Avançar para o conteúdo principal

Investigadores desenvolvem sistema de arrefecimento com água dentro de chips

 Uma nova abordagem propõe passar tubos com água pelos componentes mais quentes dentro dos chips, de forma a proporcionar um arrefecimento mais eficiente

Ocalor gerado pelos chips e as necessidades energéticas são alguns dos fatores de limitação do desenvolvimento dos processadores atuais. Agora, uma equipa de investigadores demonstrou a utilização de um circuito de água dentro do próprio chip, de forma a permitir um arrefecimento mais eficiente. Desta forma, a equipa, de origem suíça, propõe que o chip e o sistema de arrefecimento sejam uma unidade só, com os canais de líquidos a estarem situados dentro das partes mais quentes e conduzindo a um aumento na performance.

Esta abordagem contorna a dificuldade em que há múltiplas conexões nos chips atuais, o que leva a ineficiências no processo de arrefecimento e limita a quantidade de calor que pode ser dissipada. Já houve propostas de arrefecimento líquido dentro de chips no passado, mas implicavam um aumento de consumo devido a ser necessário bombear a água através dos canais, com o requerimento de mais energia do que aquela que seria extraída dos processadores. Este novo trabalho propõe usar um chip conversor de energia que não compromete o desempenho do processador, explica o ArsTechnica.

Os semicondutores usados para conversão de energia geralmente não são de silício, mas sim de nitreto de gálio (GaN) que consegue suportar melhor a corrente e alcança frequências mais elevadas. Estes componentes são construídos no topo de wafers de silício para assegurar maior compatibilidade e foi este fator que os investigadores aproveitaram, usando-o para colocar os canais de arrefecimento ‘colados’ aos circuitos GaN.

O processo de construção desta solução passa por fazer pequenos e precisos cortes no silício que servem de veio condutor e depois um processo de gravação assegura que estes veios têm a dimensão suficiente para serem colocados os canais de passagem de água. O líquido é colocado a circular, faz o arrefecimento e vaza depois para um ‘ralo’ adjacente.

Depois de vários testes, os investigadores concluem que o melhor design que conseguiram criar consegue lidar com fluxos de 1700 watts por centímetro quadrado e limitar a temperatura do chip nos 60 graus centígrados.

Em teoria, esta proposta permite que sejam reduzidos dois consumos atuais: os centros de dados detalham que 30% da energia utilizada é aplicada para o arrefecimento dos sistemas e que são consumidos cem mil milhões de litros de água anualmente para esta tarefa.

Por agora, o sistema ainda está numa fase experimental e a equipa terá de afinar o desenho final para se ajustar a realidades mais complexas e testado em circuitos durante prazos mais prolongados, para garantir a estabilidade. Outro desafio a ser ultrapassado é como se lidará com várias fontes e ‘ralos’ para escoamento que podem ser necessários para os vários componentes.


Veja o vídeo de demonstração da solução.

https://visao.sapo.pt/exameinformatica/noticias-ei/hardware/2020-09-10-investigadores-desenvolvem-sistema-de-arrefecimento-com-agua-dentro-de-chips/

Comentários

Notícias mais vistas:

Rendas congeladas “desesperam” proprietários e inquilinos apontam despejos como medida “oportunista”

Foto: Rodolfo Alexandre Reis  Luís Menezes Leitão, presidente da Associação Lisbonense de Proprietários diz que as propostas do Governo sobre o descongelamento das rendas são “minúsculas” e que mesmo em relação ao despejos “falta muito por esclarecer”. Já António Machado, líder da Associação de Inquilinos Lisbonenses considera que aumentar a liberalização dos contratos significa que “a parte mais fraca ainda fica mais fraca”. Concordam em discordar. É desta forma que os proprietários e inquilinos olham para o conjunto de medidas apresentadas pelo Governo sobre o novo regime do arrendamento urbano (NRAU). No lado da Associação Lisbonense de Proprietários (ALP), o presidente Luís Menezes Leitão, lamenta que o congelamento das rendas antigas a 1990, um dos principais cavalos de batalha da ALP se mantenha praticamente inalterado. “As alterações são minúsculas e só têm significado relativamente a inquilinos que ganhem acima de cinco salários mínimos mensais e mesmo assim estabelece a fi...

Portuguesa DeepNeuronic comprada pela Motorola Solutions

Vasco Lopes e Bruno Degardin  Com esta aquisição, a empresa sediada na Covilhã passa a estar integrada na rede da Motorola Solutions. A atual equipa de 17 pessoas transita para a nova fase. A portuguesa DeepNeuronic, tecnológica portuguesa de inteligência artificial (IA) que desenvolve software que converte câmaras comuns em sistemas de análise em tempo real, foi adquirida pela Motorola Solutions. O valor da operação não foi divulgado. Constituída há cinco anos por Vasco Lopes e Bruno Degardin, a startup usa IA para fazer análise de vídeo em tempo real. O software analisa as imagens no momento em que são captadas por câmaras instaladas em infraestruturas, “interpreta o contexto de cada situação e transforma o vídeo em informação operacional imediata, permitindo às organizações agir enquanto o incidente decorre, e não apenas reconstituí-lo mais tarde”, detalha a empresa. Atualmente, a tecnologia da empresa já opera em aeroportos, pontes, autoestradas, postos de combustível, unidades...

Diminuiu o prazo para considerar um pagamento em atraso. Saiba o que muda

Para alinhar a legislação nacional com a comunitária e combater os pagamentos em atraso nas transações comerciais, uma fatura passa a estar em atraso sempre que passem 30 ou 60 dias. O prazo para considerar que um pagamento está em atraso ficou mais curto, de acordo com a alteração da Lei dos Compromissos e dos Pagamentos em Atraso, que entra em vigor na quinta-feira. Até agora, “consideram-se pagamentos em atraso as contas a pagar que permaneçam nessa situação mais de 90 dias posteriormente à data de vencimento acordada ou especificada na fatura, contrato, ou documentos equivalentes”. Agora, para alinhar a legislação nacional com a comunitária e combater os pagamentos em atraso nas transação comercial, uma fatura passa a estar em atraso sempre que passem 30 ou 60 dias. Estes novos prazos aplicam-se da seguinte forma: 30 dias a contar da data em que o devedor tiver recebido a fatura; 30 dias após a data de receção efetiva dos bens ou da prestação dos serviços quando a data de receção d...