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Governo assina contrato para DSTelecom levar fibra ótica a todo o país


Miguel Pinto Luz evidenciou que este projeto vai 'tornar viável viver e trabalhar fora das áreas metropolitanas'. - Luís Manuel Neves / Medialivre


O Governo já assinou o contrato que vai permitir que a DSTelecom equipe Portugal com rede de fibra ótica, eliminando a atual fragmentação - as chamadas áreas brancas - que se tem sentido no acesso a internet, especialmente àquela de alta velocidade. O contrato foi assinado com as cinco Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional e a operadora que ganhou o concurso internacional em 2025.

A DSTelecom vai ficar responsável pela instalação, gestão, exploração e manutenção das redes de comunicações eletrónicas de capacidade muito elevada, tendo o objetivo de dar cobertura a todo o território nacional. De acordo com o Executivo, esta instalação e consequente implementação visar levar internet mais rápida a edifícios residenciais e não residenciais, nomeadamente à indústria, comércio e atividades agrícolas.

Em comunicado, o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, adianta que este não é apenas o lançamento de uma infraestrutura. "Estamos a reforçar uma ideia de país. O desenvolvimento nacional nunca será pleno enquanto houver territórios que fiquem à margem das grandes transformações económicas, tecnológicas e sociais", destaca.

Numa altura em que se estima que as redes de fibra óticam estejam a cobrir 95,2% das residências familiares em Portugal, Castro Almeida considera que ainda "é muito injusto ver tantas zonas do país sem acesso a rede de telemóvel ou de internet", mas que o problema será prontamente resolvido. 

"Entrámos hoje numa nova etapa na política de coesão territorial em Portugal, que também é de promoção do crescimento económico, ao permitir a todo o território nacional, a todas as famílias e empresas a possibilidade de acederem às infraestruturas digitais mais modernas”, sublinha o responsável pela pasta da Economia. 

Já o ministro das Infraestruturas e Habitação evidencia que "garantir boas comunicações e serviços digitais torna viável viver e trabalhar fora das áreas metropolitanas, promovendo teletrabalho e novos modelos híbridos", como a "fixação de jovens e quadros qualificados e a sustentabilidade demográfica dos territórios do interior". 

Miguel Pinto Luz assegura que "com total cobertura nacional, poderemos finalmente assegurar que temos um país com condições de desenvolvimento tecnológico e inovação, independentemente da região onde nos encontremos", acrescentando que "com a cobertura das áreas brancas é dado um passo decisivo para que as potencialidades do 5G e até do 6G se tornem mais do que um mero slogan.”

O propósito deste contrato é garantir que toda a população portuguesa tenha acesso a uma rede Gigabit até 2030. Este projeto prevê uma comparticipação pública de 30 milhões de euros, repartidos pelo FEDER (Portugal 2030) e despesa pública nacional provenientes do leilão do 5G.

De recordar que, em 2022, e ainda antes do lançamento deste concurso público internacional, a Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) tinha elaborado um mapa que mostrava as assimetrias do território nacional, onde é possível verificar uma grande disparidade de cobertura entre o litoral e o interior, mas também entre o Norte e o Sul do país.


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