Avançar para o conteúdo principal

Irão. Descida acumulada do ISP é de 20,8 cêntimos no gasóleo e de 19,3 na gasolina, diz Governo


A secretária de Estado dos Assuntos Fiscais garantiu no parlamento que o efeito das medidas do governo é "plenamente visível" e que o Estado não lucra com a subida dos preços.

A poucas horas do aumento acentuado do gasóleo e da gasolina, veiculos são abastecidos numa das bombas com preços mais baixos no País, na Amadora, 07 março 2026.       MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

Registou-se a redução acumulada do imposto sobre os combustíveis desde o início de março é de 20,8 cêntimos por litro no gasóleo e de 19,3 cêntimos na gasolina, afirmou hoje a secretária de Estado dos Assuntos Fiscais.

Os dias começam a ficar mais longos e um novo ritmo pede novas leituras.Ofereça o Cartão Presente Observador.Oferecer

Num debate no plenário da Assembleia da República sobre o combate ao agravamento dos preços após o ataque dos Estados Unidos da América ao Irão, a pedido do PCP, a secretária de Estado, Cláudia Reis Duarte, defendeu que o efeito das medidas tomadas pelo Governo até agora “é plenamente visível”.

“Face ao início de março — e considerando o desconto de ISP que então ainda estava em vigor e não tinha sido revertido —, temos hoje uma redução acumulada, com IVA, de 20,8 cêntimos por litro no gasóleo e de 19,3 cêntimos por litro na gasolina”, sublinhou, depois de notar que a resposta do executivo assenta em “mecanismos automáticos, transparentes e proporcionais à evolução dos preços”.

Durante o debate, o Governo foi confrontado pela bancadas da oposição à esquerda com a dimensão do pacote de medidas tomadas pelo executivo espanhol (socialista), tendo a secretária de Estado contraposto que Portugal “foi o primeiro país da Europa Ocidental a adotar medidas concretas” para conter a subida dos preços.

Num debate em que os partidos da oposição sublinharam que a subida dos preços dos bens na economia leva ao aumento da receita fiscal, em particular nos combustíveis, a secretária de Estado afirmou que “o Estado não está a retirar qualquer vantagem financeira com a subida do preço dos combustíveis”.

“Ao verificar um aumento significativo do preço dos combustíveis superior a dez cêntimos por litro face aos valores de referência da primeira semana de março, o Governo atuou imediatamente através da redução do imposto sobre os produtos petrolíferos”, afirmou, referindo que a redução “corresponde à devolução da totalidade da receita adicional de IVA que resulta desse aumento de preços”.

Essa resposta é “diferente, por exemplo, do que fizeram os nossos vizinhos espanhóis, que tomaram medidas há dois ou três dias”, apontou.

Da equipa do ministro Joaquim Miranda Sarmento, a secretária de Estado citou dados de 18 de março da Comissão Europeia para referir que “em Portugal neste momento a carga fiscal sobre os combustíveis é inferior à média da União europeia”, com “mais de metade dos Estados-membros” a apresentarem “uma carga fiscal sobre os combustíveis mais alta do que em Portugal”.

A secretária de Estado Cláudia Reis Duarte lembrou que a resposta do Governo não se esgotou na redução do ISP, mas também no “reforço do apoio às famílias mais vulneráveis através do aumento da “botija de gás solidária”, que passou de 15 para 25 euros”, por apoios extraordinários através “do reforço ao reembolso concedido no gasóleo profissional” e por ajudas dirigidas aos táxis e às associações humanitárias de bombeiros.

No mesmo debate, o secretário de Estado do Ambiente, João Manuel Esteves, adiantou que o Governo anunciará ainda esta semana medidas de apoio para o gasóleo agrícola.

“Estamos expostos às cotações de mercados internacionais, sendo que a evolução recente dos preços demonstra que os riscos persistem e que exigem uma resposta atenta, profissional e calibrada”, referiu João Manuel Esteves.

O governante lembrou que o Governo já formalizou o enquadramento para que, “sempre que exista uma declaração europeia de crise de preços da eletricidade”, possa tomar “medidas excecionais de proteção de consumidores e de pequenas e médias empresas” e garantiu que o Governo está articulado com as instituições europeias e com os outros países da União Europeia (UE) para garantir o abastecimento energético sem distorções no mercado interno europeu.


Descida acumulada do ISP é de 20,8 cêntimos no gasóleo – Observador


Comentários

Notícias mais vistas:

Cheques Psicologia e Nutrição para jovens dos 12 aos 35 anos

 Na nova edição para 2026 dos cheques Psicologia e Nutrição, os cheques deixam de estar limitados ao ensino superior e chegam agora a jovens entre os 12 e os 35 anos. Além do alargamento da medida a jovens dos 12 aos 35 anos, as principais alterações são: Eliminação do limite máximo de cheques por jovem A continuidade do acompanhamento passa a depender da avaliação clínica dos profissionais de saúde, de acordo com as necessidades de cada jovem Aumento do valor pago aos profissionais de saúde por consulta/cheque de 35 para 40 euros Integração da medida no Programa Cuida-te, com gestão feita pelo Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ) Mais informação sobre como pedir os cheques Psicologia e Nutrição em: Cheques Psicologia e Nutrição para jovens dos 12 aos 35 anos - gov.pt

Rendas congeladas “desesperam” proprietários e inquilinos apontam despejos como medida “oportunista”

Foto: Rodolfo Alexandre Reis  Luís Menezes Leitão, presidente da Associação Lisbonense de Proprietários diz que as propostas do Governo sobre o descongelamento das rendas são “minúsculas” e que mesmo em relação ao despejos “falta muito por esclarecer”. Já António Machado, líder da Associação de Inquilinos Lisbonenses considera que aumentar a liberalização dos contratos significa que “a parte mais fraca ainda fica mais fraca”. Concordam em discordar. É desta forma que os proprietários e inquilinos olham para o conjunto de medidas apresentadas pelo Governo sobre o novo regime do arrendamento urbano (NRAU). No lado da Associação Lisbonense de Proprietários (ALP), o presidente Luís Menezes Leitão, lamenta que o congelamento das rendas antigas a 1990, um dos principais cavalos de batalha da ALP se mantenha praticamente inalterado. “As alterações são minúsculas e só têm significado relativamente a inquilinos que ganhem acima de cinco salários mínimos mensais e mesmo assim estabelece a fi...

Empresa turca fecha contrato para fornecimento de 100.000 drones kamikaze

Foto: Anadolu  A empresa turca Pasifik Technology fechou um contrato para fornecer 100.000 drones kamikaze MERKUT FPV e quatro tipos adicionais de sistemas não tripulados para um país não revelado. De acordo com o site Defence Blog, o contrato, que representa um dos maiores acordos de exportação de drones únicos anunciados publicamente por uma empresa de defesa turca, abrange cinco plataformas não tripuladas distintas nos domínios aéreo e terrestre. A peça central do acordo são 100.000 unidades do sistema de drones kamikaze MERKUT FPV, complementados por 10 helicópteros não tripulados ALPIN, 25 mini helicópteros não tripulados DUMRUL desenvolvidos pela Titra Technology, 500 drones kamikaze táticos DELİ e 500 unidades autônomas de suporte e vigilância terrestre KORGAN. Trata-se de um pacote de 101.035 sistemas não tripulados para um país comprador não revelado. O valor do contrato também não foi divulgado no anúncio da empresa. O drone kamikaze MERKUT FPV oferece de 20 a 30 minutos ...