Avançar para o conteúdo principal

Asteroide do tamanho de um carro faz razia à Terra. “Não o vimos chegar”

Asteroide passa raspando na Terra e bate recorde de aproximação do ...

 De uma forma inesperada e não detetada pelos especialistas, um asteroide passou a 'apenas' 2950 quilómetros da Terra e seguiu a sua trajetória incólume

No passado domingo, 16 de agosto, o asteroide agora conhecido por 2020 QG – e antes batizado de ZFT0DXQ – passou muito próximo da Terra, a cerca de 2950 quilómetros. A razia é a mais próxima de que há registo e em que o asteroide consegue continuar a sua trajetória, sem ser destruído. Segundo os porta-vozes da NASA, esta foi a passagem mais próxima de um asteroide que acaba por não colidir com o planeta, noticia a publicação Space.com.

O Observatório Palomar, localizado em San Diego, estado da Califórnia, nos EUA, só detetou o asteroide cerca de seis horas depois da sua passagem, o que indicia que esta aproximação não era esperada e apanhou muitos de surpresa. Paul Chodas, diretor do centro da NASA para estudos de objetos próximos, admite que “o asteroide aproximou-se não detetado a partir da direção do Sol (…) Não o vimos a chegar”.

O 2020 QG passou a 44.400 km/h de velocidade e media entre três a seis metros de diâmetro, tendo aproximadamente o tamanho de um carro. Depois da razia à Terra, o asteroide continua a sua trajetória pelo Sistema Solar – e que pode ser vista aqui.

https://visao.sapo.pt/exameinformatica/noticias-ei/ciencia-ei/2020-08-19-asteroide-faz-razia-a-terra/


Comentários

Notícias mais vistas:

TAP: quo vadis?

 É um erro estratégico abismal decidir subvencionar uma vez mais a TAP e afirmar que essa é a única solução para garantir a conectividade e o emprego na aviação, hotelaria e turismo no país. É mentira! Nos últimos 20 anos assistiu-se à falência de inúmeras companhias aéreas. 11 de Setembro, SARS, preço do petróleo, crise financeira, guerras e concorrência das companhias de baixo custo, entre tantos outros fatores externos, serviram de pano de fundo para algo que faz parte das vicissitudes de qualquer empresa: má gestão e falta de liquidez para enfrentar a mudança. Concentremo-nos em três casos europeus recentes de companhias ditas “de bandeira” que fecharam as portas e no que, de facto, aconteceu. Poucos meses após a falência da Swissair, em 2001, constatou-se um fenómeno curioso: um número elevado de salões de beleza (manicure, pedicure, cabeleireiros) abriram igualmente falência. A razão é simples, mas só mais tarde seria compreendida: muitos desses salões sustentavam-se das assi...

Os professores

 As últimas semanas têm sido agitadas nas escolas do ensino público, fruto das diversas greves desencadeadas por uma percentagem bastante elevada da classe de docentes. Várias têm sido as causas da contestação, nomeadamente o congelamento do tempo de serviço, o sistema de quotas para progressão na carreira e a baixa remuneração, mas há uma que é particularmente grave e sintomática da descredibilização do ensino pelo qual o Estado é o primeiro responsável, e que tem a ver com a gradual falta de autoridade dos professores. A minha geração cresceu a ter no professor uma referência, respeitando-o e temendo-o, consciente de que os nossos deslizes, tanto ao nível do estudo como do comportamento, teriam consequências bem gravosas na nossa progressão nos anos escolares. Hoje, os alunos, numa maioria demasiado considerável, não evidenciam qualquer tipo de respeito e deferência pelo seu professor e não acatam a sua autoridade, enfrentando-o sem nenhum receio. Esta realidade é uma das princip...

ADSE muda regras dos óculos: reembolso passa a ter limite anual de 180 euros

 A ADSE vai alterar as regras de reembolso dos óculos, introduzindo um teto anual de 180 euros no regime livre, mantendo a comparticipação de 80%. Deixa assim de haver limites quanto ao número de armações e lentes, que até agora eram definidos por períodos de três anos. As mudanças abrangem também exames e cirurgias, com revisão da tabela de preços da radiologia e da gastroenterologia e inclusão de novos atos, sobretudo TAC e ressonâncias magnéticas, permitindo acesso a técnicas mais avançadas sem aumento dos encargos para os beneficiários, segundo avançou o ECO. As alterações terão um impacto orçamental estimado em 15,4 milhões de euros por ano para a ADSE, sistema de proteção na doença da função pública. A revisão das tabelas de preços abrange cerca de 200 atos médicos e inclui mais de uma centena de novos códigos, sobretudo na área da radiologia, com o objetivo de atualizar os valores de referência e alargar o acesso a cuidados mais diferenciados. ADSE muda regras dos óculos: re...