Avançar para o conteúdo principal

Casas pré-fabricadas: económicas, rápidas e ecológicas


Está cansado de procurar casa e não encontra um bom negócio? Não desespere. Neste artigo, mostramos-lhe as alternativas às casas tradicionais.

Data de publicação 6 de novembro de 2020

Há boas notícias nos preços das casas, mas pode ser, como diz o povo, “sol de pouca dura”. O preço das casas em Portugal caiu pela primeira vez em cinco anos como consequência da pandemia de Covid-19. De acordo com o Índice de Preços Residenciais da Confidencial Imobiliário, baixou 2,1% em setembro face ao mês anterior - a queda mais acentuada desde 2007, ano da crise financeira internacional. No entanto, a agência de notação financeira Standard & Poor’s prevê que este abrandamento dure pouco tempo e os preços voltem a subir já em 2021 e nos anos seguintes. 

Se não consegue encontrar a casa que quer, ao preço que pode pagar, ou tem dificuldade em obter crédito, não desespere. Para tudo na vida, há solução. E, neste caso, pode até passar por construir uma. Já ouviu falar de casas pré-fabricadas?

O que são as casas pré-fabricadas?

Como o nome indica, são casas produzidas em fábricas e depois transportadas até ao terreno onde vão ser montadas. Na prática, funciona mais ou menos assim: chega a um sítio, escolhe a sua casa e manda entregar no terreno onde quer morar.

Quais são as vantagens?

Há três grandes vantagens: são mais baratas, mais rápidas de construir e mais ecológicas. E depois há outras tantas que não deixam margem para dúvidas: os pré-fabricados podem ser tão bons, seguros e bonitos como uma casa tradicional.

  • São mais económicas. São constituídas por módulos construídos em fábricas, que depois basta transportar para o terreno, encaixar - como se de um Lego se tratasse – e assim nasce uma casa de arquitetura modular. Os preços começam nos 50 mil euros e podem ir além dos 200 mil, dependendo da casa que escolher e da empresa que contratar. Para ficar com um exemplo real de uma das empresas de que vamos falar adiante: um T3+1 com 151m2, isolamento 360º, Classificação Energética A+ e Licenciamento incluído, custa 116.990€.
  • São mais rápidas de entregar ao cliente, porque não implica a existência de uma obra, de um processo de construção e de muita mão de obra. Trata-se de um processo de produção num espaço de tempo curto que, em geral, demora entre 60 e 120 dias.
  • São mais ecológicas, desde logo porque, por norma, vivem em harmonia com a paisagem, com a natureza e são feitas para aproveitar a energia do sol. Mas também porque são construídas com materiais sustentáveis, altamente resistentes e com características térmicas e acústicas únicas, como a madeira.

Há casas destas fabricadas em Portugal?

Sim, esta é a boa notícia. A menos boa é que tem tantas opções que escolher pode revelar-se uma tarefa árdua. A primeira coisa que tem de saber é que cada casa é uma casa, mesmo as modulares. Se souber que tipologia, estética, design, qualidade e preço quer para a sua casa, será mais fácil encontrar profissionais à medida. Deixamos-lhe algumas pistas:

  • Se gosta de um estilo moderno e contemporâneo e precisa de ajuda a encontrar um terreno, espreite a Kitur.
  • Se quer um pacote com tudo incluído para a sua casa, já com plantas pré-concebidas e preços estimados, com entrega da casa pronta a habitar, conheça a VanguardOption.
  • Se procura uma casa modular diferente, atrevida, excêntrica, encontra modelos exclusivos na Fábrica das Casas.
  • Se a sua ideia é ter uma casinha de campo perfeita, viste a Cosquel.
  • Se procura uma segunda ‘habitação’ para plantar à beira da costa portuguesa, por exemplo, espreite os bungalows da goodmood.
  • Se quer arquitetura a preços low-cost, veja este projeto habitacional com método construtivo pré-fabricado da Office of Feeling Architecture:

Como já percebeu, alternativas rápidas e económicas, não faltam. Com mais uma vantagem: a de poder levar a casa para onde quiser. Caso precise de comprar móveis e eletrodomésticos e não tiver rendimento disponível para tudo, veja algumas opções de crédito existentes no mercado, sem comissões e com mensalidades e taxas fixas. Outra alternativa é, em vez de comprar casa, optar por fazer algumas obras de remodelação no local onde vive.

Pode também inspirar-se - ou sonhar um pouco - com a modernidade das casas inteligentes. E lembre-se que estão em vigor, até ao final de 2020, apoios do Governo para tornar os imóveis mais eficientes.

Agora a decisão é sua e da sua família. 


https://www.contasconnosco.pt/artigo/casas-pre-fabricadas-economicas-rapidas-e-ecologicas


Comentários

Notícias mais vistas:

Construção da maior central solar em Portugal encravada há mais de dois anos na justiça, apesar de aprovada

Santa Luzia in northeastern Brazil.  EPA/SEBASTIAO MOREIRA  Desde 2024 que a autorização ambiental dada à central solar Fernando Pessoa foi suspensa por decisão do juiz e após impugnação do Ministério Público. Agência do Ambiente recorreu, mas não há decisão. A maior central solar aprovada para Portugal, com mais de mil megawatts (MW) de potência, está parada há mais de dois anos, na sequência de processos judiciais colocados contra a aprovação emitida pelas autoridades ambientais. A atribulada história do projeto, que foi batizado com o nome do poeta Fernando Pessoa, mostra que o licenciamento ambiental — por intervenção da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) ou do ICNF (Instituto da Conservação da Natureza de Florestas) — nem sempre é o maior obstáculo à execução dos projetos de energias renováveis. A central solar fotovoltaica Fernando Pessoa está prevista para o concelho de Santiago do Cacém e obteve uma Declaração de Impacte Ambiental (DIA) favorável condicionada em jane...

Este restaurante é tão bom que há pessoas proibidas por lei de irem lá comer

  Não é um local que sirva para ir todos os dias, mas antes em ocasiões bastante especiais. Ainda assim, nem nessas circunstâncias algumas pessoas podem entrar, mesmo que ninguém saiba porquê Como refúgio secreto outrora reservado aos antigos imperadores da China, para além da vigilância dos homens de negro que guardam a entrada em frente ao histórico Templo Lama de Pequim, um estreito caminho de pedra conduz silenciosamente a um pátio. A névoa flutua suavemente ao longo da passadeira. No final do mesmo, uma mulher envolta num manto simples sobre um vestido tradicional chinês aguarda junto a um muro caiado que protege o pátio das ruas movimentadas da antiga Pequim. Com um gesto delicado, convida os visitantes a entrar no restaurante. Não é o tipo de restaurante que se frequenta todos os dias. É um local reservado para ocasiões especiais: pedidos de casamento, aniversários ou receções. Contudo, há um tipo de convidado que não pode desfrutar do elegante estabelecimento, nem mesmo em ...

Rendas congeladas “desesperam” proprietários e inquilinos apontam despejos como medida “oportunista”

Foto: Rodolfo Alexandre Reis  Luís Menezes Leitão, presidente da Associação Lisbonense de Proprietários diz que as propostas do Governo sobre o descongelamento das rendas são “minúsculas” e que mesmo em relação ao despejos “falta muito por esclarecer”. Já António Machado, líder da Associação de Inquilinos Lisbonenses considera que aumentar a liberalização dos contratos significa que “a parte mais fraca ainda fica mais fraca”. Concordam em discordar. É desta forma que os proprietários e inquilinos olham para o conjunto de medidas apresentadas pelo Governo sobre o novo regime do arrendamento urbano (NRAU). No lado da Associação Lisbonense de Proprietários (ALP), o presidente Luís Menezes Leitão, lamenta que o congelamento das rendas antigas a 1990, um dos principais cavalos de batalha da ALP se mantenha praticamente inalterado. “As alterações são minúsculas e só têm significado relativamente a inquilinos que ganhem acima de cinco salários mínimos mensais e mesmo assim estabelece a fi...