Avançar para o conteúdo principal

Linha de muito alta tensão entre o Minho e Galiza inaugurada hoje após investimento de 70 milhões


Foto: Pedro Gonçalo Costa


 Resumo

Inaugurada nova interligação elétrica entre Portugal e Espanha com um investimento de 70 milhões de euros do lado português para reforçar trocas de eletricidade.

A linha de muito alta tensão liga as subestações de Ponte de Lima, Fontefría e Beariz, aumentando a capacidade de interligação do MIBEL.

A infraestrutura, gerida pela REN e Redeia, visa facilitar a integração de energias renováveis e reduzir congestionamentos na rede elétrica.

O projeto permitirá atingir uma capacidade comercial de interligação de 3.000 megawatts, conforme acordado entre os governos de Portugal e Espanha.

Resumo por IA | Revisto pela redação de O MINHO.

Portugal e Espanha inauguram hoje uma nova interligação elétrica num investimento de 70 milhões de euros do lado português, destinada a reforçar as trocas de eletricidade entre os dois países e a integrar mais energias renováveis.


A cerimónia assinala a entrada em serviço da nova ligação entre as redes elétricas de Portugal e Espanha e é promovida pela REN — Redes Energéticas Nacionais e pela Red Eléctrica, filial da Redeia, responsáveis pelo transporte de eletricidade nos dois países.


A nova ligação é de muito alta tensão e faz parte do eixo elétrico entre o Minho e a Galiza, ligando a rede portuguesa à rede espanhola, através das subestações de Ponte de Lima, Fontefría e Beariz.


Segundo informação disponível no site da REN, o projeto permite aumentar a capacidade de interligação entre Portugal e Espanha, em linha com os objetivos do Mercado Ibérico de Eletricidade (MIBEL) e com as metas europeias de capacidade transfronteiriça.


Na prática, a nova infraestrutura deverá permitir mais trocas de eletricidade entre os dois países, reduzir situações de congestionamento nas redes e facilitar a integração de produção renovável no sistema elétrico.


A nova ligação entra em serviço pouco mais de um ano depois do apagão ibérico de 28 de abril de 2025, que afetou Portugal e Espanha e reforçou o debate sobre a necessidade de redes elétricas mais robustas.


A interligação faz parte de um novo eixo entre Beariz e Fontefría, em Espanha, e a zona do Porto, passando, em Portugal, pelas subestações de Ponte de Lima e Vila Nova de Famalicão.


O projeto contempla uma linha aérea dupla de 400 kV entre Beariz, Fontefría e Ponte de Lima, com uma extensão total estimada de 90 quilómetros, dos quais 18 em Espanha e 72 em Portugal.


Numa fase inicial, o troço transfronteiriço entre Fontefría e Ponte de Lima terá apenas um circuito instalado.


De acordo com a REN, a nova ligação permitirá atingir de forma sustentada uma capacidade comercial mínima de interligação de 3.000 megawatts nos dois sentidos, conforme acordado em cimeira ibérica entre os governos de Portugal e Espanha.


No evento participam o presidente executivo da REN, Rodrigo Costa, e a presidente da Redeia, Beatriz Corredor, bem como a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, e a terceira vice-presidente do Governo espanhol e ministra para a Transição Ecológica, Sara Aagesen.


Estão também previstas intervenções de María Jesús Lorenzana, conselheira da Economia e Indústria da Xunta da Galiza, e de representantes da Comissão Europeia.


Segundo estudos citados pela REN no âmbito do plano europeu de desenvolvimento da rede elétrica, o projeto poderá permitir, em 2030, uma redução dos custos variáveis de produção de eletricidade entre 4 e 29 milhões de euros por ano, dependendo dos cenários. Os valores também têm em conta o aumento da capacidade de interligação entre as redes de França e de Espanha previsto para o referido horizonte temporal.


A REN estima que a infraestrutura possa evitar perdas de produção renovável entre 38 e 464 gigawatts-hora por ano, no horizonte 2030, igualmente dependendo dos cenários considerados.


Linha de muito alta tensão entre o Minho e Galiza inaugurada hoje após investimento de 70 milhões


Comentários

Notícias mais vistas:

Rendas congeladas “desesperam” proprietários e inquilinos apontam despejos como medida “oportunista”

Foto: Rodolfo Alexandre Reis  Luís Menezes Leitão, presidente da Associação Lisbonense de Proprietários diz que as propostas do Governo sobre o descongelamento das rendas são “minúsculas” e que mesmo em relação ao despejos “falta muito por esclarecer”. Já António Machado, líder da Associação de Inquilinos Lisbonenses considera que aumentar a liberalização dos contratos significa que “a parte mais fraca ainda fica mais fraca”. Concordam em discordar. É desta forma que os proprietários e inquilinos olham para o conjunto de medidas apresentadas pelo Governo sobre o novo regime do arrendamento urbano (NRAU). No lado da Associação Lisbonense de Proprietários (ALP), o presidente Luís Menezes Leitão, lamenta que o congelamento das rendas antigas a 1990, um dos principais cavalos de batalha da ALP se mantenha praticamente inalterado. “As alterações são minúsculas e só têm significado relativamente a inquilinos que ganhem acima de cinco salários mínimos mensais e mesmo assim estabelece a fi...

Quimioterapia com "efeitos secundários mínimos". A descoberta na luta contra o cancro que tem a mão de duas portuguesas

 Diana Fernandes e Fernanda Andrade integram a equipa de investigadores que desenvolveu um hidrogel injetável que pode estar perto de revolucionar a quimioterapia como hoje a conhecemos. Quiseram "humanizar" o tratamento e tornar "mínimos" os seus efeitos secundários. Os tumores sólidos são os alvos do tratamento, como cancro do ovário, cérebro, mama ou pâncreas É macio, injetável, biodegradável e feito com compostos naturais. São as principais características do novo hidrogel desenvolvido por investigadores do Instituto de Investigação Vall d’Hebron (VHIR) que pode simbolizar um verdadeiro ponto de viragem na luta contra o cancro. Composta por celulose e quisotano, esta formulação local funciona como um “sistema de depósito” que vai libertando o fármaco da quimioterapia “pouco a pouco, durante um longo período de tempo”, com precisão junto da zona do tumor. É o que explica à CNN Portugal a principal investigadora do projeto, Diana Fernandes, 39 anos, doutorada em T...

CRA: a lei europeia de cibersegurança que vai afetar milhares de produtos

 A União Europeia está a mudar a forma como a cibersegurança é encarada. Com o Cyber Resilience Act (CRA), a segurança deixa de ser apenas uma preocupação das organizações e passa também a ser uma obrigação diretamente associada aos produtos digitais colocados no mercado europeu. Cyber Resilience Act (CRA): a lei europeia de cibersegurança que vai afetar milhares de produtos A nova legislação estabelece requisitos obrigatórios de cibersegurança para produtos com elementos digitais, abrangendo desde software e sistemas operativos a dispositivos IoT, equipamentos conectados e determinados componentes de infraestrutura. O objetivo é simples: os produtos digitais devem ser concebidos, desenvolvidos e mantidos tendo a segurança em conta desde o início e durante todo o seu ciclo de vida. O que é o Cyber Resilience Act? O CRA é uma regulamentação europeia que estabelece requisitos de cibersegurança para produtos com elementos digitais comercializados na União Europeia. A grande mudança es...