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Ataque de drone atinge central nuclear de Kursk e AIEA apela à contenção militar


Central nuclear de Kursk, Rússia Anadolu


O diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, considera "inaceitável" qualquer ataque contra instalações nucleares, alertando para os graves perigos de segurança e exigindo a máxima contenção militar para evitar acidentes


 Um drone atingiu a torre de refrigeração de um dos reatores da central nuclear de Kursk, na Rússia, sem provocar um incêndio ou interromper o funcionamento da unidade, revelou hoje a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA).


A agência da ONU indicou nas redes sociais que foi informada do impacto, ocorrido na manhã de quinta-feira, sem especificar quem lançou o dispositivo nem fornecer detalhes sobre possíveis danos materiais.


A central nuclear de Kursk está localizada no oeste da Rússia, a 90 quilómetros da fronteira com a Ucrânia, e possui quatro reatores de projeto soviético. A AIEA observou que o reator ligado à torre de refrigeração estava operacional no momento do ataque e continuou ativo.


O diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, reafirmou que qualquer ataque contra instalações nucleares "é inaceitável", independentemente do local onde ocorra, devido ao perigo que representa para a segurança. Grossi reiterou ainda o apelo para a máxima contenção militar de forma a evitar o risco de um acidente nuclear.


Até ao momento, nem a Rússia nem a Ucrânia comentaram as informações fornecidas pela agência da ONU.


Em julho, o governador da região de Kursk acusou a Ucrânia de atingir uma torre de refrigeração na central nuclear de Kursk II, que está em construção junto à unidade original, erguida na década de 1970. Em 2024, o Presidente russo, Vladimir Putin, acusou Kiev de planear um ataque à central e, no ano seguinte, um drone ucraniano iniciou um incêndio nas imediações das instalações, embora não tenha sido detetado qualquer nível anormal de radioatividade.


As centrais nucleares têm sido um dos principais motivos de preocupação associados à invasão russa da Ucrânia, iniciada em fevereiro de 2022. A AIEA alerta regularmente para o risco de uma catástrofe, sobretudo nas centrais de Zaporijia — a maior da Europa, atualmente sob ocupação russa no sul da Ucrânia — e de Chernobyl, a norte de Kiev, onde a estrutura de confinamento dos depósitos radioativos do desastre de 1986 foi também atingida por um drone russo.


Ataque de drone atinge central nuclear de Kursk e AIEA apela à contenção militar - Expresso


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