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Europa já tem robotáxis sem condutor: serviço começou na Croácia



 A Europa deu mais um passo na corrida aos robotáxis. A Verne, uma startup croata de condução autónoma apoiada pela Rimac, começou a realizar viagens de passageiros sem qualquer pessoa ao volante em estradas públicas de Zagreb. Segundo as informações divulgadas pela imprensa especializada, estas são as primeiras viagens verdadeiramente sem condutor realizadas por um [...]


A Europa deu mais um passo na corrida aos robotáxis. A Verne, uma startup croata de condução autónoma apoiada pela Rimac, começou a realizar viagens de passageiros sem qualquer pessoa ao volante em estradas públicas de Zagreb.


Segundo as informações divulgadas pela imprensa especializada, estas são as primeiras viagens verdadeiramente sem condutor realizadas por um serviço de robotáxis na Europa. O serviço está a ser desenvolvido em parceria com a Pony.ai, empresa chinesa especializada em condução autónoma, e pode ser utilizado através da aplicação Uber.


A operação cobre um percurso de aproximadamente 22 quilómetros, ligando as instalações da Verne a uma zona empresarial no centro de Zagreb e ao aeroporto da capital croata.


Sem condutor e sem supervisor a bordo

A principal diferença face a outros serviços recentemente lançados na Europa está precisamente na ausência de um condutor ou supervisor dentro do veículo.


Em Londres, por exemplo, a Uber e a Wayve começaram a utilizar veículos Ford Mustang Mach-E em viagens autónomas, mas com um operador humano a bordo. No caso da Verne, as decisões de condução são tomadas pelo sistema autónomo da Pony.ai, incluindo direção, travagem e aceleração.


Os veículos são monitorizados remotamente pela Verne, mas não existe uma pessoa no habitáculo preparada para assumir o controlo durante a viagem.


A Verne e a Pony.ai já tinham lançado em abril o que apresentaram como o primeiro serviço comercial de robotáxis da Europa, também em Zagreb. Nessa primeira fase, porém, existia ainda um operador humano a bordo como medida de segurança.


A eliminação desse elemento representa agora uma etapa importante para a tecnologia de condução autónoma.


Um SUV elétrico chinês como base

O robotáxi atualmente utilizado pela Verne não foi desenvolvido de raiz pela startup croata. A base é um Arcfox Alpha T5, um SUV elétrico produzido na China.


O veículo foi profundamente adaptado para o serviço autónomo. Uma das alterações mais visíveis é a remoção do banco dianteiro do passageiro, criando espaço adicional para bagagem e permitindo aos passageiros traseiros estenderem mais as pernas.


No lugar do encosto do banco dianteiro foi instalada ainda um ecrã de maiores dimensões, através do qual os passageiros podem acompanhar informações sobre o percurso, mas também assistir a vídeos ou jogar. A configuração procura, assim, tirar partido do facto de não existir um condutor ou um passageiro no lugar dianteiro.


Uma alternativa europeia aos robotáxis dos EUA

A Verne está a tentar posicionar-se num mercado que tem evoluído rapidamente nos Estados Unidos e na China. A Pony.ai, parceira tecnológica da startup croata, já opera serviços de robotáxis em quatro cidades chinesas e pretende agora expandir a sua presença na Europa.


A operação de Zagreb permite, por isso, combinar uma empresa europeia especializada no serviço de mobilidade com uma tecnologia de condução autónoma desenvolvida por uma das empresas chinesas que já acumulam experiência neste domínio.


A ligação à Rimac é outro dos elementos distintivos do projeto. A startup Verne tem o apoio do grupo croata de tecnologia automóvel fundado por Mate Rimac, conhecido sobretudo pelo desenvolvimento de veículos elétricos de elevado desempenho.


E há um robotáxi desenvolvido de raiz

O Arcfox Alpha T5 não deverá, contudo, ser a solução definitiva da Verne. A empresa já apresentou anteriormente o conceito de um robotáxi concebido especificamente para este tipo de utilização, com uma configuração semelhante à de outros veículos autónomos desenvolvidos de raiz.


Esse modelo tem portas deslizantes, tejadilho panorâmico, um habitáculo mais sofisticado e um grande ecrã de entretenimento. A Verne mantém o veículo em desenvolvimento, pelo que ainda não existem indicações de quando poderá substituir o atual SUV elétrico utilizado nos testes.


Por enquanto, é em Zagreb que a empresa está a testar uma das principais promessas da condução autónoma: transportar passageiros em estradas públicas sem qualquer pessoa dentro do veículo responsável por conduzir.


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