Avançar para o conteúdo principal

O 'novo' lay-off em cinco perguntas e respostas

O 'novo' lay-off em cinco perguntas e respostas

O Governo aprovou, esta segunda-feira, em Conselho de Ministros Extraordinário, o mecanismo que sucede ao lay-off simplificado. Saiba como funciona o chamado apoio extraordinário à retoma progressiva.

Notícias ao Minuto

O Governo aprovou, em sede de Conselho de Ministros Extraordinário, o 'novo' lay-off - denominado por apoio extraordinário à retoma progressiva -, um instrumento que visa ajudar as empresas na manutenção dos postos de trabalho ao longo das próximas semanas.

Isto porque, recorde-se, a partir da próxima semana só as empresas que permanecem encerradas por imposição legal é que continuarão a ter acesso ao lay-off simplificado - a primeira 'arma' do Governo em resposta à crise gerada pela Covid-19 para auxiliar a manutenção do emprego. 

Saiba como funciona o 'novo' lay-off através das seguintes perguntas e respostas, com base num documento explicativo divulgado pelo Governo: 

1. O que é o apoio extraordinário à retoma progressiva? 

Trata-se de um mecanismo criado pelo Governo para apoiar a manutenção dos postos de trabalho nas empresas que tenham, pelo menos, uma quebra de faturação de 40%.

Assim, "a Segurança Social comparticipa em 70% a comparticipação retributiva pela redução do período normal de trabalho dos trabalhadores. A redução do período normal de trabalho será variável em função da quebra de faturação e dos meses em causa". 

2. Quanto é que os trabalhadores vão receber?

Ao abrigo deste novo apoio, a retribuição dos trabalhadores nunca será inferior a 77% da remuneração normal ilíquida em agosto e setembro ou a 88% de outubro a dezembro. Ainda assim, pode ser superior em função das horas trabalhadas, de acordo com o Governo. 

3. Há mais alguma ajuda para empresas com quebras muito elevadas de faturação?

Para as empresas em situação de crise empresarial com quebra de faturação igual ou superior a 75%, a Segurança Social comparticipará ainda as horas trabalhadas em 35%, ainda segundo o mecanismo que foi aprovado em Conselho de Ministros. É uma espécie de bónus ao 'novo' lay-off. 

A ministra do Trabalho, Ana Mendes Godinho, salientou que este instrumento pretende ajudar numa fase de retoma progressiva e "garante estabilidade, diferencia o apoio em função da quebra efetiva de faturação e garante uma maior flexibilidade na utilização do instrumento de gestão do apoio em função da adaptação dos horários de trabalho numa perspetiva de retoma de atividade".

4. Quais as contribuições que ficam a cargo da empresa? 

Além do apoio concedido pela Segurança Social, as empresas abrangidas pelo 'novo' lay-off têm direito à isenção total ou à "dispensa parcial do pagamento das contribuições a cargo da entidade empregadora relativamente à compensação retributiva devida aos trabalhadores abrangidos".

Esta isenção total ou dispensa parcial variam consoante as seguintes situações: 

  • Micro e PME: Têm direito a isenção total do pagamento de contribuições relativas à compensação retributiva nos meses de agosto e setembro e a dispensa parcial de 50% nos meses de outubro a dezembro;
  • Grandes empresas: Têm direito a dispensa parcial de 50% do pagamento de contribuições relativas à compensação retributiva nos meses de agosto e setembro.

"As grandes empresas terão uma redução de 50% de agosto a setembro; de outubro a dezembro já não terão redução ao nível das contribuições sociais", detalhou Ana Mendes Godinho, na conferência de imprensa que se seguiu ao Conselho de Ministros.

5. Como é que as empresas se podem candidatar a este mecanismo?

À semelhança dos instrumentos anteriores, as empresas poderão candidatar-se a este apoio na Segurança Social Direta, de acordo com o Executivo. 

https://www.noticiasaominuto.com/economia/1547645/o-novo-lay-off-em-cinco-perguntas-e-respostas





Comentários

Notícias mais vistas:

Ucrânia acusa Hungria de fazer sete funcionários de banco ucraniano reféns em Budapeste

 Kiev acusa as autoridades húngaras de terem raptado sete funcionários do Oschadbank da Ucrânia, e terem apreendido uma grande quantidade de dinheiro e ouro. Uma nova escalada numa amarga disputa diplomática entre Orbán e Zelenskyy. O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia acusou na quinta-feira a Hungria de fazer sete funcionários de um banco ucraniano reféns em Budapeste, num momento de elevada tensão entre os dois países. "Em Budapeste, as autoridades húngaras fizeram sete cidadãos ucranianos reféns. Os motivos permanecem desconhecidos, assim como o seu estado de saúde atual", escreveu Andriy Sybiga. Segundo o chefe da diplomacia ucraniana, os detidos são "funcionários do banco estatal Oschadbank que operavam dois veículos do banco em trânsito entre a Áustria e a Ucrânia, transportando dinheiro". "Trata-se de terrorismo e de extorsão patrocinada pelo Estado" perpetrada pela Hungria, denunciou o ministro, afirmando já ter enviado uma nota oficial ...

A Internet vai deixar de ser anónima? O que diz um especialista sobre a nova lei portuguesa

A  nova lei digital portuguesa para menores de 16 anos  tem levantado um debate intenso nas redes sociais e na opinião pública. Entre receios de vigilância estatal, o possível fim do anonimato online e dúvidas sobre a proteção de dados, a desinformação começou rapidamente a circular. Para esclarecer o que é tecnicamente possível, o que é juridicamente exigido e onde estão, de facto, os riscos, falámos com Carlos Quintinha, engenheiro de software, especialista em DevOps e CEO da  OneShift . Quintinha aceitou responder de forma direta às principais preocupações levantadas sobre verificação de idade, Chave Móvel Digital, RGPD, encriptação ponta-a-ponta e eventuais precedentes institucionais. A entrevista que se segue não é um posicionamento político. É uma análise técnica. E, num tema onde o ruído tem sido maior do que a informação, isso faz toda a diferença. Verificação de idade e Chave Móvel Digital Imagem via Autenticao.Gov.pt A lei prevê verificação obrigatória de idade ...

J.K. Rowling

 Aos 17 anos, foi rejeitada na faculdade. Aos 25 anos, sua mãe morreu de doença. Aos 26 anos, mudou-se para Portugal para ensinar inglês. Aos 27 anos, casou. O marido abusou dela. Apesar disso, sua filha nasceu. Aos 28 anos, divorciou-se e foi diagnosticada com depressão severa. Aos 29 anos, era mãe solteira que vivia da segurança social. Aos 30 anos, ela não queria estar nesta terra. Mas ela dirigiu toda a sua paixão para fazer a única coisa que podia fazer melhor do que ninguém. E foi escrever. Aos 31 anos, finalmente publicou seu primeiro livro. Aos 35 anos, tinha publicado 4 livros e foi nomeada Autora do Ano. Aos 42 anos, vendeu 11 milhões de cópias do seu novo livro no primeiro dia do lançamento. Esta mulher é JK Rowling. Lembras de como ela pensou em suicídio aos 30 anos? Hoje, Harry Potter é uma marca global que vale mais de $15 bilhões. Nunca desista. Acredite em você mesmo. Seja apaixonado. Trabalhe duro. Nunca é tarde demais. Esta é J.K. Rowling. J. K. Rowling – Wikipédi...