Avançar para o conteúdo principal

Rússia vai cortar energia na Crimeia devido a ataques ucranianos


Imagem do autor JN/Agências


 A Rússia anunciou, esta quinta-feira, que serão feitos cortes de energia temporários em toda a Crimeia, região da Ucrânia anexada por Moscovo, devido aos recentes ataques ucranianos às infraestruturas energéticas.


"A infraestrutura energética foi danificada por ataques inimigos e, por esse motivo, vão ocorrer cortes temporários de energia em toda a Crimeia", afirmou o responsável da região nomeado por Moscovo, Serguei Aksyonov, numa mensagem publicada nas redes sociais.


Aksyonov garantiu que "os cortes serão direcionados" de acordo com a necessidade, assegurando que a "segurança alimentar" e os "medicamentos necessários" vão continuar disponíveis.


A maior cidade da Crimeia, Sebastopol, com cerca de 550 mil habitantes, ficou sem energia na quarta-feira, quando as temperaturas rondavam os 30 graus Celsius, devido a ataques de drones ucranianos.


No inverno passado, o exército russo bombardeou o sistema energético da Ucrânia, mergulhando centenas de milhares de casas na escuridão e sob temperaturas gélidas.


No domingo, as autoridades instaladas por Moscovo anunciaram a suspensão da venda de combustível nos postos de abastecimento na Crimeia.


Kiev está a tentar isolar aquela península do mar Negro, atacando as rotas de abastecimento e as infraestruturas russas.


A Crimeia está a ser utilizada pela Rússia para apoiar as operações militares contra as forças ucranianas.


A península foi invadida e anexada pela Rússia em 2014, aproveitando um período de crise política na Ucrânia, tendo a Presidência russa (Kremlin) justificado a ação com base em laços históricos e culturais. A anexação foi fortemente condenada a nível internacional.


Rússia vai cortar energia na Crimeia devido a ataques ucranianos - JN


Comentários

Notícias mais vistas:

Rendas congeladas “desesperam” proprietários e inquilinos apontam despejos como medida “oportunista”

Foto: Rodolfo Alexandre Reis  Luís Menezes Leitão, presidente da Associação Lisbonense de Proprietários diz que as propostas do Governo sobre o descongelamento das rendas são “minúsculas” e que mesmo em relação ao despejos “falta muito por esclarecer”. Já António Machado, líder da Associação de Inquilinos Lisbonenses considera que aumentar a liberalização dos contratos significa que “a parte mais fraca ainda fica mais fraca”. Concordam em discordar. É desta forma que os proprietários e inquilinos olham para o conjunto de medidas apresentadas pelo Governo sobre o novo regime do arrendamento urbano (NRAU). No lado da Associação Lisbonense de Proprietários (ALP), o presidente Luís Menezes Leitão, lamenta que o congelamento das rendas antigas a 1990, um dos principais cavalos de batalha da ALP se mantenha praticamente inalterado. “As alterações são minúsculas e só têm significado relativamente a inquilinos que ganhem acima de cinco salários mínimos mensais e mesmo assim estabelece a fi...

Hidrogénio verde deve começar a ser produzido em Sines em 2025

 © Paulo Spranger/Global Imagens  GreenH2Atlantic é o projeto que integra empresas como a EDP, Galp, Martifer, Efacec e Bondalti, e que acaba de receber luz verde de Bruxelas. Construção da unidade industrial apontada para 2023. Início da produção em 2025. A partir da central termoelétrica de Sines vai começar-se a produzir hidrogénio renovável (leia-se verde) dentro de quatro anos, graças ao projeto GreenH2Atlantic. Este projeto é responsabilidade de um consórcio de 13 entidades e acaba de ser selecionado por Bruxelas para ser apoiado por um fundo de 30 milhões de euros, no âmbito do programa Horizon 2020 - Green Deal, foi esta terça-feira anunciado. "Um consórcio de 13 empresas e parceiros de investigação foi selecionado pela Comissão Europeia no âmbito do Green Deal para desenvolver um projeto de produção de hidrogénio verde de 100 MW [megawatts] em Sines", lê-se num comunicado da EDP, que integra o projeto. O consórcio integra também a Galp, a Martifer, a Efacec, a Engie,...

Citi e Bank of America são mais dois bancos dos EUA a restringir acesso de IA a contas de clientes

 Nova York e Londres |Financial Times Citigroup e Bank of America tornaram-se os mais recentes bancos dos EUA a restringir o acesso de agentes de IA às contas de clientes, em meio a preocupações expostas pelas instituições aos órgãos reguladores de que esses agentes possam esvaziar depósitos ao movimentar recursos ociosos em busca de rendimentos mais altos. O Citi afirmou não permitir que "agentes ou assistentes de IA de terceiros acessem a conta de um cliente ou realizem transações diretamente em nossas plataformas bancárias digitais", informando que a medida foi concebida para ajudar a proteger as contas e as informações dos clientes. Brian Moynihan, do Bank of America, também indicou que o banco passou a restringir o acesso de agentes de IA aos depósitos de pessoas físicas enquanto elabora protocolos para determinar qual entidade seria, em última instância, responsável por pagamentos autorizados por inteligência artificial. Reflexo de quatro pedestres caminhando em frente ...