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O dia de todas as más notícias para os professores. “O objetivo é manipular as pessoas"

Aumentos mais pesados. Carreiras mais caras. O dia foi de notícias negativas para os docentes, numa altura em que o Governo avança com uma solução unilateral para recontar os anos de serviço congelados. Para os sindicatos, a estratégia é óbvia: virar a opinião pública contra os professores. E, se possível, deixar o problema nas mãos do próximo Executivo

Números negativos na imprensa, dados inconvenientes cedidos pelo Governo e até um confronto improvisado, mas direto, com o primeiro-ministro. Não foi um dia fácil para os professores. Em menos de 24 horas, as notícias que podem pintar a classe como a má da fita junto da opinião pública sucederam-se, numa altura em que os docentes exigem que os anos de serviço congelados sejam contados para efeitos de progressão na carreira e o Governo insiste que não vai ceder. Para os sindicatos, tudo isto é concertado, numa estratégia com intenção clara: “Faz parte destes processos lançar números que possam confundir as pessoas”. Objetivo: “Manipular as pessoas”, idealmente empurrando todo este processo para o próximo Governo.

A primeira notícia a colocar os professores sob estado de alerta saiu na edição desta terça-feira do “Jornal de Negócios” e fez manchete: “Professores pesam 25% nos gastos com progressões”. Isto é, mesmo sem contar com a reivindicação dos docentes - ter em conta os anos que ficaram para trás (mais de nove) durante o período de congelamento das carreiras - só o facto de o relógio ser de novo posto a contar, coisa que vai acontecer em todas as carreiras da função pública, vai sair mais caro na área da docência.

https://expresso.sapo.pt/dossies/diario/2018-09-11-O-dia-de-todas-as-mas-noticias-para-os-professores.-O-objetivo-e-manipular-as-pessoas.-Nem-sequer-e-original#gs.doi7w0Q

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