O ministro da Economia está no parlamento para uma audição regimental, onde fez uma análise ao crescimento real dos salários dos portugueses. "Em vez de 1 kg batatas, podem comprar 1,137 kg". Os salários reais dos portugueses terão aumentado 13,7% em dois anos, segundo o ministro da Economia. Nas contas de Castro Almeida, deduzindo o valor da inflação, “o crescimento liquido real” dos salários dos portugueses foi, em 2024 e 2025, de 13,7%. “Este acréscimo é como se o Governo tivesse decretado um 15.º mês aos trabalhadores e uma parte relevante de um 16.º mês”, declarou o ministro da Economia esta quarta-feira no parlamento. Numa intervenção inicial dedicada aos indicadores económicos, Castro Almeida considerou que “temos olhado pouco para o aumento dos rendimentos”, sublinhando que em 2024 “o crescimento do salário liquido médio foi o maior de toda a OCDE”. Em 2025 “não há termos de referência mas há um crescimento relevante do salário liquido de 8,2%, o que num ano é rele...
O drama de Ormuz começa com um paradoxo. A maior potência militar do planeta pode degradar, afundar e bombardear; mas pode, ainda assim, demorar a converter essa superioridade em passagem comercial segura. O estreito não se fecha porque o Irão consiga destruir uma armada americana em batalha aberta. Fecha-se porque basta tornar incerta uma faixa estreita de água. Em geografia estratégica, seis milhas náuticas podem valer mais do que uma esquadra inteira. É por isso que a pergunta decisiva nunca foi apenas quantos navios Washington consegue concentrar. A pergunta séria é outra: como transformar superioridade militar em certeza comercial. Um petroleiro atingido, um casco a arder, um mercado segurador em pânico e o corredor deixa de ser uma rota marítima para passar a ser um interdito económico. Ormuz não é apenas um problema de fogo; é um problema de confiança. Daí o carácter peculiar do impasse. Admita-se, para efeito de análise, uma degradação muito severa da máquina militar iraniana: ...