Avançar para o conteúdo principal

Aprender com a Inteligência Artificial: seis maneiras de dominar temas difíceis



 

Usar a inteligência artificial para estudar é muito mais do que ter as respostas de forma rápida. As ferramentas podem ser usadas para criar um centro de estudo, ter um explicador personalizado e testar conhecimento.

O novo ano escolar está a começar e mantém-se o debate sobre a utilização ou não de ferramentas de Inteligência Artificial (IA) para estudar. Tal como acontece noutras áreas, a tecnologia está a mudar a educação, e os alunos já estão a usar inteligência artificial de forma indiscriminada, para resumir textos, gerar explicações, criar trabalhos e até estudar para exames, muitas vezes sem compreender limites, riscos ou boas práticas.

Os alertas para os impactos no desenvolvimento cognitivo são muitos, apontando para aprendizagens limitadas e insuficiente retenção do conhecimento. Os estudos indicam, porém, que o desafio pode não passar pela proibição do seu uso, mas por ensinar a utilizar a tecnologia da forma certa, tornando a IA um apoio pedagógico que possa ajudar na compreensão dos temas mais complexos, oferecendo um apoio personalizado e novas formas de explicação das matérias.

A criação de autonomia e pensamento crítico, com a utilização das ferramentas direcionada para as áreas onde pode fazer a diferença, em vez de procurar obter respostas rápidas e atalhos na aprendizagem, pode ter efeitos na capacidade de adquirir e aplicar o conhecimento. Tudo ajustado às diferentes idades e níveis de escolaridade. Leia mais notícias em tek.sapo.pt

Leia mais notícias em tek.sapo.pt

As ferramentas mais conhecidas, como o ChatGPT, o Gemini, Claude ou Copilot, estão preparadas para dar respostas rápidas a questões direcionadas, ou responder a tarefas específicas, como preparar um texto ou alinhar um trabalho escolar, mas podem ser muito mais do que isso. Com a utilização certa podem tornar-se um verdadeiro centro de estudo ou um explicador personalizado, que coloca questões e ajuda a aprofundar o conhecimento.

Veja aqui algumas sugestões para estudar com a ajuda da IA e melhorar os resultados sem "fazer batota".

Como usar a IA para estudar?

Algumas estratégias podem transformar as ferramentas de IA em verdadeiros apoios para o estudo:

1 - Centralizar os materiais e criar um "centro de estudo" com a IA

Com o NotebookLM da Google pode juntar todos os documentos, PDFs, notas das aulas, gravações, fotografias de apontamentos ou anotações no quadro da sala de aula, num centro de estudo, com tudo integrado para um determinado tema ou disciplina.

2 - Criar guias de estudo estruturados e materiais personalizados

A partir da informação centralizada, pode criar guias de estudo, resumos e até testes com perguntas adaptadas aos materiais que forneceu para cada tema. Desta forma é possível pedir explicações passo a passo e exemplos.

3 - Transformar anotações em áudio, podcasts e explicações

No Gemini pode usar o Audio Overview, onde um tema é apresentado como uma conversa, em estilo podcast, o que pode ser útil para ir escutando enquanto faz outra tarefa. No ChatGPT pode criar materiais multimédia, com infografias e visualizações.

4 - Apresentar conceitos complexos com simulações

Para temas mais complicados, as ferramentas criam modelos interativos, com diagramas, diretamente no chat ou com a integração de alguns plugins adicionais. O Copilot do Microsoft 365 tem um modo de Aprender e Explicar que se ajusta a este perfil.

5 - Testar conhecimentos com perguntas e exames

É possível criar exames personalizados, que são adaptados às áreas de maior dificuldade e lacunas identificadas no conhecimento, como um tutor personalizado. Numa conversa com o Gemini pode ir fazendo perguntas de seguimento e clarificar dúvidas.

6 - Aprender passo a passo com raciocínio guiado

Com estas ferramentas pode ter uma aprendizagem guiada, onde são colocadas perguntas abertas sobre um tema para aprofundar o conhecimento. O Guided Learning do Gemini é uma boa forma de promover o raciocínio e autonomia.

Por Fátima Caçador


Aprender com a Inteligência Artificial: seis maneiras de dominar temas difíceis - JN


Comentários

Notícias mais vistas:

Rendas congeladas “desesperam” proprietários e inquilinos apontam despejos como medida “oportunista”

Foto: Rodolfo Alexandre Reis  Luís Menezes Leitão, presidente da Associação Lisbonense de Proprietários diz que as propostas do Governo sobre o descongelamento das rendas são “minúsculas” e que mesmo em relação ao despejos “falta muito por esclarecer”. Já António Machado, líder da Associação de Inquilinos Lisbonenses considera que aumentar a liberalização dos contratos significa que “a parte mais fraca ainda fica mais fraca”. Concordam em discordar. É desta forma que os proprietários e inquilinos olham para o conjunto de medidas apresentadas pelo Governo sobre o novo regime do arrendamento urbano (NRAU). No lado da Associação Lisbonense de Proprietários (ALP), o presidente Luís Menezes Leitão, lamenta que o congelamento das rendas antigas a 1990, um dos principais cavalos de batalha da ALP se mantenha praticamente inalterado. “As alterações são minúsculas e só têm significado relativamente a inquilinos que ganhem acima de cinco salários mínimos mensais e mesmo assim estabelece a fi...

KillSec. Desmantelado grupo internacional de hackers liderado por um jovem de 16 anos. Foi traído pela paixão por motas

 Operação liderada pela Alemanha e coordenada pela Europol levou a três detenções de alegados membros de um grupo responsável por lucrar milhares de euros com dados roubados. Dois erros ditaram o desmantelamento do KillSec, um grupo de hackers que se dedicava a extorquir vítimas de roubo de dados pessoais para que estes não fossem divulgados, o chamado ransomware. Segundo as autoridades, algumas vítimas do KillSec pagaram meio milhão de euros para que os seus dados não fossem divulgados; são-lhes atribuídos cerca de mil ataques pelo mundo inteiro. Eram liderados por um jovem de 16 anos a partir de Alicante, Espanha, acredita a Europol. Foi a Europol que coordenou as operações policiais em nove países europeus e nos EUA que levaram à detenção de três membros do KillSec. Tudo foi possível graças ao cruzamento de informações entre o FBI do território norte-americano de Porto Rico e a Guardia Civil espanhola, que permitiu identificar uma morada e um número de telefone. Esta quarta-feir...

Ex-juíza venezuelana denuncia coação para desqualificar Corina Machado

Corina Machado. © Jesus Vargas/picture alliance via Getty Images  A ex-juíza do Supremo Tribunal de Justiça (TSJ) da Venezuela, Bárbara César Siero, revelou esta terça-feira que foi coagida a assinar várias sentenças de inelegibilidade política, entre as quais a de María Corina Machado. Bárbara César Siero relatou num vídeo e numa carta publicados nas redes sociais que, a 15 de dezembro de 2023, Machado interpôs uma ação junto do TSJ para que fosse revista a medida de inelegibilidade que lhe tinha sido imposta pelo Tribunal de Contas venezuelano anos antes, mas a juíza acabou por impedi-la de se candidatar à presidência nas eleições de 2024. "Paralelamente a esse facto, nesse mesmo dia, os meus dois irmãos, o tenente-coronel Guillermo Enrique César Siero, o major Guillermo Henry César Siero, e a minha cunhada, a major Diana Desirée Victoria Justo, foram detidos arbitrariamente por funcionários da Direção-Geral de Contra-Inteligência Militar (DGCIM)", acrescentou. A juíza desc...