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Híbridos plug-in gastam até 3 vezes mais combustível do que o divulgado - por negligência do condutor

 

Levantamento com 1 milhão de veículos na Europa revela que consumo real difere bastante dos testes oficiais de laboratório; marcas premium lideram desvios

Volvo XC40 Plug-In Hybrid R-Design branco frente
Estudo apontou diferença relevante entre números oficiais e desempenho nas ruas dos PHEVs (Foto: Volvo | Divulgação)

Um novo levantamento baseado em dados reais de circulação colocou em xeque a eficiência dos veículos híbridos plug-in (PHEVs). Conduzido pelo Instituto Fraunhofer, na Europa, o estudo revelou que o consumo de combustível desses automóveis nas ruas chega a ser três vezes maior do que o registrado nos testes oficiais de homologação.

A análise compilou informações de aproximadamente 1 milhão de carros fabricados entre 2021 e 2023. Os números foram extraídos diretamente do sistema europeu de monitoramento de consumo a bordo (OBFCM). Ao contrário dos ensaios controlados em laboratório, que costumam ser criticados por não refletirem a realidade, esses dados ilustram o comportamento dos veículos no uso cotidiano dos motoristas.

Enquanto os certificados oficiais de eficiência frequentemente apontam um consumo irrealista entre 50 km/l e 100 km/l, a média real observada nas ruas europeias saltou para cerca de 16,6 km/l. Segundo os pesquisadores, a distorção ocorre porque os testes de laboratório partem da premissa otimista de que o usuário recarrega a bateria na tomada com frequência e roda quase exclusivamente no modo elétrico. Na prática, seja por negligência na recarga ou em viagens mais longas, o motor a combustão acaba sendo o principal propulsor, elevando drasticamente o gasto e as emissões.


Híbridos plug-in gastam até 3 vezes mais combustível do que o divulgado, aponta estudo


Comentário do Wilson:


Os legisladores erraram e preparam-se para errar novamente:


Os carros PHEV (híbridos Plug-in) são carros com 2 tecnologias que funcionam de 2 maneiras:

1.- como carro 100% eléctrico enquanto tiverem electricidade na sua bateria (alguns já ultrapassam os 100Km).

2.- como carro híbrido quando já não tem electricidade na sua bateria.


é altamente injusto tentar catalogar o consumo destes carros como se de carros convencionais ou híbridos se tratassem, e no entanto é isso que o legislador fez.

Perante a constatação de que errou, em vez de corrigir, prepara-se para simplesmente alterar os pressupostos do teste e continuar a catalogar o seu consumo como se de um carro convencional ou híbrido se tratasse, mas agora com resultados ainda mais penalizadores que terá como resultado pagarem mais impostos, desmotivando a sua compra em vez de a motivar.


Como estes carros são uma espécie de 2 carros diferentes, deviriam ser publicados os 2 valores em separados:

- o consumo de gasolina quando estão em modo híbrido (após esgotar a bateria) e

- o consumo de electricidade quando estão em modo 100% eléctrico.


Aproveito para falar de outra falácia relacionado ao consumo dos carros eléctricos (100% eléctricos ou BAV):

o consumo anunciado é em  KWh/100Km. o que reflecte o consumo em andamento mas, ao contrário dos veículos a gasolina ou gasóleo, os veículos elléctricos tem outros consumos que não estão associados ao andamento, nomeadamente:


1.- Perdas durante o carregamento.

2.- Fuga eléctrica das baterias (quando está desligado).

3.- Consumo do carro quando está estacionado.


1.- Perdas durante o carregamento:

As perdas durante o carregamento dividem-se ainda em:

1.- perdas no carregador.

2.- perdas no automóvel.

Estas perdas não só difere entre veículos e carregadores como também entre tipo e potências de carregamento, ou seja, se é em corrente contínua ou alterna e qual a potência de carregamento para cada um desses tipos.


2.- Fuga eléctrica das baterias:

Esta fuga é específica da bateria e depende essencialmente do tipo de bateria, da sua qualidade e dos sistemas de monitoramento da sua saúde que também consomem electricidade.

Acontece mesmo que o carro esteja parado.

Além da fuga específica há ainda a "fuga programada" ou seja, para manter saudável a bateria, o seu sistema de controlo, ao detectar que que carro não iniciou nenhuma viagem após a bateria ter sido carregada, procede a um consumo propositado para diminuir a carga da bateria até padrões mais saudáveis, normalmente 60-80%. Este processo acontece normalmente após poucos dias sem ter iniciado uma viagem mas pode ser antes ou depois consoante as marcas.


3.- Consumo do carro quando está estacionado.

Além de todas as perdas já referidas, há ainda o consumo em stand by do carro, o carro eléctrico tem sistemas que estão sempre a funcionar enquanto está parado/estacionado: sensores, conectividade/internet, câmaras, etc.


Pelo exposto penso que marcas e reguladores deveriam alertar o público para estes tipo de consumos escondidos.



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