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Ucrânia: Putin reconhece "certa escassez" de combustível devido a ataques de Kiev



 "É claro que estes ataques contra as nossas infraestruturas estão a criar problemas, isso é óbvio. Atualmente, estamos a enfrentar uma certa escassez, mas não é crítica", afirmou o PResidente da Rússia


O Presidente russo, Vladimir Putin, reconheceu hoje uma "certa escassez" de combustível provocada pelos ataques ucranianos às infraestruturas de hidrocarbonetos da Rússia, numa tentativa de enfraquecer o esforço de guerra de Moscovo.


"É claro que estes ataques contra as nossas infraestruturas estão a criar problemas, isso é óbvio. Atualmente, estamos a enfrentar uma certa escassez, mas não é crítica", disse Putin numa entrevista a um jornalista russo publicada pelo Kremlin.


O Presidente russo adiantou que a primeira tarefa das autoridades era aumentar as capacidades de defesa aérea e garantir o abastecimento de combustível, principalmente na Crimeia.


A península ucraniana da Crimeia, anexada por Moscovo em 2014, foi colocada em estado de emergência na sexta-feira devido à onda de ataques de Kiev, que obrigaram as autoridades a suspender a venda de combustível a particulares e a impor cortes de energia.


O Presidente russo tinha prometido algumas horas antes "garantir" a segurança do país e abordar os "desafios" impostos por estes ataques, durante um congresso do seu partido, o Rússia Unida, convocado por causa das eleições legislativas de setembro.


"Superaremos, sem dúvida, todos os desafios que enfrentamos hoje, incluindo os ataques terroristas contra o nosso território e infraestruturas", declarou, referindo-se aos ataques de Kiev no seu território.


A Ucrânia intensificou a sua campanha de ataques na Rússia e em regiões ucranianas sob controlo russo nos últimos meses.


Kiev está a visar particularmente as infraestruturas energéticas para interromper o fluxo de hidrocarbonetos que permite ao Kremlin financiar o seu esforço de guerra.


As declarações do presidente russo foram feitas após um ataque "massivo" de drones ucranianos na região de Krasnodar (sudoeste), que matou uma pessoa e provocou um incêndio na grande refinaria de petróleo de Sloviansk-on-Kuban, segundo o governador regional Veniamin Kondratiev.


A 18 de junho, um ataque a uma importante refinaria de Moscovo provocou explosões e um incêndio.


O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, afirmou hoje que estes ataques "significam menos recursos para a máquina de guerra russa e um novo passo rumo à paz", numa mensagem nas redes sociais em que reivindicou a autoria dos ataques às refinarias de Sloviansk-on-Kuban e na região de Yaroslavl, a norte de Moscovo.


Os esforços diplomáticos, mediados pelos Estados Unidos para pôr fim a este conflito, o mais sangrento na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, estão paralisados.


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