Ao contrário do que seria expectável, não foi a Europa nem os Estados Unidos da América que decidiram tomar medidas para combater a dependência dos ecrãs a bordo nos carros modernos. China adianta-se. Parece cada vez mais próximo o inevitável regresso aos comandos físicos tradicionais nos automóveis. Os ecrãs (quase de perder de vista) invadiram os cockpits dos automóveis mais recentes, começando por ser percepcionados como um sinónimo de vanguarda tecnológica e um factor de diferenciação, em grande parte impulsionado pelos construtores de automóveis chineses (mas não só). Pois bem, isso estará em vias de mudar por iniciativa da própria China. Ao contrário do que seria de esperar, não foi a Europa nem os Estados Unidos da América que tomaram a dianteira nesta matéria. À semelhança das novas regras que serão implementadas para reduzir o risco associado às portas de abertura electrónica (com puxadores embutidos sem accionamento mecânico ou “tipo Tesla”), o Ministério da Indústria e ...
Os negociadores do Parlamento Europeu suspenderam, na segunda-feira, o pacto comercial entre a UE e os EUA, numa altura em que as ameaças de Washington e uma decisão do Supremo Tribunal dos EUA lançam dúvidas sobre a validade do acordo de 2025. O Supremo Tribunal dos Estados Unidos (eua) decidiu, na semana passada, que algumas das tarifas impostas em 2025 por Washington eram ilegais, levando o presidente norte-americano Donald Trump a anunciar novas taxas de 15% sobre as importações. "É claro que a base jurídica mudou completamente e temos a introdução de novas tarifas que são totalmente diferentes das antigas tarifas", disse o eurodeputado alemão Bernd Lange, presidente da comissão parlamentar do comércio, aos jornalistas. "Queremos uma declaração clara dos Estados Unidos de que isto acabou e que temos uma perspetiva de respeitar o acordo por mais tempo". O Parlamento Europeu detém as chaves para a implementação do acordo, que foi fechado em julho de 2025 pela pre...