Avançar para o conteúdo principal

Bateria de papel Portuguesa ou Sueca?


Nota do Wilson: Depois da equipa da Drª Elvira Fortunato da Universidade Nova de Lisboa (no Monte da Caparica) ter inventado a bateria de papel, que se recarrega com a humidade do ar, agora é a vez dos Suecos inventarem algo do mesmo género:

"Suecos inventaram papel que armazena electricidade"

Uma equipa de investigadores de uma Universidade Sueca acaba de criar um novo tipo de papel que pode armazenar electricidade. Baptizado como “papel de potência”, é visto como um verdadeiro “produto de sonho”.

Este novo material é composto por nano-celulose e por um polímero condutor e resulta de uma investigação do Laboratório de Electrónica Orgânica da Universidade de Linköping, na Suécia, o mesmo onde se criaram recentemente as primeiras rosas ciborgues.

Uma folha deste “papel de potência”, com 15 centímetros de diâmetro e alguns décimos de milímetro de espessura, pode armazenar uma quantidade de energia semelhante à dos super-condensadores existentes actualmente no mercado, explicam os investigadores envolvidos na pesquisa, cujos resultados foram publicados na revista científica Advanced Science.

“Películas finas que funcionam como capacitores existem já há algum tempo. O que fizemos foi produzir o material a três dimensões. Podemos fabricar folhas espessas”, explica o professor Xavier Crispin, um dos inventores deste “papel de potência”, em declarações divulgadas no site da Universidade de Linköping.

Feito a partir de materiais renováveis, leve, sem produtos químicos perigosos e à prova de água, o “papel de potência” pode ser recarregado centenas de vezes e cada recarga demora apenas alguns segundos.

Papel de potencia que armazena electricidadeUm verdadeiro “produto de sonho”, conforme o define a Universidade sueca, à luz de uma realidade onde a energia renovável é factor de crescente importância.

Este material inovador parece um pequeno pedaço de papel plástico e o seu material estrutural principal é a nano-celulose que se obtém transformando as fibras de celulose através de água de alta pressão.

As minúsculas fibras de celulose são então mergulhadas numa solução de água à qual é acrescentada um polímero carregado com electricidade (PEDOT:PSS).

O polímero forma uma pequena cobertura em torno das fibras e estas “ficam emaranhadas e o líquido nos espaços entre elas funciona como um electrólito“, refere outro dos investigadores envolvidos na pesquisa, Jesper Edberg, também citado pela página de Internet da Universidade de Linköping.

Este “papel de potência” é tão poderoso, em termos de capacidade de armazenamento de energia, que até bateu um recorde mundial de condutividade simultânea de iões e de electrões.


Em: http://zap.aeiou.pt/suecos-inventaram-papel-que-armazena-electricidade-92912

Comentários

Notícias mais vistas:

Rendas congeladas “desesperam” proprietários e inquilinos apontam despejos como medida “oportunista”

Foto: Rodolfo Alexandre Reis  Luís Menezes Leitão, presidente da Associação Lisbonense de Proprietários diz que as propostas do Governo sobre o descongelamento das rendas são “minúsculas” e que mesmo em relação ao despejos “falta muito por esclarecer”. Já António Machado, líder da Associação de Inquilinos Lisbonenses considera que aumentar a liberalização dos contratos significa que “a parte mais fraca ainda fica mais fraca”. Concordam em discordar. É desta forma que os proprietários e inquilinos olham para o conjunto de medidas apresentadas pelo Governo sobre o novo regime do arrendamento urbano (NRAU). No lado da Associação Lisbonense de Proprietários (ALP), o presidente Luís Menezes Leitão, lamenta que o congelamento das rendas antigas a 1990, um dos principais cavalos de batalha da ALP se mantenha praticamente inalterado. “As alterações são minúsculas e só têm significado relativamente a inquilinos que ganhem acima de cinco salários mínimos mensais e mesmo assim estabelece a fi...

Hidrogénio verde deve começar a ser produzido em Sines em 2025

 © Paulo Spranger/Global Imagens  GreenH2Atlantic é o projeto que integra empresas como a EDP, Galp, Martifer, Efacec e Bondalti, e que acaba de receber luz verde de Bruxelas. Construção da unidade industrial apontada para 2023. Início da produção em 2025. A partir da central termoelétrica de Sines vai começar-se a produzir hidrogénio renovável (leia-se verde) dentro de quatro anos, graças ao projeto GreenH2Atlantic. Este projeto é responsabilidade de um consórcio de 13 entidades e acaba de ser selecionado por Bruxelas para ser apoiado por um fundo de 30 milhões de euros, no âmbito do programa Horizon 2020 - Green Deal, foi esta terça-feira anunciado. "Um consórcio de 13 empresas e parceiros de investigação foi selecionado pela Comissão Europeia no âmbito do Green Deal para desenvolver um projeto de produção de hidrogénio verde de 100 MW [megawatts] em Sines", lê-se num comunicado da EDP, que integra o projeto. O consórcio integra também a Galp, a Martifer, a Efacec, a Engie,...

Revista “TIME” elege bateria da portuguesa Pollen como uma das melhores invenções de 2026

Foto: Tiago Sales  A bateria para motas elétricas da portuguesa Pollen entrou na lista das melhores invenções de 2026 da revista TIME. A empresa começou a operar em Lisboa em março e, segundo os dados que divulgou, já realizou mais de 25 mil trocas de bateria A bateria da portuguesa Pollen foi incluída na lista das melhores invenções de 2026 da revista norte-americana "TIME", anunciada a 15 de outubro. Segundo o comunicado da empresa, o sistema permite aos condutores de motas elétricas trocar uma bateria descarregada por outra carregada em poucos segundos. As trocas são feitas em estações automatizadas de uma rede que começou a funcionar em Lisboa em março deste ano. No texto dedicado à Pollen, a "TIME" enquadra a distinção no contraste entre o avanço da eletrificação das frotas comerciais e a situação das motas e dos ciclomotores: segundo a revista, 90% destes veículos ainda funcionam a gasolina. “Isso não acontece porque os condutores adoram gasolina. É porque car...