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Baixa produtividade é o principal obstáculo ao crescimento económico português. Estudo coordenado por Passos Coelho vai propor reformas



A fraca produtividade portuguesa é o principal entrave ao crescimento económico. É a conclusão de um estudo — coordenado pelo antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, pelo ex-deputado socialista Sérgio Sousa Pinto e pelo presidente da Associação Comercial do Porto, Nuno Botelho — que irá identificar reformas estruturais para travar os obstáculos ao crescimento da economia portuguesa.


O estudo “Bloqueios versus Reformas: uma visão para Portugal” vai ser apresentado no final do ano, altura em que se prevê que estejam desenvolvidas as tuas etapas do projeto. A primeira, divulgada esta sexta-feira, identifica porque motivos tem a economia portuguesa crescido pouco. Já a segunda fase do estudo irá identificar um conjunto de reformas — avaliando medidas, calendarização, custos, financiamento e impactos — para travar os bloqueios ao desenvolvimento económico e social do país.


“A principal conclusão preliminar é que Portugal não enfrenta apenas um problema isolado", indicou a Associação Comercial do Porto num comunicado citado pela SIC Notícias. “O problema central está na produtividade: mesmo nos períodos de maior crescimento recente, este resultou sobretudo do aumento do emprego e não de ganhos expressivos de produtividade”.


De acordo com o estudo, Portugal apresenta problemas em áreas como o capital humano e a qualidade da gestão, investimento e inovação, escala empresarial, especialização produtiva, poupança e financiamento, assim como no funcionamento do Estado e das instituições.


A burocracia, a fiscalidade, a morosidade da justiça e as dificuldades na habitação são alguns dos obstáculos apontados à mobilidade dos recursos, ao investimento e à capacidade de crescer.


A Associação Comercial do Porto indicou que a economia portuguesa cresceu, em média, 1,1% por ano desde 1999. Este é um dos desempenhos “mais fracos” da União Europeia.


O estudo — que será entregue ao Governo e ao Presidente da República, António José Seguro — pretende contribuir para o crescimento de Portugal, para a criação de melhores empregos, melhores salários e para a retenção de talento. Outros dos objetivos passam pelo financiamento do Estado Social e por proporcionar um nível de vida mais elevado aos portugueses.


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