Avançar para o conteúdo principal

Trump anuncia que cessar-fogo com Irão “acabou” e corta relações comerciais com Espanha



 "Para mim, acho que acabou. Não quero lidar com eles", avisou o Presidente norte-americano, a partir de Ancara, quando questionado sobre se o memorando de entendimento com Teerão tinha chegado ao fim.

O Presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou esta quarta-feira que o memorando de entendimento assinado com o Irão para pôr fim ao conflito “acabou”, acrescentando que não quer manter contactos com Teerão e referindo-se aos líderes iranianos como “pessoas doentes”.


As declarações do líder da Casa Branca, que se encontra em Ancara, na Turquia, para participar na cimeira da NATO, surgem após os Estados Unidos terem lançado novos ataques militares contra o Irão e revogarem uma licença que permitia a Teerão vender petróleo, em resposta aos ataques a três petroleiros.


“É uma questão muito interessante. Para mim, acho que acabou. Não quero lidar com eles. São escória. São pessoas doentes. São liderados por pessoas doentes“, afirmou o Chefe de Estado norte-americano, quando questionado sobre se o memorando de entendimento entre os dois países tinha chegado ao fim.


Trump considerou ainda “uma perda de tempo” negociar com os líderes iranianos.


Trump diz que ordenou o corte das relações comerciais dos EUA com a Espanha

Ao discursar na cimeira de líderes da NATO em Ancara, o Presidente dos EUA revelou também que tinha ordenado ao seu Secretário do Tesouro, Scott Bessent, que cortasse as relações comerciais com Espanha, referindo-se a Madrid como um “parceiro terrível” no âmbito da Aliança Atlântica.


“A Espanha não concorda com nada, e não devemos dar-lhes apoio”, disse Trump, que falava ao lado do secretário-geral da NATO, Mark Rutte. “Não quero fazer negócios com eles, está bem?”, continuou, voltando-se para Bessent, que respondeu: “Sim, senhor.”


“Toma medidas imediatas. Nem sequer fales com eles. São um caso perdido. São pessoas más. Ganham tanto dinheiro connosco, e vamos fazer com que ganhem muito menos. Não quero ter nada a ver com eles“, acrescentou o líder norte-americano.


Há vários meses que Trump tem manifestado repetidamente a sua frustração com o Governo de Pedro Sánchez, que não concordou com a nova meta de gastos com a defesa da NATO, fixada em 5% do PIB, e se recusou a permitir que os EUA utilizassem o seu espaço aéreo ou bases no seu território para a guerra contra o Irão.


Os Estados Unidos têm duas bases militares importantes em Espanha: a Estação Naval de Rota (NAVSTA Rota) e a Base Aérea de Morón, ambas localizadas na região da Andaluzia.


Em março, o líder da Casa Branca já tinha anunciado que havia dado instruções ao Secretário do Tesouro para pôr fim a todos os acordos comerciais com Espanha. “Espanha não tem absolutamente nada de que precisemos, exceto as pessoas, que são estupendas, mas não têm uma boa liderança”, afirmou Donald Trump, na altura, falando ao lado do chanceler alemão, Friedrich Merz, num encontro na Casa Branca.


Pouco tempo depois, um e-mail interno do Pentágono, divulgado em abril pela agência Reuters, delineava opções para os Estados Unidos punirem os aliados da NATO que, no seu entender, não apoiaram as operações norte-americanas na guerra contra o Irão, incluindo a suspensão de Espanha da Aliança.


Trump anuncia que cessar-fogo com Irão “acabou” e corta relações comerciais com Espanha – ECO


Comentários

Notícias mais vistas:

Rendas congeladas “desesperam” proprietários e inquilinos apontam despejos como medida “oportunista”

Foto: Rodolfo Alexandre Reis  Luís Menezes Leitão, presidente da Associação Lisbonense de Proprietários diz que as propostas do Governo sobre o descongelamento das rendas são “minúsculas” e que mesmo em relação ao despejos “falta muito por esclarecer”. Já António Machado, líder da Associação de Inquilinos Lisbonenses considera que aumentar a liberalização dos contratos significa que “a parte mais fraca ainda fica mais fraca”. Concordam em discordar. É desta forma que os proprietários e inquilinos olham para o conjunto de medidas apresentadas pelo Governo sobre o novo regime do arrendamento urbano (NRAU). No lado da Associação Lisbonense de Proprietários (ALP), o presidente Luís Menezes Leitão, lamenta que o congelamento das rendas antigas a 1990, um dos principais cavalos de batalha da ALP se mantenha praticamente inalterado. “As alterações são minúsculas e só têm significado relativamente a inquilinos que ganhem acima de cinco salários mínimos mensais e mesmo assim estabelece a fi...

Google: Desde a Carolina do Sul até Portugal: Sines acolhe novo cabo submarino

 Desde a Carolina do Sul até Portugal: Sines acolhe novo cabo submarino transatlântico da Google - CNN Portugal Desde a Carolina do Sul até Portugal: Sines acolhe novo cabo submarino transatlântico da Google O sistema de cabos Nuvem da Google vem juntar-se a outros dois cabos submarinos de alta capacidade que já ligam Portugal a outros continentes – o cabo Equiano, também detido pela Google, a conectar Portugal à África do Sul, passando por outros países do continente africano, e o EllaLink, que liga Sines ao Brasil, na América Latina A Google, detida pela Alphabet, tem um novo cabo submarino transatlântico a ligar o sul dos Estados Unidos da América a Sines, na costa vicentina. A informação foi avançada esta terça-feira pela empresa-mãe da Google em comunicado, no qual adianta que a nova ligação, já a funcionar, entre os EUA e Portugal surge perante um forte aumento na procura por computação em nuvem e por serviços de Inteligência Artificial (IA). Batizado "Nuvem", a remeter...

Graças à IA: Linux corrigiu 400 falhas de segurança em 24 horas

 Em 24 horas, o Linux corrigiu mais de 400 vulnerabilidades de segurança no seu kernel. Este registo deve-se em grande parte à IA, agora amplamente adotada pelos investigadores de segurança. Pode parecer um problema, mas na verdade esta onda de descobertas está a tornar o Linux melhor e mais seguro. 400 falhas de segurança em 24 horas Tal como a Google e a Microsoft, o Linux enfrenta grandes desafios devido à IA. Os investigadores estão a descobrir cada vez mais vulnerabilidades, criando uma enorme carga para as equipas responsáveis ​​por garantir a segurança do Linux. Como Linus Torvalds, criador do Linux, mencionou, os programadores estão atualmente sobrecarregados com o número de vulnerabilidades que precisam de ser corrigidas imediatamente. Entre 19 e 20 de julho de 2026, o Linux corrigiu mais de 400 vulnerabilidades identificadas no seu kernel. O ficheiro oficial de vulnerabilidades do Linux mostra um volume excepcional de correcções lançadas nestes dois dias. As vulnerabilida...