O número de peruanos recrutados na Rússia e alegadamente enviados para a frente de batalha na guerra contra a Ucrânia aumentou para 635, revelaram esta terça-feira os advogados das famílias.
Até à semana passada, a equipa jurídica tinha identificado 310 casos.
O advogado Percy Salinas indicou nas redes sociais que há confirmação da morte de 20 peruanos em combate e de outros 19 feridos, que permanecem hospitalizados.
Além disso, a equipa de defesa confirmou que quatro peruanos estão detidos na Ucrânia e aguarda ainda a identificação de mais oito cidadãos presos.
Os advogados, em conjunto com as famílias e autoridades, dizem ter confirmado também a morte de outros cinco peruanos através de fotografias de placas de identificação e dos próprios corpos.
Salinas explicou à agência espanhola EFE que o número de cidadãos afetados tem vindo a aumentar progressivamente e poderá continuar a crescer.
As famílias denunciam que muitos destes cidadãos, normalmente de baixos recursos, assinaram contratos para trabalhos de segurança, transporte ou mineração, mas acabaram alegadamente enviados para a frente de batalha.
Desde finais de abril, as famílias pedem ao Ministério dos Negócios Estrangeiros do Peru que coordene com a Rússia o repatriamento destes homens.
O Governo peruano pediu ao embaixador russo informações sobre o paradeiro e estado de saúde dos cidadãos que estarão na zona de conflito, recordando que qualquer peruano que se aliste numa força militar estrangeira necessita de autorização prévia.
Pelo menos 15 peruanos já conseguiram regressar ao país, a maioria com apoio dos serviços diplomáticos do Peru em Moscovo.
Número de peruanos recrutados pela Rússia para guerra na Ucrânia sobe para 635 - Expresso
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