Avançar para o conteúdo principal

Recebem por mês "o salário de quatro pessoas que trabalham a tempo inteiro" e num setor inesperado


Miriam Villalba | Fotografia: TikTok, @miriviyi


 Estamos sempre a ouvir histórias de pessoas que têm trabalhos... interessantes. É o caso de Miriam e Dylan que ao trabalhar numa área difícil recebem "o salário de quatro pessoas que trabalham a tempo inteiro em Espanha".


Hoje em dia, com a crise da habitação e o aumento dos preços nos bens essenciais, muitas pessoas começam a procurar empregos alternativos, com salários mais altos para suportar o custo de vida. É, aliás, algo que ouvimos regularmente em relatos das redes sociais de pessoas que têm trabalhos no mínimo interessantes... 


Por exemplo, recentemente, conhecemos a história de Dylan e Miriam Villalba, dois jovens espanhóis que deixaram o seu país de origem para rumar até à Austrália, onde trabalham em minas. Sim, estás a ler bem. 


"Ganho o salário de quatro pessoas que trabalham a tempo inteiro em Espanha", confessou o jovem de Valência, numa entrevista com o Libre Mercado. Mas a fazer exatamente o quê? E como? 


Por trás deste salário estão "turnos de 12 horas, semanas passadas isolados em acampamentos e um acesso ao emprego que, segundo explicam, não é nem rápido nem fácil", lê-se no portal. Falam sobre "turnos longos, isolamento e rotinas muito rígidas". 


Normalmente, acordam às 4h00 para chegar ao local onde vão trabalhar durante turnos longos "no meio do deserto". "Não há nada", reforça Dylan. Passam o seu dia de trabalho entre deslocações, planeamento rápido e horas a fio a operar máquinas.


"Estás 12 horas por dia dentro do camião, sozinho", conta o jovem e, no seu caso, os turnos são organizados em semanas completas no acampamento e semanas de descanso. Isto significa que está a trabalhar duas semanas seguidas e descansa uma.


Já Miriam, começou por desempenhar tarefas de acolhimento no acampamento e, com o tempo, acabou por ocupar um cargo de assistente mecânico. Continua a ter um dia de trabalho exigente, no que diz respeito a horas, mas com momentos de menor carga de trabalho efetiva.


"Trabalho 12 horas por dia, mas, entre os intervalos, acabo sempre por trabalhar muito menos horas do que parece", explica. 


Quanto recebem por trabalhar nas minas? 

"Quando se opera máquinas, ganha-se 55 dólares por hora. Depois, pode-se subir para 60, 65 ou até 90 por hora", explica Dylan. Miriam recebe 3 500 dólares por semana e consegue poupar mais de 2 mil euros por mês, "algo que em Espanha seria praticamente impensável", comentou.  


Para além de receberem um bom salário, enquanto trabalham a empresa trata dos custos. Dylan explica que a empresa trata de tudo "desde os voos, a estadia, a alimentação, o transporte, tudo…".


Mas, claro, esta vida não tem apenas vantagens. "Ficas completamente isolado", alerta Dylan, explicando que a "cultura mineira" pode ser "bastante deprimente". Diz ainda que "o australiano médio trabalha nas minas porque tem dívidas ou um estilo de vida muito caro". 


Para Miriam, a experiência depende muito do acampamento em que ficas. Está, neste momento, num que descreve como uma pequena cidade. "É como uma aldeia, há aulas de pilates gratuitas, este acampamento é fantástico", conta.


Como ter um trabalho igual?

Tanto Miriam, como Dylan relatam, regularmente, nas redes sociais a sua experiência, mostrando os seus dias e ainda partilham dicas para outros interessados neste tipo de emprego. 


Para conseguir este emprego, a experiência prévia não é obrigatória, embora isso não signifique que seja fácil conseguir. Dylan explica ainda que ajuda conhecer alguém que já lá trabalhe "ou vais ter de esperar por vagas".


Recebem por mês "o salário de quatro pessoas que trabalham a tempo inteiro" e num setor inesperado - VERSA


Comentários

Notícias mais vistas:

Rendas congeladas “desesperam” proprietários e inquilinos apontam despejos como medida “oportunista”

Foto: Rodolfo Alexandre Reis  Luís Menezes Leitão, presidente da Associação Lisbonense de Proprietários diz que as propostas do Governo sobre o descongelamento das rendas são “minúsculas” e que mesmo em relação ao despejos “falta muito por esclarecer”. Já António Machado, líder da Associação de Inquilinos Lisbonenses considera que aumentar a liberalização dos contratos significa que “a parte mais fraca ainda fica mais fraca”. Concordam em discordar. É desta forma que os proprietários e inquilinos olham para o conjunto de medidas apresentadas pelo Governo sobre o novo regime do arrendamento urbano (NRAU). No lado da Associação Lisbonense de Proprietários (ALP), o presidente Luís Menezes Leitão, lamenta que o congelamento das rendas antigas a 1990, um dos principais cavalos de batalha da ALP se mantenha praticamente inalterado. “As alterações são minúsculas e só têm significado relativamente a inquilinos que ganhem acima de cinco salários mínimos mensais e mesmo assim estabelece a fi...

Diminuiu o prazo para considerar um pagamento em atraso. Saiba o que muda

Para alinhar a legislação nacional com a comunitária e combater os pagamentos em atraso nas transações comerciais, uma fatura passa a estar em atraso sempre que passem 30 ou 60 dias. O prazo para considerar que um pagamento está em atraso ficou mais curto, de acordo com a alteração da Lei dos Compromissos e dos Pagamentos em Atraso, que entra em vigor na quinta-feira. Até agora, “consideram-se pagamentos em atraso as contas a pagar que permaneçam nessa situação mais de 90 dias posteriormente à data de vencimento acordada ou especificada na fatura, contrato, ou documentos equivalentes”. Agora, para alinhar a legislação nacional com a comunitária e combater os pagamentos em atraso nas transação comercial, uma fatura passa a estar em atraso sempre que passem 30 ou 60 dias. Estes novos prazos aplicam-se da seguinte forma: 30 dias a contar da data em que o devedor tiver recebido a fatura; 30 dias após a data de receção efetiva dos bens ou da prestação dos serviços quando a data de receção d...

Portuguesa DeepNeuronic comprada pela Motorola Solutions

Vasco Lopes e Bruno Degardin  Com esta aquisição, a empresa sediada na Covilhã passa a estar integrada na rede da Motorola Solutions. A atual equipa de 17 pessoas transita para a nova fase. A portuguesa DeepNeuronic, tecnológica portuguesa de inteligência artificial (IA) que desenvolve software que converte câmaras comuns em sistemas de análise em tempo real, foi adquirida pela Motorola Solutions. O valor da operação não foi divulgado. Constituída há cinco anos por Vasco Lopes e Bruno Degardin, a startup usa IA para fazer análise de vídeo em tempo real. O software analisa as imagens no momento em que são captadas por câmaras instaladas em infraestruturas, “interpreta o contexto de cada situação e transforma o vídeo em informação operacional imediata, permitindo às organizações agir enquanto o incidente decorre, e não apenas reconstituí-lo mais tarde”, detalha a empresa. Atualmente, a tecnologia da empresa já opera em aeroportos, pontes, autoestradas, postos de combustível, unidades...