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Governo quer impor limite de 70 km/h fora das localidades!

 

As decisões que afetam o nosso dia a dia na estrada dão sempre muito que falar, e esta não é diferente. Aliás, a novidade que acabou de sair dos escritórios do Executivo promete deixar muitos condutores à beira de um ataque de nervos.

Afinal de contas, o Governo colocou em consulta pública a nova Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária, batizada de Visão Zero 2030, e as propostas para mexer nos limites de velocidade são drásticas.

Quem anda nas estradas portuguesas sabe que o limite geral fora das localidades está fixado nos 90 km/h. Pois bem, se esta estratégia avançar como está desenhada, vais passar a ter de circular a 70 km/h em qualquer estrada secundária de dois sentidos que não tenha um separador central físico a dividir as faixas.

É algo que não faz muito sentido. Os carros estão cada vez mais seguros, e a velocidade baixa?

A meta dos zero mortos em 2050? 30 km/h dentro das vilas e 70 km/h fora

código da estrada

O grande objetivo por trás deste travão de mão é ambicioso. A mortalidade nas estradas portuguesas é ainda um problema. Por isso, a Europa e o Governo português querem reduzir para metade o número de mortos e feridos graves até ao final desta década. Para depois, tentar chegar a um cenário utópico de zero vítimas nas estradas até ao ano de 2050.

70 km/h? Porquê?

Eu não acredito que isto vá em frente. Mas, segundo os estudos apresentados, uma colisão frontal a 70 km/h reduz a probabilidade de morte para valores iguais ou inferiores a 10%. Daí quererem que, até 2030, a esmagadora maioria das nossas vias interurbanas fique limitada a esta velocidade.

Mas as restrições não ficam por aqui. Nos locais e ruas onde os carros partilham o espaço com peões, ciclistas ou outros utilizadores mais vulneráveis, o limite máximo vai passar a ser de apenas 30 km/h. Na prática, isto significa que grande parte das artérias centrais das nossas vilas e cidades vai sofrer uma travagem.

A velocidade não é tudo. Falta civismo e fiscalização.

IMAGEM

Olhando para a realidade das nossas estradas neste ano de 2026, a sinistralidade rodoviária continua a apresentar números negros, com um aumento preocupante de vítimas mortais face ao ano passado. No entanto, quem conduz todos os dias sabe perfeitamente que o problema raras vezes se resolve apenas a espetar novos sinais de trânsito à beira da estrada.

O parque automóvel é antigo, com muito “chaço” a andar por aí. A fiscalização também é fraca. E de facto, até o desenho das nossas estradas é aquém do esperado.

Baixar o limite de velocidade só porque sim, sem mudar mais nada. É um penso rápido em cima de uma ferida aberta.


O que pensas desta medida? Escreve nos comentários!



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