Avançar para o conteúdo principal

Cientistas detetam o início de um inverno solar “impossível”

Uma equipa de cientistas russos alertou que a atividade eletromagnética do Sol esteve muito fraca nos últimos dias, encontrando-se abaixo do limiar de sensibilidades dos dispositivos que acompanham e monitorizam a sua dinâmica.

Em comunicado esta semana divulgado, o Laboratório de Astronomia Solar do Instituto Lébedev de Física da Academia Russa de Ciências não esconde a surpresa dos especialistas face ao fenómeno, qualificando até como “impossível” o que estão a observar.

Os cientistas confessaram que a primeira coisa que lhes ocorreu foi questionar se os ecrãs do satélite estavam a funcionar corretamente. Depois de verificar o aparelho, a equipa logo percebeu que o dispositivo estava a funcionar “sem falhas”, no entanto “algo de impossível” tinha acontecido:o nível de radiação solar de onda curta diminuiu cerca de 100 vezes, caindo para um nível abaixo do limite de sensibilidade dos dispositivos”.

Tal como explicam os físicos, a radiação de ondas curtas só é formada durante processos ativos, como é o caso das erupções solares. Se se observar um rápido crescimento da radiação nos dados de monitorização, esta atividade significa que ocorreu uma fulguração numa região algures da nossa estrela.

Em simultâneo, o Sol está atualmente “a desfazer-se no só da atividade de grande escala, mas também das atividades de pequena escala”. A amplitude das chamas “micro e nano” diminuiu, sendo agora dez vezes menor.

O fenómeno aconteceu de forma “bastante inesperada”, uma vez que há já alguns meses “houve presságios do início de um novo ciclo” de atividade, frisaram os cientistas. No entanto, e em vez de um rápido aumento da amplitude das chamas, a “nossa estrela afundou ainda mais” comparativamente às taxas mínimas até agora registadas.

Os físicos russos não se atrevem a prever se a estrela deixará os seus níveis mínimos de atividade nos próximos meses ou se, em sentido contrário, o “inverno solar” durará durante um período de tempo indeterminado.

https://zap.aeiou.pt/detetado-inverno-solar-impossivel-244079

Comentários

Notícias mais vistas:

"Denúncia caluniosa" transformou sete semanas de sonho na vida de um empresário em vários anos de pesadelo

 João abriu uma empresa em Portugal no final de 2019 ligada à compra e venda de bitcoins. Cumpriu todas as regras, mas viu as contas bancárias bloqueadas. Suspeitas de burla e branqueamento deram origem a um processo que só foi arquivado em 2024. O Ministério Público admitiu no despacho final que houve “denúncia caluniosa” e que a empresa tinha procedimentos de segurança além dos exigidos por lei. O que é certo é que a empresa fechou por culpa de uma justiça lenta. A pessoa “é condenada antes de qualquer conclusão”, lamentou à CNN Portugal o empresário Nasceu no Brasil, mas reside na Alemanha há mais de uma década. João (nome fictício) sempre se sentiu atraído pelo mundo do trading e pelas novas tecnologias. Decidiu abrir uma empresa de compra e venda de criptomoedas em Portugal, mas o sonho transformou-se num pesadelo. A empresa apenas funcionou sete semanas, mas esteve quatro anos perdido entre a Polícia Judiciária (PJ) e o Ministério Público (MP). Os montantes elevados de alguma...

Número de peruanos recrutados pela Rússia para guerra na Ucrânia sobe para 635

 O número de peruanos recrutados na Rússia e alegadamente enviados para a frente de batalha na guerra contra a Ucrânia aumentou para 635, revelaram esta terça-feira os advogados das famílias. Até à semana passada, a equipa jurídica tinha identificado 310 casos. O advogado Percy Salinas indicou nas redes sociais que há confirmação da morte de 20 peruanos em combate e de outros 19 feridos, que permanecem hospitalizados. Além disso, a equipa de defesa confirmou que quatro peruanos estão detidos na Ucrânia e aguarda ainda a identificação de mais oito cidadãos presos. Os advogados, em conjunto com as famílias e autoridades, dizem ter confirmado também a morte de outros cinco peruanos através de fotografias de placas de identificação e dos próprios corpos. Salinas explicou à agência espanhola EFE que o número de cidadãos afetados tem vindo a aumentar progressivamente e poderá continuar a crescer. As famílias denunciam que muitos destes cidadãos, normalmente de baixos recursos, assinaram ...

Tekever vai ter drones a detetar incêndios no Canadá (mas não em Portugal)

 Um contrato com a Phoenix Heli-Flight vai permitir à Tekever ter drones seus a detetar incêndios florestais no Canadá. Em Portugal não tem sistemas envolvidos nessa vigilância. O drone da Tekever que vai ser utilizado no Canadá para vigiar florestas. A Tekever foi contratada pela Phoenix Heli-Flight para colocar drones seus a vigiar áreas no Canadá para deteção de incêndios. A empresa portuguesa, que já atingiu o estatuto de unicórnio, anunciou o contrato, mas “por razões de confidencialidade” não revela o número de sistemas envolvidos no contrato nem os detalhes, nomeadamente o seu valor. Ao abrigo deste contrato, “a Phoenix Heli-Flight irá utilizar o AR3”, que a empresa diz ser “altamente adaptável com sensores especializados, para apoiar a deteção, monitorização e o combate a incêndios florestais”, acrescentando que “o objetivo é disponibilizar informação operacional crítica em tempo real às equipas responsáveis pela resposta à emergência, contribuindo para uma deteção mais pre...