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Vizinhos do Irão fartaram-se e tomaram uma posição: regime de Teerão tem mesmo de cair



 Países do Golfo Pérsico continuam a ser alvo de ataques contínuos e ficaram ainda mais furiosos quando o Irão garantiu que só atingia interesses norte-americanos


Mais de dois mil drones e centenas de mísseis num rácio diário. É com isso que os Emirados Árabes Unidos, que albergam cidades vendidas como paraíso, estão a lidar desde o início da guerra no Médio Oriente.


Mas o país onde ficam cidades como Abu Dhabi ou Dubai fartou-se, até porque à insegurança se juntou algo que os Estados do Golfo Pérsico não esperavam: uma crise económica.


De acordo com o Wall Street Journal (WSJ), estes países tomaram uma decisão: o Irão, que chegou até a ser visto como líder da região, deve cair como existe. O regime deve ser deitado abaixo ou, se não for possível, neutralizado.


É que Emirados Árabes Unidos, Catar ou Bahrein não querem que esta insegurança se repita, até porque estão a sentir na economia o impacto do encerramento do Estreito de Ormuz, que, a juntar aos ataques a infraestruturas civis, foi a estocada final para a perda de popularidade do Irão entre os seus vizinhos.


De acordo com as contas do governo emirati, mais de 80% dos ataques foram dirigidos a infraestruturas civis, muitas delas locais de produção de petróleo, mas também aeroportos, hotéis e até centros de dados, o que já resultou na morte de seis civis e em 157 feridos.


E se os seis Estados do Conselho de Cooperação do Golfo têm procurado fugir de uma resposta militar, parece que a decisão está tomada ao nível político: o regime de Teerão deve cair.


“Isto não é uma troca militar. Isto é um ataque a uma nação pacífica, uma nação que tem trabalhado diligentemente e muito para a diplomacia”, afirmou o ministro da Indústria e Tecnologia Avançada dos Emirados Árabes Unidos, Sultan al-Jaber, numa entrevista citada pelo WSJ.


Para o responsável, que também é CEO da gigante petrolífera ADNOC, “qualquer solução política deve ter em conta a totalidade das ameaças, incluindo o programa nuclear do Irão, as capacidades de mísseis balísticos e a rede de proxies regionais”.


Na prática, o que Sultan al-Jaber está a dizer é que os Emirados Árabes Unidos querem que o Irão como ele existe hoje acabe.


E se o presidente do Irão, Masoud Pezeshkian, ainda veio pedir desculpa pelos ataques aos países vizinhos, o facto de o governo de Teerão ter alegado que os alvos são apenas bases e interesses dos Estados Unidos na região deixou os governos do Golfo Pérsico furiosos.


“Deixem-me ser muito claro: desde que os ataques iranianos começaram no Catar, as ameaças e ataques a alvos civis não pararam”, afirmou o conselheiro do primeiro-ministro catari, Majed al Ansari.


“Ao fazer Ormuz refém, o Irão está a realizar uma guerra económica global”, reiterou Sultan al-Jaber, que já antecipa aquilo que todos temem: “Vai aumentar a inflação, abrandar a economia e afetar a vida de todos”.


Para prevenir que uma situação destas possa voltar a existir depois do fim da guerra, os vizinhos do Irão não veem outra forma: o regime tem de acabar.


Vizinhos do Irão fartaram-se e tomaram uma posição: regime de Teerão tem mesmo de cair - CNN Portugal


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