Avançar para o conteúdo principal

Bicicletas portuguesas distinguidas com prémio europeu

O Portugal Bike Value, projeto da Abimota que visa dar a conhecer o potencial nacional "enquanto destino de excelência para investidores que querem apostar na produção de bicicletas", foi distinguido com o Prémio Europeu de Promoção Empresarial na categoria de Apoio à Internacionalização

A RTE, com fábrica em Vila Nova de Gaia, é uma das maiores exportadoras de bicicletas da Europa. © Rui Oliveira/Global Imagens


Portugal Bike Value é o vencedor da edição de 2020 dos Prémios Europeus de Promoção Empresarial (EEPA)na categoria de Apoio à Internacionalização das Empresas. Este é um projeto criado em 2015 pela Abimota - Associação Nacional das Indústrias de Duas Rodas, Ferragens, Mobiliário e Afins, que visa promover a fileira das duas rodas nos mercados internacionais que, em cinco anos, praticamente triplicou as exportações. Gil Nadais, secretário-geral da associação, destaca o "bom momento" da indústria. Portugal afirmou-se, em 2019, como o maior produtor europeu de bicicletas.

Em causa está uma fileira que produziu, o ano passado, 1,7 milhões de unidades e assegurou exportações no valor global de 400 milhões de euros. "Este crescimento, e, sobretudo, o reconhecimento internacional do setor português, deve-se a todo o trabalho realizado pelo setor, que afirmou Portugal como destino de qualidade, inovação e empreendedorismo", destaca Gil Nadais, em comunicado.

Este responsável lembra que as bicicletas portuguesas são hoje produtos "de elevada qualidade, produzidos com recurso a tecnologias de ponta". E dá exemplos: "Temos entre nós a primeira empresa do mundo a soldar quadros em alumínio através de robôs, as linhas de pintura mais avançadas, mas também a empresa que faz os selins para bicicleta mais leves do mundo (24 gramas n.d.r.), uma das empresas que mais patentes registou no país, fábricas que fazem rodas quase em exclusivo para equipas de competição e dentro de poucos meses, a primeira fábrica de quadros de carbono fora do continente Asiático. Temos também maior fábrica de montagem de bicicletas e a maior fábrica de rodas para bicicleta da Europa".

Ao Dinheiro Vivo, Gil Nadais sublinha o "esforço notável" do setor para "melhorar a sua performance internacional" e garante que este irá "continuar a trabalhar para se afoirmar e para crescer ainda mais, não só em quantidade, mas, também, em qualidade".

Lançados pela Comissão Europeia em 2005, os EEPA visam distinguir as boas práticas de promoção empresarial em seis categorias distintas: Promoção do Espírito Empreendedor; Investimento nas Competências Empreendedoras; Desenvolvimento do Ambiente Empresarial; Apoio à Internacionalização das Empresas; Apoio ao Desenvolvimento de Mercados Ecológicos e à Eficiência de Recursos e Empreendedorismo Responsável e Inclusivo. Dos 185 projetos candidatados este ano pelos vários Estados-membros, Portugal contribuiu com mais de 25%, segundo o IAPMEI, a entidade que coordena a iniciativa junto das empresas portuguesas. No total, foram 51 as candidaturas nacionais apresentadas.


https://www.dinheirovivo.pt/economia/bicicletas-portuguesas-distinguidas-com-premio-europeu-13040981.html

Comentários

Notícias mais vistas:

Ucrânia acusa Hungria de fazer sete funcionários de banco ucraniano reféns em Budapeste

 Kiev acusa as autoridades húngaras de terem raptado sete funcionários do Oschadbank da Ucrânia, e terem apreendido uma grande quantidade de dinheiro e ouro. Uma nova escalada numa amarga disputa diplomática entre Orbán e Zelenskyy. O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia acusou na quinta-feira a Hungria de fazer sete funcionários de um banco ucraniano reféns em Budapeste, num momento de elevada tensão entre os dois países. "Em Budapeste, as autoridades húngaras fizeram sete cidadãos ucranianos reféns. Os motivos permanecem desconhecidos, assim como o seu estado de saúde atual", escreveu Andriy Sybiga. Segundo o chefe da diplomacia ucraniana, os detidos são "funcionários do banco estatal Oschadbank que operavam dois veículos do banco em trânsito entre a Áustria e a Ucrânia, transportando dinheiro". "Trata-se de terrorismo e de extorsão patrocinada pelo Estado" perpetrada pela Hungria, denunciou o ministro, afirmando já ter enviado uma nota oficial ...

Office  EU é a alternativa europeia às suítes de produtividade norte‑americanas

 Plataforma europeia Office EU reúne e‑mail, documentos, calendário e videoconferência sob o RGPD, oferecendo uma alternativa às soluções dos EUA. Uma plataforma digital europeia está a posicionar-se como alternativa às grandes suítes de produtividade controladas por empresas norte-americanas. Chama-se Office  EU e reúne num só espaço todas as ferramentas básicas de escritório – desde edição de texto e folhas de cálculo até correio eletrónico, armazenamento de ficheiros e videoconferência. A sua principal diferença? É integralmente europeia, tanto na propriedade como na infraestrutura técnica, e cumpre as regras de proteção de dados da União Europeia. O OfficeEU visa oferecer a empresas, organizações e cidadãos uma solução de trabalho em nuvem sem recurso a servidores ou legislação de fora da Europa. O utilizador pode criar e partilhar documentos, gerir agendas e realizar chamadas de vídeo num ambiente regulado pelo RGPD, mantendo o controlo sobre os próprios dados. Entre as aplica...

Wall Street começa a chamar a atenção para os "ecos" da pior crise do século

  Para alguns investidores proeminentes, os paralelos com a crise dos subprimes parecem óbvios. Mas não há um consenso claro em Wall Street Nova Iorque -  Durante meses, investidores e analistas têm acompanhado de perto o obscuro setor financeiro conhecido como crédito privado, onde os sinais de alerta têm alimentado receios de uma repetição da crise financeira de 2008. Ainda não é claro se estes alertas representam apenas alguns erros isolados ou uma fragilidade sistémica mais grave no setor de 1,8 mil milhões de dólares. Mas, se esta última hipótese for sequer remotamente possível, vale a pena perceber o que raio se está a passar. Uma breve introdução ao "crédito privado" De uma forma muito simples, o termo refere-se aos investidores que emprestam dinheiro diretamente a empresas privadas, sem passar pelos bancos. Os mutuários — geralmente pequenas empresas que os bancos considerariam demasiado arriscadas ou complexas para um empréstimo tradicional — pagam uma taxa de juro m...