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Líbano proíbe atividades militares do Hezbollah e exige entrega de armas



O Governo libanês proibiu as atividades militares do Hezbollah e exigiu que o grupo entregue as armas ao Estado, anunciou hoje o primeiro-ministro do país, Nawaf Salam, após uma reunião do gabinete.


Salam anunciou "a proibição imediata de todas as atividades militares e de segurança do Hezbollah", exigindo que o grupo xiita "entregue as armas ao Estado libanês" e limite-se a ações políticas.

 

Esta decisão surgiu depois de o Hezbollah ter lançado foguetes contra Israel, arrastando o Líbano para o conflito regional deflagrado com os ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irão no fim de semana.


O movimento xiita libanês Hezbollah, apoiado pelo Irão, prometeu confrontar a agressão dos EUA e Israel contra o Irão. O grupo afirmou ter disparado mísseis e drones contra Israel pela primeira vez neste conflito.


O exército israelita retaliou e anunciou ter atacado alvos do Hezbollah "em todo o Líbano", ordenando a retirada de residentes de cerca de 50 aldeias. Os jornalistas da agência de notícias France-Presse (AFP) ouviram fortes explosões em Beirute e viram muitas pessoas a fugir para sul.


"Nada no terreno justifica uma iminente invasão terrestre [no Líbano], nem preparativos nesse sentido", disse o tenente-coronel Nadav Shoshani, porta-voz internacional do exército israelita. O chefe do exército israelita afirmou que os ataques no Líbano podem durar "muitos dias".


De acordo com um relatório oficial inicial, os ataques israelitas já fizeram 31 mortos e 149 feridos no Líbano.


Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.


O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justifica a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".


O Irão já confirmou a morte do 'ayatollah' Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias.


Pelo menos 555 pessoas morreram no Irão desde o início dos ataques, indicou a organização humanitária Crescente Vermelho iraniano. O exército dos Estados Unidos confirmou a morte de três militares norte-americanos.


Portugal, França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos a países vizinhos.


Líbano proíbe atividades militares do Hezbollah e exige entrega de armas - Notícias ao Minuto


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