muito superior ao do armamento tradicional. A Ucrânia emprega cerca de 9 000 drones por dia, o que equivale a aproximadamente 270 000 aparelhos por mês. Estimativas indicam que o Irão consegue produzir cerca de 400 drones Shahed por dia para uma capacidade mensal que pode chegar às 12 000 unidades. Esta rotatividade está a empurrar a União Europeia para uma produção industrial em grande escala, já que as reservas existentes de drones e a fabricação manual não conseguem acompanhar as perdas no campo de batalha. A incapacidade do bloco de aumentar a produção está a criar uma dependência estratégica de fornecedores externos, como os Estados Unidos ou a China, deixando as suas fronteiras vulneráveis a formas de g...
Os Estados Unidos passaram a apostar em um novo tipo de armamento mais simples e barato: o drone kamikaze LUCAS, inspirado no modelo iraniano Shahed-136. Desenvolvido a partir de engenharia reversa, o sistema foi utilizado pela primeira vez em combate na Operação Epic Fury e já é considerado “indispensável” pelo comando do CENTCOM. A iniciativa surgiu como resposta à necessidade de ampliar rapidamente o poder de fogo com soluções mais acessíveis, especialmente após observar o uso massivo desse tipo de drone pela Rússia na guerra da Ucrânia. A proposta ganhou força dentro do Pentágono ainda durante o governo Biden, quando autoridades passaram a defender a adoção de armas menos sofisticadas, porém produzidas em larga escala. A ideia representou uma mudança de mentalidade: em vez de priorizar apenas equipamentos altamente avançados e caros, os EUA passaram a considerar o valor estratégico da chamada “massa de precisão”, em que a quantidade pode compensar limitações tecnológicas indiv...