Avançar para o conteúdo principal

Drone silencioso de carga ganha destaque por sua engenhosidade



Um drone silencioso de carga, chamado de Silent Arrow, ganhou destaque recentemente e deverá ser utilizado em diversos lugares do mundo devido ao seu sucesso. Ele funciona de maneira bastante engenhosa e permite uma grande economia com combustível e o transporte de cargas de até 740kg. Veja no vídeo abaixo como ele funciona.

Assistindo ao vídeo você pode ter algumas dúvidas, afinal de contas estamos acostumados com drones com hélices e que emitem bastante barulho. No caso do Silent Arrow, as asas são utilizadas para planar e apontar a direção, ele não tem um motor tradicional e pode ser guiado por controle remoto.

Seu corpo é praticamente apenas feito de carga, a parte superior é responsável por fazer a aeronave voar.

No vídeo de demonstração é possível ver que ele ainda precisa da ajuda de uma aeronave de grande porte para levantar voo. Em seguida, ele é largado e começa a planar em direção ao seu destino. Apesar de parecer pouco prático, a economia que esse drone traz chamou atenção do governo dos Estados Unidos, que fez um contrato para a utilização dele.

Ele pode ser utilizado para o transporte de todo tipo de carga importante em campo de batalha e até mesmo auxiliar em cenários de desastres ambientais. Como ele não emite uma quantia considerável de barulho, pode ser utilizado para missões táticas também, já que consegue ser discreto.

A YEC, empresa dona da patente, já tem planos para a fabricação na União Europeia, Australia, Singapura, Coreia do Sul, Israel, Brazil e India. No Reino Unido, será fabricado pelo The MEL Group, que já tem tradição na fabricação de aeronaves e conseguiu exclusividade no local. Ela será responsável por alinhar o Silent Arrow com acordo da norma AS9100.

A forma como o drone funciona resolve um dos maiores problemas atuais nesse tipo de aeronave, o tempo de autonomia e sua relação com o combustível. Atualmente os drones utilizam bateria e não entregam muito tempo de voo. A Nasa, em seu drone que será levado a Marte, utiliza energia solar e deve continuar voando no planeta vermelho por muito tempo depois de chegar.

https://mundoconectado.com.br/noticias/v/10391/drone-silencioso-de-carga-ganha-destaque-por-sua-engenhosidade/mobile/

Comentários

Notícias mais vistas:

Armazenamento holográfico

 Esta técnica de armazenamento de alta capacidade pode ser uma das respostas para a crescente produção de dados a nível mundial Quando pensa em hologramas provavelmente associa o conceito a uma forma futurista de comunicação e que irá permitir uma maior proximidade entre pessoas através da internet. Mas o conceito de holograma (que na prática é uma técnica de registo de padrões de interferência de luz) permite que seja explorado noutros segmentos, como o do armazenamento de dados de alta capacidade. A ideia de criar unidades de armazenamento holográficas não é nova – o conceito surgiu na década de 1960 –, mas está a ganhar nova vida graças aos avanços tecnológicos feitos em áreas como os sensores de imagem, lasers e algoritmos de Inteligência Artificial. Como se guardam dados num holograma? Primeiro, a informação que queremos preservar é codificada numa imagem 2D. Depois, é emitido um raio laser que é passado por um divisor, que cria um feixe de referência (no seu estado original) ...

TAP: quo vadis?

 É um erro estratégico abismal decidir subvencionar uma vez mais a TAP e afirmar que essa é a única solução para garantir a conectividade e o emprego na aviação, hotelaria e turismo no país. É mentira! Nos últimos 20 anos assistiu-se à falência de inúmeras companhias aéreas. 11 de Setembro, SARS, preço do petróleo, crise financeira, guerras e concorrência das companhias de baixo custo, entre tantos outros fatores externos, serviram de pano de fundo para algo que faz parte das vicissitudes de qualquer empresa: má gestão e falta de liquidez para enfrentar a mudança. Concentremo-nos em três casos europeus recentes de companhias ditas “de bandeira” que fecharam as portas e no que, de facto, aconteceu. Poucos meses após a falência da Swissair, em 2001, constatou-se um fenómeno curioso: um número elevado de salões de beleza (manicure, pedicure, cabeleireiros) abriram igualmente falência. A razão é simples, mas só mais tarde seria compreendida: muitos desses salões sustentavam-se das assi...

Defender a escola pública

 1. Escrevo sobre o conflito que envolve os professores preocupada, em primeiro lugar, com o efeito que este está a ter na degradação da escola pública, na imagem e na confiança dos pais no sistema educativo, nos danos que estão a ser causados a milhares de alunos cujas famílias não têm condições para lhes proporcionar explicações ou frequência de colégios privados. Parece-me importante que, nas negociações entre Governo e sindicatos, esta dimensão do problema seja equacionada. Escrevo, em segundo lugar, porque espero poder dar um contributo para a compreensão e boa resolução do conflito, apesar de todo o ruído e falta de capacidade para ouvir. 2. Nos anos pré-pandemia, eram muitos os sinais das dificuldades das escolas em prestar um serviço de qualidade. A existência de milhares de alunos sem professor, em várias disciplinas e em vários pontos do país, gerou um clamor sobre a falta de docentes e a fraca atratividade da carreira. Porém, o problema da falta de professores nas escola...