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Ormuz: a batalha que a América não pode perder

O drama de Ormuz começa com um paradoxo. A maior potência militar do planeta pode degradar, afundar e bombardear; mas pode, ainda assim, demorar a converter essa superioridade em passagem comercial segura. O estreito não se fecha porque o Irão consiga destruir uma armada americana em batalha aberta. Fecha-se porque basta tornar incerta uma faixa estreita de água. Em geografia estratégica, seis milhas náuticas podem valer mais do que uma esquadra inteira. É por isso que a pergunta decisiva nunca foi apenas quantos navios Washington consegue concentrar. A pergunta séria é outra: como transformar superioridade militar em certeza comercial. Um petroleiro atingido, um casco a arder, um mercado segurador em pânico e o corredor deixa de ser uma rota marítima para passar a ser um interdito económico. Ormuz não é apenas um problema de fogo; é um problema de confiança. Daí o carácter peculiar do impasse. Admita-se, para efeito de análise, uma degradação muito severa da máquina militar iraniana: ...
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AIE apela a redução rápida da procura de petróleo e incentiva teletrabalho

    Fotografias de torneiras numa estação de serviço em Frankfurt, Alemanha, quarta-feira, 5 de outubro de 2022.  -    Direitos de autor    AP Photo / Michael Probst Direitos de autor AP Photo / Michael Probst Numa altura em que a guerra no Médio Oriente, rico em petróleo, continua a aumentar, a Agência Internacional da Energia apela aos governos para que tomem medidas para reduzir a procura de petróleo, de deslocações e promove o teletrabalho. De acordo com um relatório da Agência Internacional da Energia (AIE), os governos estão a ser instados a promover o trabalho à distância, a reduzir os limites de velocidade e a encorajar uma mudança para os transportes públicos, a par de potenciais restrições à utilização do automóvel nas grandes cidades, citando a perturbação "dramática" do abastecimento mundial de petróleo devido ao encerramento do  Estreito de Ormuz . PUBLICIDADE PUBLICIDADE Desde que os Estados Unidos e Israel lançaram ataques mili...

Europa responde à escalada dos preços da energia e dos combustíveis

  Preços dos combustíveis disparam 22 dias após o início da guerra no Irão, 21 de março de 2026 -  Direitos de autor  Copyright 2026 The Associated Press. All rights reserved. O Brent ultrapassou os 100 euros por barril após o fecho do estreito de Ormuz. Sem resposta europeia comum, cada governo avançou com cortes fiscais, tetos de preços ou continua sem medidas concretas. A guerra no Irão provocou uma escalada nos preços do barril de Brent, com efeito em cadeia nos preços dos combustíveis e da energia. A subida dos combustíveis na Europa é bem visível, chegando a ultrapassar os 34% no caso de Espanha. O aumento de preços também se fez sentir para os europeus na eletricidade e no gás, pelo que muitos países tomaram ou anunciaram medidas para atenuar esta subida imparável desde 28 de fevereiro, quando começou o ataque ao Irão. O conflito interrompeu aproximadamente 20% dos abastecimentos globais de petróleo que passam pelo Estreito de Ormuz, o que fez o Brent subir de cerc...

Vizinhos do Irão fartaram-se e tomaram uma posição: regime de Teerão tem mesmo de cair

 Países do Golfo Pérsico continuam a ser alvo de ataques contínuos e ficaram ainda mais furiosos quando o Irão garantiu que só atingia interesses norte-americanos Mais de dois mil drones e centenas de mísseis num rácio diário. É com isso que os Emirados Árabes Unidos, que albergam cidades vendidas como paraíso, estão a lidar desde o início da guerra no Médio Oriente. Mas o país onde ficam cidades como Abu Dhabi ou Dubai fartou-se, até porque à insegurança se juntou algo que os Estados do Golfo Pérsico não esperavam: uma crise económica. De acordo com o Wall Street Journal (WSJ), estes países tomaram uma decisão: o Irão, que chegou até a ser visto como líder da região, deve cair como existe. O regime deve ser deitado abaixo ou, se não for possível, neutralizado. É que Emirados Árabes Unidos, Catar ou Bahrein não querem que esta insegurança se repita, até porque estão a sentir na economia o impacto do encerramento do Estreito de Ormuz, que, a juntar aos ataques a infraestruturas civi...

Conselho de Ministros. Governo quer acelerar energias renováveis e aprovou lei para crise energética

  O Conselho de Ministros aprovou um pacote de medidas para acelerar as energias renováveis e proteger os consumidores mais vulneráveis. Foi também aprovada a lei que permite ao Governo limitar preços em caso de crise energética. Inês Moreira Santos - RTP / atualizado 19 Março 2026, 23:35 José Sena Goulão - Lusa Ouvir No final da reunião, o ministro da Presidência disse que o país ainda está muito longe dessa situação.  As comercializações de eletricidade e gás vão ter de passar a ter contratos com um preço fixo por um ano em regiões com mais de 200 mil habitantes.  O Conselho de Ministros aprovou três diplomas, esta quinta-feira, para reforçar a soberania e a segurança energética e proteção dos consumidores mais vulneráveis em caso de declaração de crise energética resultante do aumento de preços do petróleo e do gás. O novo mecanismo de proteção do consumidor entra em funcionamento se, no retalho, ocorrer um aumento superior a 70 por cento no preço da energia, ou superi...