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Americanos aprovam circulação de carros sem pedais e sem volante



 O futuro chegou. A NHTSA, entidade que controla tudo o que é segurança rodoviária do outro lado do Atlântico, anunciou que, após retirar a obrigação dos pedais, anula agora o volante.


Os carros autónomos que não precisam de condutores ao volante já existem, ainda que de forma algo experimental, mas continuam a evoluir e, muito em breve, a sua sofisticação técnica vai permitir-lhes partilhar as vias públicas em qualquer lado do mundo. Para não ser ultrapassada pela realidade, a Administração Nacional de Segurança Rodoviária dos EUA (NHTSA), que é muito mais restritiva e interventiva do que as suas congéneres europeias, já tinha anunciado em Junho ter retirado a obrigatoriedade da utilização de pedais nos novos veículos — caso provassem poder circular sem estes “apêndices” —, e veio agora assumir que o volante também deixa de ser necessário, se reunidas as devidas condições.


O administrador da NHTSA Jonathan Morrison admitiu, numa entrevista à CNBC, que “não faz sentido obrigar um veículo concebido para circular sem um condutor a bordo continuar a montar pedais e volante”. E deu como exemplo a Waymo, a divisão de condução autónoma da Google que já opera em algumas cidades norte-americanas, em alguns casos sem supervisão, bem como a Tesla, que já utiliza o Full Self Driving (desde que supervisionado) em algumas cidades americanas, a que juntou nas últimas semanas cinco países europeus. Sendo que esta última pretende arrancar, muito em breve, com a produção do Cybercab, um robotáxi que se assemelha a um Model Y ligeiramente mais pequeno, que já foi concebido sem pedais ou volante.


Não restam muitas dúvidas de que os carros autónomos vão ser o futuro, não em regime de exclusividade, mas sobretudo ao serviço de táxis e de empresas como a Uber e os TVDE. Isto porque, ao prescindirem do condutor, retiram da equação o elemento que representa um dos maiores custos e potencial para polémicas e conflitos, o que delicia as empresas presentes no sector.


Para os restantes condutores, a condução autónoma será um elemento de conforto e de segurança, ainda que o desaparecimento por completo dos pedais e do volante não seja bem-vindo, pois em determinadas ocasiões o condutor pode (e deve) entregar-se ao prazer da condução. Mas nas deslocações mais longas por auto-estrada, sobretudo depois de os actuais avisos sonoros de excesso de velocidade serem substituídos pela impossibilidade de os veículos se deslocarem acima do limite — o que irá acontecer —, é altamente provável que a condução autónoma venha a granjear um crescente número de adeptos, o mesmo acontecendo em relação às incursões pela cidade, com a tecnologia a evitar que ligeiras distracções provoquem atropelamentos, toques em ciclistas ou embates noutros veículos.


Todos os construtores, especialmente os de grande volume, têm duas certezas, sendo que a primeira é que um sistema de condução autónoma vai ser muito apreciado e procurado, com a segunda a ser o custo elevado que irá possuir, primeiro para o construtor, se este tiver de adquirir a tecnologia a fornecedores, mas também para os clientes, considerando-se quer a aquisição do sistema, quer uma mensalidade para diluir o investimento inicial. Certo é que enquanto a NHTSA já está a preparar o mercado norte-americano para a chegada desta nova tecnologia, na Europa ainda parece que se assobia para o lado, evitando a criação de normas que disciplinem o seu funcionamento. Não obstante, a Tesla já conseguiu homologar o seu Full Self Driving em cinco países europeus (ainda que com supervisão obrigatória, que irá terminar um dia), existindo outros países em lista de espera.



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