Avançar para o conteúdo principal

Santander inaugurou um banco que é uma cafetaria e espaço de co-work

Em parceria com a Delta, o banco abriu um espaço de co-work e com cafetaria e que é, também, uma agência bancária.



Imagine uma cafetaria gourmet, recheada de tecnologia e com mesas para trabalho partilhado. Ao lado das mesas, gabinetes com recursos tecnológicos para apresentações e reuniões. E se, além de tudo isto, esse local for também uma agência bancária? O Santander inaugurou esta terça-feira o primeiro Work Café em Portugal, uma “ideia peregrina” como classifica o presidente do Conselho de Administração, António Vieira Monteiro. O conceito foi importado do Chile, está aberto desde dezembro, mas só esta terça-feira foi inaugurado oficialmente.

O conceito, que além do Chile já foi implementado no Brasil e em Espanha, é aberto a clientes e não a clientes do banco. À entrada, basta indicar se vai usufruir da vertente bancária ou se vai apenas utilizar os locais de trabalho e a cafetaria. O atendimento é feito de forma personalizada, com o gestor de conta a receber a notificação de que o cliente entrou e deseja ser atendido, e feito na mesa do café ou nos sofás disponíveis no local.

O Work Café das Amoreiras é o primeiro em Portugal, mas a ideia é expandir já em 2019 para Espinho, Coimbra e Porto, inclusive em agências mais pequenas. No Chile existem já 50 agências com este conceito, mas em Portugal, o Administrador Executivo, Miguel Belo de Carvalho não quis deixar uma meta para o primeiro ano. O conceito agrada mais aos jovens e nos primeiros meses de funcionamento o banco registou 2/3 de utilizadores não clientes do banco, mas também um aumento de novas contas “muito forte face a um balcão convencional”, diz o administrador.

António Vieira Monteiro considera que este é um “serviço de inovação na transformação do tradicional” e que faz parte do papel do banco saber “aproveitar o sistema de serviço ao público” e “chamar os clientes ao banco”. O presidente executivo, Pedro Castro e Almeida, fez questão de sublinhar que o banco “não será intrusivo na relação com os não clientes” e que o espaço “tem sido aproveitado por pequenos empresários, com resultados muito bons nos primeiros quatro meses de utilização”.

Os responsáveis do Santander deixaram, ainda, elogios à Delta, cujo desafio surgiu também em espaço informal, “no final de um almoço”, como contou o CEO do grupo, Rui Miguel Nabeiro. A marca identificou-se com o conceito “que promove fortemente a partilha” e o banco considerou que “sendo a Delta uma marca portuguesa de grande sucesso e um cliente antigo do banco” aliado à “reputação das duas marcas” seria o parceiro natural para este projeto.

O formato é também mais vantajoso para os colaboradores, segundo os dados internos do banco, registando um aumento de produtividade devido ao formato de atendimento, onde o local de trabalho dos gestores de conta não é “invadido” pelos clientes. O Work Café do Santander nas Amoreiras localiza-se na Avenida Duarte Pacheco e tem horário alargado, funcionando das 8h30 às 17h30 (ao contrário das restantes agências, que encerram às 15h30).

https://observador.pt/2019/03/13/santander-inaugurou-um-banco-que-e-uma-cafetaria-ou-uma-cafetaria-que-e-um-banco/amp/

Comentários

Notícias mais vistas:

Rendas congeladas “desesperam” proprietários e inquilinos apontam despejos como medida “oportunista”

Foto: Rodolfo Alexandre Reis  Luís Menezes Leitão, presidente da Associação Lisbonense de Proprietários diz que as propostas do Governo sobre o descongelamento das rendas são “minúsculas” e que mesmo em relação ao despejos “falta muito por esclarecer”. Já António Machado, líder da Associação de Inquilinos Lisbonenses considera que aumentar a liberalização dos contratos significa que “a parte mais fraca ainda fica mais fraca”. Concordam em discordar. É desta forma que os proprietários e inquilinos olham para o conjunto de medidas apresentadas pelo Governo sobre o novo regime do arrendamento urbano (NRAU). No lado da Associação Lisbonense de Proprietários (ALP), o presidente Luís Menezes Leitão, lamenta que o congelamento das rendas antigas a 1990, um dos principais cavalos de batalha da ALP se mantenha praticamente inalterado. “As alterações são minúsculas e só têm significado relativamente a inquilinos que ganhem acima de cinco salários mínimos mensais e mesmo assim estabelece a fi...

Hidrogénio verde deve começar a ser produzido em Sines em 2025

 © Paulo Spranger/Global Imagens  GreenH2Atlantic é o projeto que integra empresas como a EDP, Galp, Martifer, Efacec e Bondalti, e que acaba de receber luz verde de Bruxelas. Construção da unidade industrial apontada para 2023. Início da produção em 2025. A partir da central termoelétrica de Sines vai começar-se a produzir hidrogénio renovável (leia-se verde) dentro de quatro anos, graças ao projeto GreenH2Atlantic. Este projeto é responsabilidade de um consórcio de 13 entidades e acaba de ser selecionado por Bruxelas para ser apoiado por um fundo de 30 milhões de euros, no âmbito do programa Horizon 2020 - Green Deal, foi esta terça-feira anunciado. "Um consórcio de 13 empresas e parceiros de investigação foi selecionado pela Comissão Europeia no âmbito do Green Deal para desenvolver um projeto de produção de hidrogénio verde de 100 MW [megawatts] em Sines", lê-se num comunicado da EDP, que integra o projeto. O consórcio integra também a Galp, a Martifer, a Efacec, a Engie,...

Novo aeroporto de Lisboa. Governo exige à ANA duas pistas para grandes aviões e questiona falta de segundo terminal

Foto: ANDRÉ KOSTERS / LUSA  Resposta a relatório da ANA sobre novo aeroporto questiona eliminação de segundo terminal de passageiros para acolher expansão e existência de uma única pista preparada para aviões de maior dimensão. Plano do novo Aeroporto Luis de Camões durante a entrega do Relatório Inicial (High Level Assumption Report) da concessionária ANA sobre o desenvolvimento da capacidade aeroportuária de Lisboa,  para iniciar formalmente negociações sobre a extensão do contrato de concessão e viabilizar a construção do novo Aeroporto Luís de Camões, em Alcochete, 17 de dezembro de 2024.  ANDRÉ KOSTERS/LUSA O Governo questionou a ANA sobre o que qualifica de “alteração relevante da estratégia de expansão e faseamento do NAL (Novo Aeroporto de Lisboa)”. No comentário de resposta ao mais recente relatório técnico entregue em julho pela ANA sobre o desenvolvimento do aeroporto Luís de Camões, o Estado pede à concessionária que esclareça vários temas relacionados co...