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Novo drone faz o que antes só era possível com armas dez vezes mais caras: Ucrânia atinge refinaria russa a mais de 2.000 quilómetros



 O modelo original, lançado em 2024, conseguia voar cerca de 1.000 quilómetros através de navegação por satélite e sistema inercial. A nova adaptação traz várias melhorias


A Ucrânia utilizou uma nova versão do drone suicida FP-1 para atingir uma refinaria de petróleo em Tyumen, no centro da Rússia, a mais de 2.000 quilómetros de distância. Segundo o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, o ataque foi "eficaz" e teve como alvo uma infraestrutura com capacidade para processar até nove milhões de toneladas de petróleo bruto por ano.


Mais do que os danos provocados, o destaque vai para o alcance do aparelho, que marca a estreia em combate de uma versão melhorada capaz de atingir alvos até 3.000 quilómetros.


De acordo com Zelensky, a operação foi realizada com os novos drones FP desenvolvidos pela empresa Fire Point. O chefe de Estado agradeceu publicamente aos engenheiros responsáveis pelo projeto, sublinhando a evolução tecnológica do equipamento. 


"Os nossos ataques de médio alcance contra alvos militares no território temporariamente ocupado da Ucrânia também continuam a decorrer e estão a ter um impacto real na logística militar russa", referiu ainda.


Cada unidade deste aparelho custa cerca de 50 mil dólares e foi concebida para ser produzida em massa, sendo possível criar centenas de exemplares por dia.


Até ao momento, apenas o míssil de cruzeiro FP-5 e alguns aviões ligeiros adaptados para missões suicidas conseguiam alcançar distâncias superiores a 2.000 quilómetros. No entanto, essas plataformas são muito mais dispendiosas e raras, podendo atingir um custo de cerca de 500 mil dólares por unidade. O FP-1 surge assim como uma alternativa significativamente mais barata, mantendo capacidades de longo alcance.


O modelo original, lançado em 2024, conseguia voar cerca de 1.000 quilómetros através de navegação por satélite e sistema inercial, mas transportava uma ogiva de apenas 60 quilos, considerada insuficiente para provocar danos significativos em alvos fortificados, como refinarias. A empresa optou inicialmente por privilegiar a autonomia, sacrificando o peso da carga explosiva.


A evolução do projeto passou pelo desenvolvimento do FP-2, com uma ogiva de 100 quilos, embora limitada a um alcance de apenas 200 quilómetros. Mais recentemente, a Fire Point redesenhou ambos os modelos, instalando depósitos de combustível nas asas, libertando espaço na fuselagem para cargas explosivas mais pesadas.


A nova geração do FP-1 transporta uma ogiva de 105 quilos, enquanto o FP-2 chega aos 158 quilos e ambos passaram a integrar um sistema de navegação por correspondência do relevo, concebido para resistir a interferências eletrónicas.


Novo drone faz o que antes só era possível com armas dez vezes mais caras: Ucrânia atinge refinaria russa a mais de 2.000 quilómetros - CNN Portugal


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