A Nvidia vai lançar o seu primeiro processador para PC e a promessa é esmagar tudo na Computex! – O mercado dos computadores portáteis e de secretária prepara-se para sofrer um abalo sísmico já na próxima segunda-feira.
Ou seja, depois de anos a fio a dominar por completo o mundo das placas gráficas e dos servidores de Inteligência Artificial, e de agora também ser a peça mais crítica no mundo da IA, a NVIDIA aliou-se à Microsoft e à Arm para anunciar aquilo que chamam de uma “nova era do PC”.
Ainda nada está confirmado, mas através de publicações enigmáticas nas redes sociais que apontam diretamente para as coordenadas da feira Computex 2026, em Taiwan, é óbvio que vamos ver um anúncio em grande.
Agora resta perceber se é algo para rivalizar com a AMD e Intel em tudo e mais alguma coisa, ou se vai se ruma “coisa” mais ao estilo da Apple e Qualcomm.
O monstro N1X com gráficos Blackwell ao nível de uma RTX 5070?

Portanto, esta jogada da Nvidia não é propriamente uma surpresa total para quem acompanha os bastidores da indústria. Mas, os detalhes técnicos que têm vindo a público são de deixar qualquer entusiasta de queixo caído.
Afinal, o novo processador, que deverá chamar-se N1X, surge como uma evolução comercial do Project Digits que a marca mostrou na CES 2025. De facto, as fugas de informação revelam que estamos perante um SoC com 20 núcleos de processamento. No entanto, o verdadeiro coelho que a Nvidia tirou da cartola está no chip gráfico integrado: uma arquitetura baseada na geração Blackwell com uns impressionantes 6.144 núcleos CUDA.
Para quem não está a ligar os números à realidade, esta configuração tem exatamente a mesma contagem de núcleos de uma placa gráfica dedicada RTX 5070 para PC Desktop. Assim, embora configurada com velocidades e consumos de energia logicamente mais baixos para caber dentro de um portátil, estamos a falar de performance a sério.
De facto, para aguentar este monstro mecânico, uma motherboard de teste que foi intercetada trazia suporte para uns brutais 128GB de memória RAM a voar nuns impressionantes 8.533 MT/s. Os primeiros testes de benchmark sugerem que a Nvidia conseguiu criar um silício capaz de olhar nos olhos e bater os processadores mobile mais recentes da Apple, Qualcomm, Intel e AMD.
Como nem tudo são rosas no mundo do hardware…
A chegada deste chip N1X é feita com uma bagagem pesada de falhas nos bastidores.
O plano inicial da NVIDIA e das marcas parceiras passava por lançar estes computadores no mercado ainda no ano passado, mas a descoberta de falhas graves de hardware obrigou a marca a adiar os planos para o início de 2026.
Essa janela temporal também passou sem novidades, provando que estabilizar este nível de potência gráfica num processador Arm foi uma autêntica dor de cabeça para os engenheiros.
Mas, a verdade é que a entrada em cena da Nvidia é o balão de oxigénio que a Microsoft precisava. De facto, desesperadamente para salvar o ecossistema Windows-on-Arm ao longo de 2026.
A Qualcomm abriu o caminho com a linha Snapdragon X para tentar replicar o sucesso e a eficiência energética que a Apple conseguiu com os chips M. Mas, o mercado precisava de um nome com o peso e a reputação da Nvidia para convencer o grande público. O caminho pode ser este.
Conclusão?
A NVIDIA fartou-se de ver a concorrência a brincar aos processadores eficientes. Por isso, decidiu entrar no mercado em pleno ano de 2026 com os dois pés na porta.
Enquanto a Intel e a AMD continuam a suar para tentar fazer com que os seus chips não derretam as baterias dos portáteis. E enquanto a Qualcomm tenta convencer as pessoas de que a sua IA serve para alguma coisa. A NVIDIA foi direta ao que os utilizadores e os jogadores realmente querem: performance gráfica avassaladora.
Enfiar o músculo de uma RTX 5070 dentro de um processador para portáteis é uma declaração de guerra absoluta a todo o mercado.
Agora… É esperar pelo impacto, que claro está, também vai depender do preço.
NVIDIA vai lançar o seu primeiro processador, e vai ser... Grave! — Leak

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