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Estudo conclui que casas na AMP apresentam "deficiente qualidade do ar"


Um estudo do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP) concluiu, depois de avaliar 65 casas da Área Metropolitana do Porto, que a grande maioria apresentava uma "deficiente qualidade do ar" e "níveis elevados" de matéria particulada.

Um estudo do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP) concluiu, depois de avaliar 65 casas da Área Metropolitana do Porto, que a grande maioria apresentava uma "deficiente qualidade do ar" e "níveis elevados" de matéria particulada.

Um estudo do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP) concluiu, depois de avaliar 65 casas da Área Metropolitana do Porto, que a grande maioria apresentava uma "deficiente qualidade do ar" e "níveis elevados" de matéria particulada.© Getty Images Um estudo do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP) concluiu, depois de avaliar 65 casas da Área Metropolitana do Porto, que a grande maioria apresentava uma "deficiente qualidade do ar" e "níveis elevados" de matéria particulada.

Numa publicação no 'site' de notícias da Universidade do Porto, o gabinete de comunicação do ISPUP avança que o estudo, publicado na revista Environmental Pollution, detetou níveis elevados de matéria particulada, "um dos poluentes do ar mais graves em termos de saúde pública", no interior de várias habitações.

O estudo, que integra o projeto internacional NeoGene, avaliou, nos anos de 2018 e 2019, os níveis de matéria particulada no ar interior e na envolvente exterior de 65 habitações, com o intuito de identificar as características dos edifícios, bem como "as principais fontes de poluição".

"Os investigadores constataram que a maioria das residências apresentava valores médios de PM2.5 [matéria particulada com um tamanho até 2,5 micrómetros] e PM10 [matéria particulada com um tamanho até 10 micrómetros] superiores aos recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pela legislação portuguesa", lê-se na publicação.

Segundo o ISPUP, em 75% das casas os valores de PM2.5 excederam os valores limites, bem como em 41% das habitações, onde os valores médios de PM10 foram também superiores.

Nesse sentido, a investigação concluiu que o fumo do tabaco, a confeção de alimentos e o uso de velas são as fontes de emissão que "mais contribuem" para o aparecimento destas partículas ultrafinas no interior das habitações. Acrescem as emissões provenientes do tráfego automóvel e das atividades industriais que "contribuem de forma significativa para a concentração destas matérias no interior das casas".

Além deste estudo, os investigadores do ISPUP conduziram outro, publicado na revista Science of the Total Environment, onde simularam a deposição destas partículas ultrafinas nos pulmões de mulheres e recém-nascidos que habitavam nas casas avaliadas.

Tal investigação mostrou que os recém-nascidos "inalam maiores quantidades de PM10 e PM2.5 e de partículas ultrafinas" quando comparados com os indivíduos adultos, sobretudo, por passarem "elevado tempo" dentro de casa e terem um baixo peso corporal.

Para Joana Madureira, também primeira autora deste estudo, as duas investigações mostram que "a poluição do ar interior continua a ter repercussões graves", sobretudo no que concerne às partículas de menor dimensão que são as "que suscitam maior preocupação do ponto de vista da saúde".

"É, por isso, necessário evitar e prevenir e reduzir as fontes de emissão de partículas, minimizando a exposição a matéria particulada", afirmou a investigadora.

Apesar de "existirem poucos estudos epidemiológicos sobre as partículas ultrafinas, os indícios sobre os seus efeitos nocivos na saúde têm aumentado", garante o instituto da Universidade do Porto.

O estudo contou também com a colaboração do Departamento de Saúde Ambiental do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge e de um laboratório da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, o LEPABE.


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