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Depois dos elétricos Europa quer tarifas para híbridos plug-in feitos na China


BYD Seal U DM-i, frente © BYD


 Para travar a expansão dos chineses em solo europeu Bruxelas prepara-se para recorrer a um mecanismo que conhece bem: as tarifas.


Depois de ter aplicado tarifas adicionais aos veículos elétricos fabricados na China em 2024, a União Europeia (UE) prepara mais uma medida protecionista. Desta vez, o alvo são os híbridos plug-in produzidos no país asiático, de acordo com o reportado pelo jornal Handelsblatt.


Com os automóveis elétricos produzidos na China sujeitos a tarifas adicionais que podem chegar aos 35,3%, sobre os 10% regulares, as marcas chinesas redirecionaram parte da sua oferta para os híbridos plug-in que estão a salvo destas penalizações.


Os números refletem essa aposta: a quota de mercado na Europa dos híbridos plug-in produzidos na China saltou de 18% para 30% face a abril de 2025, com as vendas a crescerem 236% no mesmo período. O exemplo mais evidente é o BYD Seal U DM-i, que foi o híbrido plug-in mais vendido na Europa no ano passado e mantém esse estatuto em 2026.


“Os construtores chineses foram muito ágeis; identificaram e exploraram rapidamente a brecha, que a UE precisa de fechar”, disse ao Handelsblatt um gestor citado pelo jornal.


A confirmar-se, o mecanismo deverá seguir um modelo semelhante ao que já está em vigor para os veículos elétricos. Os preparativos necessários já foram realizados, permitindo à Comissão Europeia avançar rapidamente com a aplicação das tarifas assim que a medida obtenha o apoio da maioria dos Estados-membros.


Para já, Bruxelas não revelou qual poderá ser a taxa aplicada aos híbridos plug-in produzidos na China, caso a proposta venha efetivamente a ser aprovada.


Esta iniciativa enquadra-se num debate mais amplo entre os líderes europeus sobre a adoção de medidas mais rigorosas para reduzir o crescente défice comercial da União Europeia face à China e diminuir a dependência do bloco em relação ao gigante asiático. Contactada pela Reuters, a Comissão Europeia recusou comentar o tema.


Produzir na Europa

Conscientes de que as regras estão a mudar, vários construtores chineses já estão a tomar medidas para contornar as tarifas de outra forma: produzir diretamente em solo europeu.


A BYD vai arrancar com a produção do Atto 2 na Hungria ainda este ano, enquanto a SAIC anunciou a construção de uma fábrica em Espanha. A Chery, por sua vez, adquiriu uma fábrica à Nissan, igualmente em Espanha.


Outros construtores optaram por um caminho diferente, estabelecendo parcerias com grupos europeus para aproveitar capacidade fabril já instalada. É o caso da Leapmotor e da Dongfeng, que anunciaram acordos com a Stellantis para começar a produzir na Europa em fábricas subutilizadas.


Depois dos elétricos Europa quer tarifas para destes carros feitos na China


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