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Impulse 2026 reforça pontes entre indústria e defesa




 O Impulse 2026 juntou empresas, universidades e entidades do setor para acelerar inovação, criar parcerias e abrir novas oportunidades na área da defesa e proteção.


O tema da defesa e proteção esteve no centro dos debates do Impulse 2026, promovido pela Fibrenamics. O fórum reuniu empresas, centros de investigação, universidades e entidades institucionais para debater desafios, tendências e oportunidades num setor cada vez mais estratégico para a inovação, o desenvolvimento tecnológico e a competitividade industrial.


O evento procurou ser uma oportunidade para aproximar diferentes áreas de conhecimento e promover a colaboração entre quem investiga, desenvolve tecnologia e transforma inovação em soluções com aplicação real. A criação de redes, a partilha de experiências e a identificação de oportunidades estiveram entre os principais objetivos da iniciativa.


“É o nosso evento anual, onde conseguimos criar um fórum de conversa, de diálogo, de partilha de experiências e de encontrar o caminho crítico para os tópicos da defesa, segurança e proteção”, começou por dizer Luís Oliveira, CEO da Fibrenamics. O responsável destacou ainda as sinergias criadas com outros centros de investigação para reforçar a capacidade de resposta e a oferta desenvolvida para o setor.


Essa visão de crescimento e consolidação foi também sublinhada por Álvaro Santos, presidente da CCDR Norte, que considerou que “Portugal e a região Norte, em particular, estão a dar passos muito positivos e muito consistentes nesta área da defesa”. A afirmação surge numa altura em que o setor ganha maior relevância no contexto europeu e internacional, impulsionando novas oportunidades para empresas e centros tecnológicos.


Por essa razão, a necessidade de reforçar a articulação entre diferentes entidades foi um dos aspetos mais enaltecidos pelas diferentes entidades presentes no fórum. Márcio Castro, diretor de análise de crédito do BPF, destacou a importância de acompanhar de perto o ecossistema ligado à defesa, enquanto Jorge Manuel Duque, adviser EEN e dirigente do IAPMEI, considerou que este tipo de encontros permite às empresas ganhar escala através da cooperação. “Traz informação e ajuda as empresas a quebrar algumas barreiras e olharem umas para as outras como potenciais parceiras”, afirmou.


Também Wilson Antunes, tenente-coronel do Exército Português, destacou o valor das ligações criadas nestes contextos ao lembrar que os resultados dependem sempre das pessoas e das organizações envolvidas. Já Hermano Rodrigues, principal da EY-Parthenon, considerou que iniciativas como o Impulse 2026 são “determinantes para partilha de experiências, de oportunidades e montagem de rede”, ao mesmo tempo que reforçou a importância do networking para o desenvolvimento de novos projetos.


A aposta no talento e na atração de novos profissionais para áreas emergentes foi outro dos temas abordados. Filipe Duarte, CEO da Optimal Defence, sublinhou que a diversidade de áreas representadas no evento pode ajudar a despertar o interesse das novas gerações para um setor em crescimento: “Estão aqui diversas áreas e bastante abrangentes, que podem cativar os alunos a quererem trabalhar connosco em áreas que são emergentes”.


Ao longo do evento, ficou evidente a intenção de aproximar conhecimento, indústria e capacidade de execução, numa área que deixa de ser vista como um espaço fechado e passa a assumir-se como uma oportunidade de desenvolvimento tecnológico, económico e industrial para empresas, universidades e centros de investigação.


Mas a verdade é que, depois de criado o espaço de reflexão e encontro entre empresas, entidades públicas e utilizadores finais, é preciso transformar essas ligações em projetos, soluções e capacidades para o setor. Foi para suprir essa necessidade que surgiu o Fibrenamics Innovation Hub – Defense & Protection, no AvePark, em Guimarães, concebido como uma plataforma de inovação, colaboração e desenvolvimento tecnológico, com o objetivo de aproximar empresas, centro de I&D, entidades institucionais, mecanismo de financiamento e cadeias de valor nacionais e internacionais, a fim de transformar tendências e necessidades em soluções com aplicação real.


A iniciativa pretende ainda apoiar as organizações na identificação de oportunidades, no desenvolvimento de tecnologias e demonstradores, na criação de consórcios colaborativos e no posicionamento em cadeias de valor ligadas à Defesa e Proteção. Numa área marcada por novos desafios geopolíticos, tecnológicos e industriais, o Hub assume-se, assim, como uma plataforma de continuidade para as empresas que procuram transformar conhecimento, inovação e colaboração em novas capacidades.


Impulse 2026 reforça pontes entre indústria e defesa – ECO


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