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Ambulâncias, carrinhas dos correios ou carrinhas de pão: é desta forma que a Rússia está a transportar combustível para a frente de combate



 Os motoristas e acompanhantes foram instruídos a não utilizar uniformes militares, numa tentativa de tornar os veículos indistinguíveis de meios civis


As forças russas terão ordenado o transporte de combustível para a linha da frente através de ambulâncias, carrinhas dos correios, camiões de distribuição de pão e outros veículos civis, numa tentativa de contornar os ataques ucranianos contra a logística militar. A informação foi divulgada pela rede de resistência ucraniana ATESH, que cita uma fonte infiltrada no agrupamento militar russo “Dnepr”.


Segundo a mesma fonte, a medida aplica-se à autoestrada P-280 “Novorossiya”, considerada uma das principais rotas de abastecimento entre o sul da Rússia e os territórios ucranianos ocupados. Além de ambulâncias e viaturas de serviços municipais, deverão ser utilizados automóveis civis confiscados, carrinhas de entrega de alimentos e medicamentos, veículos postais e até meios de transporte disponibilizados por apoiantes da guerra.


O combustível estará a ser transportado em recipientes com capacidades entre 20 e mil litros. Os motoristas e acompanhantes foram instruídos a não utilizar uniformes militares, numa tentativa de tornar os veículos indistinguíveis de meios civis.


“Estão a abandonar os camiões-cisterna. Quase ninguém os conduz agora, porque são destruídos ainda antes de chegarem ao destino”, afirmou a fonte citada pela ATESH, acrescentando que os condutores passarão a circular com roupa civil para dificultar a sua identificação a partir do ar.


A rede ucraniana sustenta que esta prática transforma categorias de veículos civis, incluindo ambulâncias, em alvos militares legítimos, apontando que a utilização de infraestruturas civis para fins militares contraria os artigos 37.º e 38.º do Protocolo Adicional I das Convenções de Genebra.


De acordo com a ATESH, a decisão surge como resposta direta à campanha ucraniana contra as infraestruturas energéticas e logísticas russas. Ao longo de 2025 e 2026, as forças ucranianas atingiram refinarias, depósitos de combustível, comboios-cisterna e terminais ferroviários, afetando rotas de abastecimento entre o Mar Negro e o Donbass.


A rede refere ainda que estas operações contribuíram para a escassez de combustível em territórios ocupados pela Rússia e em regiões fronteiriças russas, com sinais de racionamento visíveis na Crimeia e nas regiões de Kursk e Belgorod desde a primavera de 2026.


Ambulâncias, carrinhas dos correios ou carrinhas de pão: é desta forma que a Rússia está a transportar combustível para a frente de combate - CNN Portugal


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