Avançar para o conteúdo principal

Cibercriminosos sequestram contas de WhatsApp para espalhar malware entre amigos e colegas



 Grupo utiliza perfis já comprometidos para distribuir anexos maliciosos. As mensagens são enviadas para os contactos dessas contas, aumentando a probabilidade de os destinatários abrirem os ficheiros.


Os cibercriminosos tentaram disfarçar o malware para que parecesse um programa seguro e oficial do computador Thomas White / REUTERS

Uma campanha de cibercrime distribuiu ficheiros maliciosos através de mensagens directas na aplicação de computador e versão web do WhatsApp, alertou nesta terça-feira, 30 de Junho, a empresa de segurança informática russa Kaspersky.


De acordo com a investigação da empresa, o grupo responsável utiliza perfis já comprometidos para distribuir anexos maliciosos. As mensagens são enviadas para os contactos dessas contas, aumentando a probabilidade de os destinatários abrirem os ficheiros.


Uma vez instalado, o malware permite aos criminosos aceder remotamente ao sistema infectado através de funcionalidades administrativas padrão, concebidas para utilização legítima em suporte e gestão de sistemas informáticos.


“Os nomes dos ficheiros são cuidadosamente disfarçados como documentos empresariais rotineiros, como facturas e avisos de pagamento, e adaptados a vários idiomas para apoiar uma estratégia de disseminação alargada”, observa Fareed Radzi, investigador de segurança da Kaspersky, citado em comunicado.


A utilização de múltiplas línguas nos nomes dos ficheiros sugere um alargado alcance regional, especialmente na Europa. Português, inglês, francês e alemão foram os idiomas mais utilizados nos ataques.


Os cibercriminosos tentaram disfarçar o malware de forma a parecer um programa seguro e oficial do computador. As amostras de Visual Basic Script (VBS) — uma linguagem de programação desenvolvida pela Microsoft — incluem comentários extensos e metadados concebidos para imitar componentes legítimos do Microsoft Windows Update.


A cadeia de infecção

“Depois de abertos, [os ficheiros] desencadeiam uma cadeia de infecção em várias fases que descarrega e executa silenciosamente componentes maliciosos adicionais a partir de infra-estruturas externas”, acrescenta o investigador da Kaspersky.


O script inicial cria uma pasta de trabalho em C:\Users\Public\Documents e, a partir daí, descarrega novos códigos de servidores externos, que depois são executados através do Windows Script Host. Esses códigos realizam acções adicionais no sistema e descarregam ainda um arquivo comprimido a partir da mesma infra-estrutura, que contém então um pacote de instalação de software de monitorização e gestão remota.


Foram identificadas vítimas em vários países e territórios, incluindo Malásia, Brasil, Singapura, Taiwan e Vietname, sendo a Malásia o país com o maior número de casos observados.


A Kaspersky aconselha os utilizadores a desconfiarem de anexos inesperados no WhatsApp, mesmo quando pareçam ter sido enviados por contactos conhecidos. Recomenda ainda não abrir ficheiros executáveis ou de script — como .vbs, .vbe, .exe, .bat, .cmd, .js e .ps1 — sem confirmar a sua origem e manter um sistema de segurança actualizado em todos os dispositivos.


Cibercriminosos sequestram contas de WhatsApp para espalhar malware | Cibersegurança | PÚBLICO


Comentários

Notícias mais vistas:

Rendas congeladas “desesperam” proprietários e inquilinos apontam despejos como medida “oportunista”

Foto: Rodolfo Alexandre Reis  Luís Menezes Leitão, presidente da Associação Lisbonense de Proprietários diz que as propostas do Governo sobre o descongelamento das rendas são “minúsculas” e que mesmo em relação ao despejos “falta muito por esclarecer”. Já António Machado, líder da Associação de Inquilinos Lisbonenses considera que aumentar a liberalização dos contratos significa que “a parte mais fraca ainda fica mais fraca”. Concordam em discordar. É desta forma que os proprietários e inquilinos olham para o conjunto de medidas apresentadas pelo Governo sobre o novo regime do arrendamento urbano (NRAU). No lado da Associação Lisbonense de Proprietários (ALP), o presidente Luís Menezes Leitão, lamenta que o congelamento das rendas antigas a 1990, um dos principais cavalos de batalha da ALP se mantenha praticamente inalterado. “As alterações são minúsculas e só têm significado relativamente a inquilinos que ganhem acima de cinco salários mínimos mensais e mesmo assim estabelece a fi...

Diminuiu o prazo para considerar um pagamento em atraso. Saiba o que muda

Para alinhar a legislação nacional com a comunitária e combater os pagamentos em atraso nas transações comerciais, uma fatura passa a estar em atraso sempre que passem 30 ou 60 dias. O prazo para considerar que um pagamento está em atraso ficou mais curto, de acordo com a alteração da Lei dos Compromissos e dos Pagamentos em Atraso, que entra em vigor na quinta-feira. Até agora, “consideram-se pagamentos em atraso as contas a pagar que permaneçam nessa situação mais de 90 dias posteriormente à data de vencimento acordada ou especificada na fatura, contrato, ou documentos equivalentes”. Agora, para alinhar a legislação nacional com a comunitária e combater os pagamentos em atraso nas transação comercial, uma fatura passa a estar em atraso sempre que passem 30 ou 60 dias. Estes novos prazos aplicam-se da seguinte forma: 30 dias a contar da data em que o devedor tiver recebido a fatura; 30 dias após a data de receção efetiva dos bens ou da prestação dos serviços quando a data de receção d...

Portuguesa DeepNeuronic comprada pela Motorola Solutions

Vasco Lopes e Bruno Degardin  Com esta aquisição, a empresa sediada na Covilhã passa a estar integrada na rede da Motorola Solutions. A atual equipa de 17 pessoas transita para a nova fase. A portuguesa DeepNeuronic, tecnológica portuguesa de inteligência artificial (IA) que desenvolve software que converte câmaras comuns em sistemas de análise em tempo real, foi adquirida pela Motorola Solutions. O valor da operação não foi divulgado. Constituída há cinco anos por Vasco Lopes e Bruno Degardin, a startup usa IA para fazer análise de vídeo em tempo real. O software analisa as imagens no momento em que são captadas por câmaras instaladas em infraestruturas, “interpreta o contexto de cada situação e transforma o vídeo em informação operacional imediata, permitindo às organizações agir enquanto o incidente decorre, e não apenas reconstituí-lo mais tarde”, detalha a empresa. Atualmente, a tecnologia da empresa já opera em aeroportos, pontes, autoestradas, postos de combustível, unidades...