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Drones ucranianos atingem São Petersburgo no arranque do “Davos russo”



Ataque a instalações energéticas e militares perto do principal fórum económico da Rússia lança sombra sobre evento onde Vladimir Putin procura projetar confiança económica e atrair parceiros internacionais


 São Petersburgo acordou esta quarta-feira sob o som de explosões e colunas de fumo negro, depois de uma série de ataques com drones ucranianos ter atingido infraestruturas energéticas e militares nos arredores da cidade, poucas horas antes da abertura do Fórum Económico Internacional de São Petersburgo (SPIEF), frequentemente apelidado de “Davos russo”.


Segundo autoridades russas, os ataques visaram instalações nos distritos de Kirovsky e Krasnoselsky, bem como a base naval de Kronstadt, sede da Frota do Báltico. Imagens divulgadasnas redes sociais mostraram incêndios de grande dimensão numa instalação petrolífera próxima do porto da cidade.


O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, confirmou a operação e descreveu-a como parte da estratégia de “sanções de longo alcance” de Kiev, destinada a atingir infraestruturas que sustentam o esforço de guerra russo. Segundo Zelensky, os drones percorreram mais de mil quilómetros até aos alvos.


O momento do ataque é particularmente simbólico. O SPIEF, que decorre até sexta-feira, é o principal palco de diplomacia económica do Kremlin e um dos eventos mais importantes da agenda de Vladimir Putin. O líder russo deverá discursar no encerramento do fórum, perante milhares de participantes vindos de mais de uma centena de países.


Além do impacto político, os ataques provocaram perturbações no tráfego aéreo da região. O aeroporto de Pulkovo registou atrasos e desvios de voos, enquanto as autoridades reforçaram as medidas de segurança em torno do evento.


A ofensiva surge num momento em que a guerra entra numa nova fase marcada pelo aumento dos ataques de longo alcance. Nas últimas semanas, a Ucrânia tem intensificado operações contra refinarias, portos e infraestruturas militares em território russo, procurando enfraquecer a capacidade logística e económica de Moscovo.


Apesar da crescente pressão militar, o Kremlin procura utilizar o fórum para demonstrar resiliência económica perante as sanções ocidentais e o isolamento internacional. No entanto, o ataque desta quarta-feira, ocorrido a poucos quilómetros do centro do evento, expôs vulnerabilidades na defesa aérea russa e transformou a abertura do encontro num embaraço político para Moscovo.


Drones ucranianos atingem São Petersburgo no arranque do “Davos russo” - Expresso


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