Avançar para o conteúdo principal

“Equilíbrio técnico numa mutualista é mais eficiente”


As mútuas são “organizações democráticas, sem acionistas, e estão, por isso, totalmente concentradas nos interesses das pessoas que protegem”, afirma o administrador da MGEN, Ricardo Raminhos.



O que significa a mutualização de seguros de saúde em termos de serviços, preços e idade?

Numa seguradora mutualista, o risco é partilhado pelos seus membros; todos contribuem para a proteção de cada um, para fazer face às dificuldades que surgem ao longo da vida. Numa seguradora tradicional, o risco é transferido para um terceiro com o intuito de criar uma vantagem para a própria seguradora. Estes dois conceitos são fundamentalmente diferentes e produzem resultados distintos na proteção dos segurados.

Em qualquer atividade seguradora, o equilíbrio técnico é sempre necessário, e torna-se ainda mais essencial no ramo da saúde, onde a utilização do seguro é elevada. Normalmente, as seguradoras mutualistas atingem este equilíbrio de uma forma mais eficiente, pois existe uma compensação natural entre os prémios de seguro e a proteção dos segurados. São organizações democráticas, sem acionistas, e estão, por isso, totalmente concentradas nos interesses das pessoas que protegem.

Isto permite que, na MGEN, todas as soluções de proteção da saúde sejam concebidas sem qualquer limite de idade na adesão, sem limite de idade de permanência, sem resolução unilateral do contrato por parte da seguradora, sem exclusão de doenças graves (mesmo as oncológicas), sem exclusão de situações clínicas preexistentes e sem questionários médicos.

Para além das coberturas em Hospitalização, Ambulatório, Medicina dentária, Ortóteses e Medicamentos, a MGEN oferece ainda várias coberturas diferentes, tais como: o reembolso de despesas relacionadas com medicinas alternativas, a comparticipação em medicina de planeamento familiar e na consulta do viajante. Estão também cobertas as despesas com métodos contracetivos, doenças epidémicas ou provocadas por catástrofes naturais. Habitualmente, todas estas situações clínicas são excluídas pelas seguradoras tradicionais.


A MGEN é um dos poucos seguradores em Portugal a trabalhar numa base de mutualização? O que tem impedido o crescimento das mútuas em Portugal?

De facto, em Portugal não existem muitas seguradoras mutualistas, porque há barreiras à entrada no mercado: primeiro é necessário uma grande capacidade de investimento inicial numa perspetiva de longo prazo, o que nem todas as mútuas têm, segundo as seguradoras tradicionais portuguesas selecionam apenas o “bom risco”, enquanto que as seguradoras mutualistas não aplicam este tipo de discriminação. Daí, o contexto ser pouco atrativo para a implementação deste tipo de organizações em Portugal. A MGEN, no entanto, conseguiu ultrapassar estes dois fatores, graças à sua histórica solidez financeira e capacidade operacional comprovada.

 
Como fica assegurado o tema da solvabilidade numa companhia mutualista?

Uma seguradora mutualista está totalmente concentrada na proteção dos seus segurados. Não existem acionistas, todos os excedentes são reinvestidos e provisionados com a única missão de garantir a proteção futura dos seus aderentes. Além disso, a atividade da MGEN é supervisionada por regulação do código das mutualidades francesas, e está sujeita a mecanismos de controlo financeiro e operacionais muito exigentes em matéria de solvência II.

A MGEN tem demonstrado ao longo dos anos elevados índices de robustez financeira. Recentemente, foi notada pela agência americana A.M. Best, com a classificação de “A – Excelente”, pela sua solvabilidade e solidez presente, assim como nas perspetivas de médio e longo prazo.

 
Como é possível antecipar o cálculo do risco numa mútua de seguros ligados à saúde, tendo em conta o risco associado a doenças pré-existentes e à idade?

Os riscos ligados à saúde são medidos através de avançados cálculos atuariais. A experiência adquirida na exposição ao risco é um dos vetores mais importantes, especialmente nas situações associadas às doenças preexistentes e às complicações na saúde, verificadas com maior frequência em idades mais avançadas. A MGEN conta com mais de 75 anos de expertise adquirida, o que lhe permitiu acumular um know-how determinante na consolidação deste tipo de riscos. Mais de 10 milhões de pessoas na Europa estão hoje protegidas pela MGEN através do seu grupo mutualista VYV, sendo este o melhor reconhecimento pela eficácia solidaria que a MGEN tem demonstrado.


Comentários

Notícias mais vistas:

Rendas congeladas “desesperam” proprietários e inquilinos apontam despejos como medida “oportunista”

Foto: Rodolfo Alexandre Reis  Luís Menezes Leitão, presidente da Associação Lisbonense de Proprietários diz que as propostas do Governo sobre o descongelamento das rendas são “minúsculas” e que mesmo em relação ao despejos “falta muito por esclarecer”. Já António Machado, líder da Associação de Inquilinos Lisbonenses considera que aumentar a liberalização dos contratos significa que “a parte mais fraca ainda fica mais fraca”. Concordam em discordar. É desta forma que os proprietários e inquilinos olham para o conjunto de medidas apresentadas pelo Governo sobre o novo regime do arrendamento urbano (NRAU). No lado da Associação Lisbonense de Proprietários (ALP), o presidente Luís Menezes Leitão, lamenta que o congelamento das rendas antigas a 1990, um dos principais cavalos de batalha da ALP se mantenha praticamente inalterado. “As alterações são minúsculas e só têm significado relativamente a inquilinos que ganhem acima de cinco salários mínimos mensais e mesmo assim estabelece a fi...

Técnico (IST) lidera consórcio para o estudo de plasmas contendo antimatéria

O Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa lidera consórcio com financiamento europeu para o estudo de plasmas contendo antimatéria. Ao longo dos próximos quatro anos, projeto PAIR trabalhará para criar, diagnosticar e modelar “plasmas de pares”, um estado único da matéria contendo eletrões e positrões. Ao longo dos próximos quatro anos, o Instituto Superior Técnico, Universidade de Lisboa, encabeçará um consórcio dos principais centros mundiais de física e computação na área da física de plasmas com o intuito de estudar ‘plasmas de pares’, um estado único da matéria contendo eletrões e a sua contraparte de antimatéria, os positrões. O projeto, Plasma Antimatter Investigation and Realization (PAIR), recebeu financiamento através do programa Horizonte Europa da União Europeia. Durante décadas, o estudo destes ‘plasmas de pares’ limitou-se maioritariamente a cálculos teóricos e observações telescópicas distantes, dada a natureza exótica deste estado da matéria. Com esta inici...

Origem da vida: Encontrado açúcar nas profundezas da Via Láctea

 - Cientistas detectaram eritrulose, um açúcar, no meio interestelar da Via Láctea.   - Descoberta feita com radiotelescópios, confirmada por assinaturas espectrais.   - Açúcares são essenciais para RNA/DNA; reforça que podem surgir no espaço, antes de planetas.   - Açúcares já foram achados em asteroides e cometas, mas a origem deles era incerta.   - Estudo sugere que toneladas desses compostos podem ter chegado à Terra via impactos celestes.   - Intrigante: não foi encontrado um açúcar mais simples (3 carbonos), contrariando modelos químicos.   - Próximo passo: procurar ribose e desoxirribose no espaço Cientistas detectam açúcar nas profundezas da Via Láctea — e reforçam hipóteses sobre origem da vida Estudo identifica pela primeira vez uma molécula de açúcar no meio interestelar e amplia as hipóteses sobre a origem dos compostos que deram origem à vida A busca por entender como os primeiros compostos essenciais para a v...