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População pobre da Inglaterra está minerando criptomoedas através da energia das marés



Jaywick, uma pequena vila costeira a cerca de duas horas de carros de Londres, considerada duas vezes a área “mais carente” da Inglaterra nos últimos anos, está buscando lidar com a alta taxa de desemprego através da tecnologia — neste caso, com a ajuda da mineração de criptomoedas.

Os pouco mais de 4 mil moradores da área estão aprendendo a usar as tecnologias emergentes para trabalhar a favor deles com a ajuda do designer Maël Hénaff, que realiza workshops ensinando a população a construir seus próprios mineradores de criptomoedas.


Com cerca de 60% da população de Jaywick em estado de desemprego, o projeto, intitulado “Democratizando a Tecnologia” visa ajudar a aliviar os encargos financeiros dos moradores do pequeno vilarejo.

Minerando criptomoedas através da energia das marés

Os equipamentos de mineração são programados para executar automaticamente scripts de mineração de criptomoeda encontrados no GitHub e em outras plataformas de código aberto.

Usando uma placa única, o Raspberry Pi modelo 3s, esses dispositivos de bolso criados pelos moradores são jogados no oceano dentro de potes impermeáveis.

Então, a energia cinética das marés do oceano carrega baterias externas conectadas a um regulador de tensão, que envia eletricidade diretamente ao Raspberry Pi.

Como resultado, são geradas pequenas quantidades de criptomoedas usando energia renovável das marés. Cada aparelho gera, em média, £ 0,90 por dia (equivalente a R$ 4,60).

De acordo com Hénaff, como as Raspberry Pis são placas muito pequenas, usá-las para minerar Bitcoin consumiria recursos demais.

No entanto, ele descobriu que os dispositivos são mais eficientes nas mineração de altcoins como Monero e Storj.

"Esses dispositivos não são poderosos, o que pode explicar por que não estamos minerando muitas criptomoedas, mas o preço desses computadores é barato e eles não precisam de tanta energia para funcionar", disse Hénaff.

Além disso, o modelo Raspberry Pi Zero também está sendo usado para montar os dispositivos “pois eles precisam de menos energia”, afirmou.

Contudo, o artista conta que a ideia principal não é ganhar dinheiro, e sim fazer com que a população perceba “que as tecnologias emergentes poderiam se tornar uma ferramenta real para benefício social”.

https://criptonizando.com/2019/08/29/populacao-de-vilarejo-mais-carente-da-inglaterra-esta-minerando-criptomoedas-atraves-da-energia-das-mares/

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