Avançar para o conteúdo principal

Vídeo de bomba de gasolina da Galp a registar combustível de forma indevida é autêntico?



  • O QUE ESTÁ EM CAUSA?
    O vídeo tornou-se viral e mostra uma bomba de gasolina da Galp a contabilizar os litros de gasolina e o montante a cobrar sem que o dono da viatura esteja sequer a abastecer. "Era para ser enganado mas não conseguiram", afirma o autor da publicação. Mas será o vídeo autêntico? Verificação de factos.
Vídeo de bomba de gasolina da Galp a registar combustível de forma indevida é autêntico?

Pessoal, fui à Galp do Barreiro e aconteceu me isto. Partilhem se faz favor", apela-se na publicação em causa, que conta já com mais de 10 mil partilhas. "Não paguei e fiz queixa. Apresentei o vídeo à polícia. Vamos ver quem engana quem. Eu era para ser enganado mas não conseguiram", sublinha o autor num comentário.

Mas será o vídeo autêntico?

Sim. O Polígrafo contactou a Galp, que confirmou tratar-se de "uma avaria de equipamento que, após recebido o aviso, foi de imediato colocado fora de serviço tendo sido prontamente efetuada a sua reparação. Assegurámos que o cliente que surge no vídeo não foi de modo algum lesado nem lhe foi cobrado qualquer valor. A Galp agradeceu o aviso e lamentou a ocorrência."

Galp

"Todos os postos de abastecimento, incluindo as bombas, são objeto de inspeção periódica obrigatória com vista a verificar a conformidade com o projeto aprovado e a sua operação de acordo com as normas técnicas e condições impostas, sendo que cada inspeção comprova a conformidade através de um selo numerado e emissão do respetivo certificado", esclarece-se na resposta enviada ao Polígrafo.

Em conclusão, ainda que o vídeo seja autêntico e a bomba tenha registado combustível de forma indevida, não foi cobrado qualquer montante ao cliente por parte da Galp. Optamos, assim, pela classificação de Verdadeiro, Mas.




Comentários

Notícias mais vistas:

Armazenamento holográfico

 Esta técnica de armazenamento de alta capacidade pode ser uma das respostas para a crescente produção de dados a nível mundial Quando pensa em hologramas provavelmente associa o conceito a uma forma futurista de comunicação e que irá permitir uma maior proximidade entre pessoas através da internet. Mas o conceito de holograma (que na prática é uma técnica de registo de padrões de interferência de luz) permite que seja explorado noutros segmentos, como o do armazenamento de dados de alta capacidade. A ideia de criar unidades de armazenamento holográficas não é nova – o conceito surgiu na década de 1960 –, mas está a ganhar nova vida graças aos avanços tecnológicos feitos em áreas como os sensores de imagem, lasers e algoritmos de Inteligência Artificial. Como se guardam dados num holograma? Primeiro, a informação que queremos preservar é codificada numa imagem 2D. Depois, é emitido um raio laser que é passado por um divisor, que cria um feixe de referência (no seu estado original) ...

TAP: quo vadis?

 É um erro estratégico abismal decidir subvencionar uma vez mais a TAP e afirmar que essa é a única solução para garantir a conectividade e o emprego na aviação, hotelaria e turismo no país. É mentira! Nos últimos 20 anos assistiu-se à falência de inúmeras companhias aéreas. 11 de Setembro, SARS, preço do petróleo, crise financeira, guerras e concorrência das companhias de baixo custo, entre tantos outros fatores externos, serviram de pano de fundo para algo que faz parte das vicissitudes de qualquer empresa: má gestão e falta de liquidez para enfrentar a mudança. Concentremo-nos em três casos europeus recentes de companhias ditas “de bandeira” que fecharam as portas e no que, de facto, aconteceu. Poucos meses após a falência da Swissair, em 2001, constatou-se um fenómeno curioso: um número elevado de salões de beleza (manicure, pedicure, cabeleireiros) abriram igualmente falência. A razão é simples, mas só mais tarde seria compreendida: muitos desses salões sustentavam-se das assi...

Defender a escola pública

 1. Escrevo sobre o conflito que envolve os professores preocupada, em primeiro lugar, com o efeito que este está a ter na degradação da escola pública, na imagem e na confiança dos pais no sistema educativo, nos danos que estão a ser causados a milhares de alunos cujas famílias não têm condições para lhes proporcionar explicações ou frequência de colégios privados. Parece-me importante que, nas negociações entre Governo e sindicatos, esta dimensão do problema seja equacionada. Escrevo, em segundo lugar, porque espero poder dar um contributo para a compreensão e boa resolução do conflito, apesar de todo o ruído e falta de capacidade para ouvir. 2. Nos anos pré-pandemia, eram muitos os sinais das dificuldades das escolas em prestar um serviço de qualidade. A existência de milhares de alunos sem professor, em várias disciplinas e em vários pontos do país, gerou um clamor sobre a falta de docentes e a fraca atratividade da carreira. Porém, o problema da falta de professores nas escola...