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Passos Coelho critica governo pela fatura pesada no caso TAP "sem nada explicar ao país"



O ex-primeiro-ministro Pedro Passos Coelho acusou ainda esta sexta-feira o Governo de "incompreensível inação" e "fuga às responsabilidades" no caso do cidadão ucraniano morto nas instalações do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, no aeroporto de Lisboa.

Passos Coelho abordou esta noite a polémica em torno da reestruturação da TAP, afirmando que o Estado se prepara para injetar numa companhia aérea redimensionada verbas que lhe faltam na saúde, na educação e na economia "sem nada explicar ao país" que o fará porque "reverteu uma privatização que vários governos procuraram realizar mas só um conseguiu.

"Esta fatura que o governo se prepara para endossar vai ser suportada por muitos anos, por muitos governos, e demasiados contribuintes a quem o Estado não vê hoje com respeito nem com parcimónia", acusou Passos Coelho.

Já sobre o caso do SEF, o ex-governante disse: "Depois de meses de incompreensível inação após os factos serem conhecidos, e com a autoridade do Estado seriamente abalada e a confiança nas instituições públicas beliscada, tudo tem servido para procurar disfarçar o indisfarçável, a superior dificuldade em admitir as falhas graves incorridas ao não se ter atuado prontamente com diligência e sentido de defesa do interesse público".

O ex-governante e ex-líder do PSD discursava no encerramento da conferência "Globalização em português: Revoluções e continuidades africanas", em Lisboa, no âmbito das comemorações dos 150 anos do nascimento do empresário Alfredo da Silva, fundador do Grupo CUF .

Nas suas afirmações, divulgadas por vários órgãos de comunicação social, Pedro Passos Coelho apontou ainda uma "incompressível relutância em defender o Estado da fuga às responsabilidades dos seus dirigentes que antes preferem lançar o opróbrio injusto sobre toda a força de segurança em causa, nomeadamente apontando para o seu esvaziamento funcional em vez da simples e pronta assunção de responsabilidades".

Ihor Homeniuk terá sido vítima das violentas agressões de três inspetores do SEF, acusados de homicídio qualificado, com a alegada cumplicidade ou encobrimento de outros 12 inspetores. O julgamento deste caso terá início em 20 de janeiro.

Nove meses depois do alegado homicídio, a diretora do SEF, Cristina Gatões, demitiu-se na semana passada, após alguns partidos da oposição terem exigido consequências políticas deste caso, tendo Eduardo Cabrita considerado que esta "fez bem em entender dever cessar funções" e que não teria condições para liderar o processo de restruturação do organismo.

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