Avançar para o conteúdo principal

França arrisca cortes de energia em janeiro em caso de vaga de frio ou fraca produção eólica


© Gareth Fuller - PA Images


 Gestora da rede elétrica francesa emitiu um aviso de que o nível historicamente baixo de potência nuclear disponível em janeiro poderá obrigar a cortes de energia.


A RTE, gestora da rede elétrica francesa, emitiu esta quinta-feira um comunicado alertando que poderá ter de recorrer a cortes controlados de parte do abastecimento de eletricidade no país durante o mês de janeiro, caso haja uma vaga de frio ou níveis muito baixos de produção eólica.


O mais recente diagnóstico da RTE, congénere da portuguesa REN, indica que será "provável" o recurso a medidas de limitação do abastecimento (como a interrupção de grandes clientes industriais) em caso de vaga de frio (com temperaturas pelo menos 4 graus abaixo das normais para a época) ou de "muito fraca produção eólica" na Europa.


E se os dois fatores coincidirem então o recurso a esses cortes é "quase certo", refere a RTE.


A gestora da rede faz questão de esclarecer que não se trata de situação de blackout implicando um corte generalizado do fornecimento de eletricidade no país, mas sim "uma operação controlada e posta em marcha pelos distribuidores [de energia] em articulação com as autoridades estatais, com um impacto localizado e limitado no tempo (máximo de duas horas consecutivas)".


A razão para este alerta da RTE é o baixo nível de disponibilidade do parque nuclear francês.


A empresa refere que "a disponibilidade prevista do parque nuclear francês está agora avaliada pela RTE num intervalo de 43 a 51 GW (gigawatts) para a maior parte de janeiro", o que se trata do "nível mais baixo já registado para o parque nuclear neste período do ano".


Essa redução de disponibilidade resulta da saída do sistema elétrico francês de uma potência nuclear de 4,5 GW, associada à paragem de quatro reatores anunciada este mês pela francesa EDF.


Esta redução da disponibilidade nuclear em França foi um dos motivos do disparo do preço grossista da eletricidade em dezembro em vários mercados europeus, incluindo o mercado ibérico.


https://sicnoticias.pt/economia/2021-12-30-Franca-arrisca-cortes-de-energia-em-janeiro-em-caso-de-vaga-de-frio-ou-fraca-producao-eolica-55c5f1b3


Comentário do Wilson:

Em Portugal existia um mecanismo de contingência semelhante a este, e que foi usado em 2021 com um apagão controlado tal como este que é previsto em França, mas este governo acabou com ele, pelo que se for necessário um apagão em 2022 ele será descontrolado em Portugal!


Comentários

Notícias mais vistas:

Vem aí um Super El Niño histórico em 2026: o que significa para Portugal

  Se tens acompanhado as notícias sobre o clima, já percebeste que a meteorologia de 2026 promete ser muito complicada. Efetivamente, os especialistas do portal  lusometeo.com  alertam que a formação de um Super El Niño em 2026 é agora uma certeza absoluta e os modelos matemáticos mostram dados extremos. Por isso, preparamo-nos para enfrentar o episódio mais violento do último século. O oceano Pacífico Equatorial Leste pode registar um aumento assustador de três graus centígrados acima da média, criando uma bomba-relógio atmosférica. Super El Niño histórico em 2026: afinal, como é que isto afeta o nosso país? Antes de mais, existe um mito muito comum que precisa de ser desfeito imediatamente. Como explica claramente a equipa do portal lusometeo.com, este fenómeno não tem uma ligação direta com o estado do tempo diário em Portugal. Neste sentido, não vais sentir um impacto meteorológico automático no teu quintal só porque o Pacífico aqueceu. Contudo, isto não significa de ...

Constância e Caima

  Fomos visitar Luís Vaz de Camões a Constância, ver a foz do Zêzere, e descobrimos que do outro lado do arvoredo estava escondida a Caima, Indústria de Celulose. https://www.youtube.com/watch?v=w4L07iwnI0M&list=PL7htBtEOa_bqy09z5TK-EW_D447F0qH1L&index=16

Supercarregadores portugueses surpreendem mercado com 600 kW e mais tecnologia

 Uma jovem empresa portuguesa surpreendeu o mercado mundial de carregadores rápidos para veículos eléctricos. De uma assentada, oferece potência nunca vista, até 600 kW, e tecnologias inovadoras. O nome i-charging pode não dizer nada a muita gente, mas no mundo dos carregadores rápidos para veículos eléctricos, esta jovem empresa portuguesa é a nova referência do sector. Nasceu somente em 2019, mas isso não a impede de já ter lançado no mercado em Março uma gama completa de sistemas de recarga para veículos eléctricos em corrente alterna (AC), de baixa potência, e de ter apresentado agora uma família de carregadores em corrente contínua (DC) para carga rápida com as potências mais elevadas do mercado. Há cerca de 20 fabricantes na Europa de carregadores rápidos, pelo que a estratégia para nos impormos passou por oferecermos um produto disruptivo e que se diferenciasse dos restantes, não pelo preço, mas pelo conteúdo”, explicou ao Observador Pedro Moreira da Silva, CEO da i-charging...