Avançar para o conteúdo principal

Há mais lixo espacial do que se pensava



Uma “mina” de lixo espacial pode estar escondida numa das zonas mais valiosas do espaço. Pequenos fragmentos, invisíveis até agora, circulam perto de satélites essenciais para comunicações, televisão, rádio e previsão meteorológica. E uma colisão pode ter consequências graves.


Lixo espacial

Há uma zona do espaço repleta de satélites essenciais para as comunicações, televisão, rádio e monitorização meteorológica que pode ser mais perigosa do que se pensava. Uma nova análise de imagens antigas revelou 25 trajetórias de pequenos objetos que tinham escapado à deteção, alguns com apenas alguns centímetros.


A descoberta sugere que poderá existir muito mais lixo espacial escondido nesta região do que os sistemas de vigilância conseguem atualmente detetar.


A descoberta foi feita na órbita geossíncrona, a cerca de 35.786 quilómetros de altitude. Parece “muito longe”, mas é nesta região que operam muitos satélites que acompanham a rotação da Terra e parecem permanecer fixos sobre o mesmo ponto do planeta. O problema é que, ao contrário do que acontece em órbitas mais baixas, praticamente não existe arrasto atmosférico capaz de ajudar a remover naturalmente os detritos.


Os investigadores da Universidade de Warwick voltaram a analisar dados recolhidos em 2018 pelo telescópio Isaac Newton, instalado em La Palma, nas Canárias. Com uma técnica conhecida como “blind stacking”, testaram possíveis trajetórias de objetos nas imagens e combinaram os dados para fazer surgir sinais demasiado ténues para serem detetados individualmente.


O método permitiu encontrar 25 trajetórias que tinham passado despercebidas na análise original e aumentar a sensibilidade da observação em cerca de uma magnitude. Muitos dos objetos parecem ser fragmentos pequenos, alguns com cerca de cinco centímetros, mas isso não significa que sejam inofensivos: a velocidades de vários quilómetros por segundo, mesmo um pedaço minúsculo pode causar danos graves num satélite.


Quase 80% dos objetos detetados parecem estar relacionados com acontecimentos de fragmentação que não tinham sido anteriormente documentados.


O resultado sugere que ainda existe muito lixo espacial por descobrir nesta região e que lançar um satélite para a órbita geossíncrona sem conhecer suficientemente bem o que por lá circula pode ser uma aposta arriscada.


A equipa pretende agora continuar a procurar estes objetos ténues com telescópios instalados em diferentes locais do mundo.


Há uma “mina” de lixo espacial escondida numa das órbitas mais importantes para a Terra - Tek Notícias


Comentários

Notícias mais vistas:

Rendas congeladas “desesperam” proprietários e inquilinos apontam despejos como medida “oportunista”

Foto: Rodolfo Alexandre Reis  Luís Menezes Leitão, presidente da Associação Lisbonense de Proprietários diz que as propostas do Governo sobre o descongelamento das rendas são “minúsculas” e que mesmo em relação ao despejos “falta muito por esclarecer”. Já António Machado, líder da Associação de Inquilinos Lisbonenses considera que aumentar a liberalização dos contratos significa que “a parte mais fraca ainda fica mais fraca”. Concordam em discordar. É desta forma que os proprietários e inquilinos olham para o conjunto de medidas apresentadas pelo Governo sobre o novo regime do arrendamento urbano (NRAU). No lado da Associação Lisbonense de Proprietários (ALP), o presidente Luís Menezes Leitão, lamenta que o congelamento das rendas antigas a 1990, um dos principais cavalos de batalha da ALP se mantenha praticamente inalterado. “As alterações são minúsculas e só têm significado relativamente a inquilinos que ganhem acima de cinco salários mínimos mensais e mesmo assim estabelece a fi...

Quimioterapia com "efeitos secundários mínimos". A descoberta na luta contra o cancro que tem a mão de duas portuguesas

 Diana Fernandes e Fernanda Andrade integram a equipa de investigadores que desenvolveu um hidrogel injetável que pode estar perto de revolucionar a quimioterapia como hoje a conhecemos. Quiseram "humanizar" o tratamento e tornar "mínimos" os seus efeitos secundários. Os tumores sólidos são os alvos do tratamento, como cancro do ovário, cérebro, mama ou pâncreas É macio, injetável, biodegradável e feito com compostos naturais. São as principais características do novo hidrogel desenvolvido por investigadores do Instituto de Investigação Vall d’Hebron (VHIR) que pode simbolizar um verdadeiro ponto de viragem na luta contra o cancro. Composta por celulose e quisotano, esta formulação local funciona como um “sistema de depósito” que vai libertando o fármaco da quimioterapia “pouco a pouco, durante um longo período de tempo”, com precisão junto da zona do tumor. É o que explica à CNN Portugal a principal investigadora do projeto, Diana Fernandes, 39 anos, doutorada em T...

CRA: a lei europeia de cibersegurança que vai afetar milhares de produtos

 A União Europeia está a mudar a forma como a cibersegurança é encarada. Com o Cyber Resilience Act (CRA), a segurança deixa de ser apenas uma preocupação das organizações e passa também a ser uma obrigação diretamente associada aos produtos digitais colocados no mercado europeu. Cyber Resilience Act (CRA): a lei europeia de cibersegurança que vai afetar milhares de produtos A nova legislação estabelece requisitos obrigatórios de cibersegurança para produtos com elementos digitais, abrangendo desde software e sistemas operativos a dispositivos IoT, equipamentos conectados e determinados componentes de infraestrutura. O objetivo é simples: os produtos digitais devem ser concebidos, desenvolvidos e mantidos tendo a segurança em conta desde o início e durante todo o seu ciclo de vida. O que é o Cyber Resilience Act? O CRA é uma regulamentação europeia que estabelece requisitos de cibersegurança para produtos com elementos digitais comercializados na União Europeia. A grande mudança es...