Avançar para o conteúdo principal

Portugal e Espanha candidatam-se a gigafábrica europeia de IA com investimento de €8 mil milhões



 Portugal e Espanha avançaram com uma candidatura conjunta para instalar uma Gigafábrica Europeia de Inteligência Artificial, um projeto que prevê infraestruturas em ambos os países e um investimento estimado em cerca de 8 mil milhões de euros para reforçar a capacidade tecnológica e digital da Península Ibérica.


De acordo com o Jornal Económico, a infraestrutura prevista para território português deverá localizar-se em Sines. O mesmo jornal adianta que cada um dos Estados deverá investir cerca de seis milhões de euros, com financiamento adicional da União Europeia, enquanto a restante componente financeira deverá ser assegurada por empresas, com apoio do Banco Português de Fomento.


A iniciativa pretende reforçar o posicionamento de Portugal e Espanha - e do sul da Europa - no desenvolvimento de soluções de inteligência artificial, contribuindo para consolidar a Península Ibérica como um centro de inovação digital. Se se concretizar, poderá tornar-se no maior investimento conjunto realizado pelos dois países neste domínio.


Segundo o Jornal de Negócios, a escolha destas infraestruturas integra a iniciativa europeia EuroHPC, no âmbito da qual deverão ser selecionadas cinco localizações para acolher gigafábricas dedicadas à inteligência artificial.


A hipótese de uma candidatura ibérica já tinha sido avançada em janeiro pelo ministro da Economia e Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida. Citado pelo ECO, o governante explicou que a decisão de concorrer em conjunto com Espanha resulta da forte concorrência internacional e da necessidade de aumentar as probabilidades de captar um dos projetos financiados pela Comissão Europeia.


“Não é fácil ter em Portugal essa gigafábrica”, afirmou o ministro numa conferência organizada pelo Jornal de Negócios, na Culturgest, em Lisboa. “Juntámo-nos com os espanhóis e estamos a fazer uma candidatura conjunta, Portugal e Espanha. É a oportunidade que temos de vir a ter uma das cinco gigafábricas que a Comissão Europeia vai financiar”, acrescentou.


Também citado pelo ECO, o presidente do Banco Português de Fomento, Gonçalo Regalado, indicou que a proposta portuguesa para a instalação da gigafábrica em Sines deverá ser reforçada nas próximas semanas, incluindo na componente de investimento, com o objetivo de aumentar as hipóteses de sucesso no processo europeu.


Portugal e Espanha candidatam-se a gigafábrica europeia de IA com investimento de €8 mil milhões - Expresso


Comentários

Notícias mais vistas:

Rendas congeladas “desesperam” proprietários e inquilinos apontam despejos como medida “oportunista”

Foto: Rodolfo Alexandre Reis  Luís Menezes Leitão, presidente da Associação Lisbonense de Proprietários diz que as propostas do Governo sobre o descongelamento das rendas são “minúsculas” e que mesmo em relação ao despejos “falta muito por esclarecer”. Já António Machado, líder da Associação de Inquilinos Lisbonenses considera que aumentar a liberalização dos contratos significa que “a parte mais fraca ainda fica mais fraca”. Concordam em discordar. É desta forma que os proprietários e inquilinos olham para o conjunto de medidas apresentadas pelo Governo sobre o novo regime do arrendamento urbano (NRAU). No lado da Associação Lisbonense de Proprietários (ALP), o presidente Luís Menezes Leitão, lamenta que o congelamento das rendas antigas a 1990, um dos principais cavalos de batalha da ALP se mantenha praticamente inalterado. “As alterações são minúsculas e só têm significado relativamente a inquilinos que ganhem acima de cinco salários mínimos mensais e mesmo assim estabelece a fi...

Open Cosmos capta 300 milhões e “vai acelerar investimento em Portugal”

 Empresa britânica tem 50 milhões para investir em Portugal, onde pretende duplicar a equipa de 50 para 100 pessoas. Com este novo financiamento, esse plano vai "acelerar". A britânica Open Cosmos fechou uma ronda de 300 milhões de euros para acelerar a ligação a partir do Espaço. Portugal é “uma das quatro localizações core” da empresa, mercado onde tem previsto um investimento de 50 milhões. “Este financiamento vai apenas acelerar este investimento”, diz fonte oficial ao ECO/eRadar. “Portugal é uma das quatro localizações core da Open Cosmos. Tal como anunciámos anteriormente, a equipa em Portugal é constituída por 50 pessoas, e planeamos dobrar a equipa e investir 50 milhões no país”, adianta a mesma fonte. Com quatro fábricas no Reino Unido, Grécia, Espanha e Portugal, com 400 trabalhadores, e capacidade para fabricar um satélite por dia, a empresa tem vindo a lançar uma nova geração de satélites para a OpenConstellation, procurando reduzir o tempo de entrega de produtos ...

Energia nas rochas: será o subsolo a bateria de que precisamos para a transição energética?

Direitos de autor AP Photo/Ross D. Franklin Um estudo de investigadores portugueses analisou diferentes possibilidades de armazenamento de energia com ar comprimido em rochas porosas em profundidade. No melhor cenário, um reservatório poderia armazenar energia suficiente para o consumo de uma pequena cidade. Armazenar energia no subsolo: parece ficção científica mas é uma prática que não é propriamente nova no contexto da investigação geológica. Conhecida desde a década de 70 do século passado com as primeiras experiências em cavernas de sal na Alemanha, o processo representa um mundo de possibilidades no campo da energia renovável e da necessidade de armazenamento que este acarreta. "Um dos problemas que existe com a transição energética é a existência de uma maior disponibilidade de energia de fontes renováveis, que não é possível ser armazenada", explica à Euronews Ricardo Pereira, investigador do GeoBioTec da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade NOVA de Lisb...