Avançar para o conteúdo principal

Madrugada de pânico na Ucrânia termina com vários mortos após grande ataque da Rússia



 Alerta foi lançado para praticamente todo o país e em Kiev pediu-se à população que procurasse abrigo no metro e em bunkers. A Rússia prometeu "ataques sistémicos" à capital e este pode ser só o início de algo maior


A madrugada tinha acabado de começar em Portugal e já ia longa na Ucrânia quando todos os avisos soaram, apontando para um grande ataque a caminho vindo da Rússia que só parou quase duas horas depois.


Kiev, Dnipro ou Kharkiv, três das maiores cidades da Ucrânia foram apenas alguns dos locais atingidos por um ataque que contou com disparos vindos dos mais variados sistemas de mísseis que a Rússia tem apontados para o inimigo.


Às primeiras horas da manhã a contabilização atirava já para pelo menos cinco mortos, um número entretanto atualizado para 22, e dezenas de feridos, com o pior cenário a verificar-se em Dnipro, onde 16 pessoas morreram e pelo menos 35 ficaram feridas, de acordo com o governador regional, Oleksandr Hanzha.


O número de vítimas acabou por ser atualizado depois de terem sido encontrados os corpos de uma criança de apenas três anos e de um membro das equipas de resgate.


Os feridos foram imediatamente levados para hospitais e nenhum deles está em condição crítica, mas as imagens que chegam daquela cidade mostram bem a dimensão do ataque, que atingiu em cheio uma zona de edifícios residenciais, queimando também veículos que estavam na rua e até um parque infantil.


Na capital, Kiev, os primeiros dados apontam para seis mortos e 79 feridos, de acordo com o chefe da administração militar da cidade, Tymur Tkachenko, que deu conta de estragos verificados um pouco por toda a cidade.


Uma das situações mais sensíveis surgiu depois daquilo que as autoridades ucranianas acreditam ter sido um míssil que atingiu um edifício com 24 andares, que acabou por colapsar parcialmente com o impacto, estando as autoridades à procura de eventuais vítimas nos escombros.


“No distrito de Obolon, carros incendiaram-se depois da queda de destroços de míssil. Também houve fogos em duas localizações de áreas abertas, incluindo num jardim infantil”, esclareceu o presidente da Câmara Municipal de Kiev, Vitali Klitschko.


Percebendo rapidamente que o ataque seria de grande dimensão, as autoridades de Kiev aconselharam logo a população a procurar refúgio, indicando as estações de metro e os abrigos da cidade como locais preferenciais para o efeito.


De resto, o presidente da Ucrânia já tinha avisado que um “ataque maciço” poderia estar a caminho, tendo alertado a população no seu habitual vídeo diário que é publicado à noite.


“Os nossos defensores estão prontos a toda a hora com os mantimentos disponíveis”, garantiu Volodymyr Zelensky, talvez sem saber que o seu aviso ganharia forma horas depois.


A Rússia já tinha avisado que se estava a preparar para o que chamou de “ataques sistemáticos” a Kiev, nomeadamente às zonas onde ficam os centros de toda a decisão, incluindo a militar. O aviso do Kremlin ganhou especial forma quando se aconselhou à saída de todos os cidadãos estrangeiros da cidade.


É a resposta, segundo a Rússia, ao ataque conduzido contra um dormitório da Universidade de Lugansk, onde morreram 21 pessoas, sendo que a Ucrânia negou ter realizado qualquer ataque.


Caso a Rússia pretenda levar a sua ameaça “sistémica” avante, é de esperar que as próximas noites na Ucrânia possam ser de sobressalto semelhante à da madrugada desta terça-feira.


Madrugada de pânico na Ucrânia termina com vários mortos após grande ataque da Rússia - CNN Portugal


Comentários

Notícias mais vistas:

Rendas congeladas “desesperam” proprietários e inquilinos apontam despejos como medida “oportunista”

Foto: Rodolfo Alexandre Reis  Luís Menezes Leitão, presidente da Associação Lisbonense de Proprietários diz que as propostas do Governo sobre o descongelamento das rendas são “minúsculas” e que mesmo em relação ao despejos “falta muito por esclarecer”. Já António Machado, líder da Associação de Inquilinos Lisbonenses considera que aumentar a liberalização dos contratos significa que “a parte mais fraca ainda fica mais fraca”. Concordam em discordar. É desta forma que os proprietários e inquilinos olham para o conjunto de medidas apresentadas pelo Governo sobre o novo regime do arrendamento urbano (NRAU). No lado da Associação Lisbonense de Proprietários (ALP), o presidente Luís Menezes Leitão, lamenta que o congelamento das rendas antigas a 1990, um dos principais cavalos de batalha da ALP se mantenha praticamente inalterado. “As alterações são minúsculas e só têm significado relativamente a inquilinos que ganhem acima de cinco salários mínimos mensais e mesmo assim estabelece a fi...

Plataforma pública “Licencia com Inteligência Artificial” vai cortar tempos de espera em “pelo menos 60%”

 O ministro da Reforma do Estado sublinhou que as empresas portuguesas têm uma baixa adoção de IA, o que deixa mais margem para acelerar a produtividade nacional. O ministro Adjunto e da Reforma do Estado, Gonçalo Saraiva Matias, sublinhou que as empresas portuguesas têm uma baixa adoção de inteligência artificial (IA), mas considera que esse atraso pode transformar-se numa oportunidade para acelerar a produtividade e a competitividade da economia, pela margem por explorar que está disponível. “As nossas empresas têm uma baixa adoção de IA. As pequenas e médias empresas correspondem a 99% do tecido empresarial português e a adoção de IA é baixa. É preciso apoiar estas empresas a introduzir IA nos seus modelos de negócio para poderem competir no plano global”, disse o ministro na Conferência “Futuro do trabalho 5.0”, no estúdio do ECO., na qual se discutiu as novas tendências do trabalho e de que forma a tecnologia as está a moldar. Para além das empresas, outras das prioridades ide...

Seguro dá ‘luz verde’ a apoio no gasóleo agrícola e extensões no passe ferroviário e handling

 Presidente da República promulga três diplomas do Governo. Entre eles está o alargamento do passe às linhas urbanas da CP em Lisboa e Porto, que está agora pronto para arrancar. O Presidente da República, António José Seguro, publicou esta sexta-feira três diplomas do Governo, entre os quais um que prorroga os apoios excecionais e temporários de compensação pela escalada do preço dos combustíveis atribuídos aos setores agrícola, florestal, das pescas e da aquicultura. Em causa está um desconto de 10 cêntimos por litro no gasóleo colorido e marcado para o setor agrícola e florestal, que será pago até ao final do ano. Um apoio que tinha vigorado até 30 de junho e que será assim prolongado até 31 de dezembro. Outro prolongamento – neste caso até ao fim do concurso para a atribuição das novas licenças de assistência em escala nos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro – recebeu também ‘luz verde’ em Belém. O Executivo aprovou uma solução transitória que permite estender até dois anos o pr...